Menu

Adquira o livro: O Papa do Fim do Mundo - Lindolfo Dias

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

TROMBETAS E PRAGAS, JUÍZOS SOBRE UM MUNDO CULPADO - Introdução



A GRANDE TRIBULAÇÃO, O TEMPO DE ANGÚSTIA

É durante a grande tribulação ou, mais precisamente, durante o “tempo de angústia como nunca houve desde que houve nação até àquele tempo” (Daniel 12:1 e Mateus 24:21) que sucederão os eventos anunciados nas profecias das sete trombetas e das sete pragas. Estes acontecimentos serão únicos e incomparáveis, pois é dito que nunca houve e não haverá fatos como aqueles. Tais eventos, terríveis e solenes, se darão exatamente depois do fim do julgamento ou Juízo no Santuário Celestial.


A sua duração deverá ser de cinco meses ou 150 dias. Tal convicção nasce do fato de que este é o único período citado dentre todos os textos sagrados que compõem a Revelação para esses eventos (Apocalipse 9:5 e 10) e ainda a certeza de que "o Senhor, nosso Deus, não fará coisa alguma sem antes ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas" (Amós 3:7).

As sete trombetas do Apocalipse têm sido interpretadas tradicionalmente, ao longo do tempo, como sendo a queda do império romano. Primeiramente o império do Ocidente,conquistado pelos povos bárbaros germânicos e depois o império do Ocidente invadido pelos muçulmanos e ocupado pelos turcos otomanos durante a Idade Média. Este entendimento não contempla as especificações da sagrada profecia bíblica e contraria frontalmente os ensinamentos do Espírito de Profecia.

As trombetas não podem estar no passado, mas no futuro. Não faz sentido imaginar que os distantes e profeticamente inexpressivos fatos históricos relativos à queda do império romano e dos povos que o sucederam sejam confundidos com os solenes acontecimentos que sacudirão o mundo antes da volta de Jesus. Então, quando serão tocadas e o que representam? O tempo futuro está claramente revelado:

“Então o Anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar, e o lançou sobre a Terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto (5). E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las (6)” (Apocalipse 8:5-6).

Somente depois que Jesus lançou o incensário sobre a Terra é que os sete anjos prepararam-se para tocá-las. E isso está claramente no futuro. 

Muitos acreditam que elas sejam uma contrafação de Satanás às sete últimas pragas, mas elas são as próprias pragas. As trombetas revelam os acontecimentos, em si. As pragas relatam as suas consequências.

Estes juízos representados pelas sete trombetas e pelas pragas são os mesmos acontecimentos que cairão sobre toda a Terra, na forma de tragédias como nunca aconteceram antes. Trombetas e pragas são termos utilizados por Deus para mostrar os juízos e castigos que serão infligidos ao mundo impenitente, que os receberá como consequência e resultado de sua impiedade e rebelião. É o resultado e a colheita do que plantaram. 

Estas tremendas catástrofes farão com que as pessoas desmaiem de terror, pela sua extensão:

"E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na Terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo. Porquanto os poderes do céu serão abalados" (Lucas 21:25-26). 

Elas serão lançadas não sobre todo o mundo, simultaneamente, mas serão localizadas e regionais. Os textos indicam que esse tempo está no futuro e que ocorrerá após o término do julgamento em curso no Santuário Celestial e do fechamento da porta da graça, quando os juízos sobre o mundo ímpio cairão sem misericórdia, um após o outro, em breve.

“Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra. Cenas de estupendo interesse se acham precisamente diante de nós” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, Cpb, Vol. 3, pag. 426, destaques acrescentados).

“Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes da terra seriam inteiramente exterminados. Contudo serão os mais terríveis flagelos que já foram conhecidos por mortais”. (Ellen G. White – O Grande Conflito, Cpb, pag. 628 e 629, ref. em Eventos Finais, pag. 212).

“O mesmo poder destruidor exercido pelos santos anjos quando Deus ordena, será exercido pelos maus quando Ele o permitir. Há agora forças preparadas, e que aguardam apenas o consentimento divino para espalharem a desolação por toda parte”. (Ellen G. White – O Grande Conflito, pag. 614, ref. em Eventos Finais, pag. 210).

“Satanás mergulhará então os habitantes da terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade”. (Ellen G. White – O Grande Conflito, pag. 614, ref. em Eventos Finais, pag. 206).

4 comentários :

  1. Caro amigo e irmão Lindolfo.
    Conheço seu interesse e dedicação ao estudo das profecias, pois nós partilhamos com o saudoso irmão José de Castro, nossa avidez por esclarecimentos mais contemporâneos sobre este tema que é a razão de existir a Bíblia: Profecias.
    Ao ler suas conclusões sobre as 7 Trombetas e bem como, seu pedido aos companheiros pesquisadores, de lhe comunicarem quaisquer outras visões ainda que diferentes das suas, resolvi partilhar consigo, uma visão que tem sido uma grande companheira na sustentação da minha fé cristã.
    O que vou lhe apresentar agora, tem uma sustentação de pesquisa bíblica maior do que conseguirei redigir neste momento. Isto por falta de tempo hábil, ok?

    ResponderExcluir
  2. Bom, ao meditar sobre o capítulo 8 do Apocalipse, logo no início, encontramos na própria narrativa, que as trombetas não podem ter-se cumprido como Urias Smith entendeu, como se tivesse seu cumprimento no passado, porém tudo conspira para que seu cumprimento esteja no futuro, conforme lemos:
    "E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
    E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. (Apocalipse 8:1,2)
    Como podemos constatar, os 7 Anjos com as sete trombetas, só aparecem na abertura do sétimo sêlo. Portando, interpretar que as trombetas tenham tocado durante quaisquer periodos dos sêlos anteriores já abertos, é um equívoco que beira ao ridículo, pois hoje, bem como nos dias dos nossos grandes pioneiros, vivemos nos dias do 6o. sêlo a caminho da abertura do 7o. sêlo, quando então o mesmo será aberto com a presença dos 7 anjos com suas sete trombetas.
    Tudo é uma questão de ângulo de visão para que possamos cometer um equívoco, pois o erro é uma prerrogativa nossa, seres humanos. Caso contrário, os profetas e os estudiosos, todos nós seriamos Deuses, mas não somos e isto nos torna dependentes do Espírito Santo para prosseguirmos rumo à vitória final, pois o que conta para isto, não será nossa infalibilidade, mas sim a graça de Cristo que cobrirá todos os nossos equívocos e erros, conscientes ou inconscientes. Amém!

    ResponderExcluir
  3. Bom, ao meditar sobre o capítulo 8 do Apocalipse, logo no início, encontramos na própria narrativa, que as trombetas não podem ter-se cumprido como Urias Smith entendeu, como se tivesse seu cumprimento no passado, porém tudo conspira para que seu cumprimento esteja no futuro, conforme lemos:
    "E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
    E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. (Apocalipse 8:1,2)
    Como podemos constatar, os 7 Anjos com as sete trombetas, só aparecem na abertura do sétimo sêlo. Portando, interpretar que as trombetas tenham tocado durante quaisquer periodos dos sêlos anteriores já abertos, é um equívoco que beira ao ridículo, pois hoje, bem como nos dias dos nossos grandes pioneiros, vivemos nos dias do 6o. sêlo a caminho da abertura do 7o. sêlo, quando então o mesmo será aberto com a presença dos 7 anjos com suas sete trombetas.

    ResponderExcluir
  4. Tudo é uma questão de ângulo de visão para que possamos cometer um equívoco, pois o erro é uma prerrogativa nossa, seres humanos. Caso contrário, os profetas e os estudiosos, todos nós seriamos Deuses, mas não somos e isto nos torna dependentes do Espírito Santo para prosseguirmos rumo à vitória final, pois o que conta para isto, não será nossa infalibilidade, mas sim a graça de Cristo que cobrirá todos os nossos equívocos e erros, conscientes ou inconscientes. Amém!
    Verifiquei também que as regras adotadas pelos intérpretes tradicionais, não seguem a lógica de Deus, e é aí que mora o nosso problema de interpretação hoje, porque encontramos no capítulo 8 uma linguagem literal e ao mesmo tempo uma linguagem simbólica, trazendo uma confusão na exegese textual. Porém, se procurarmos focar na exegese, que vou chamar de espiritual, isto é, buscar interpretar o texto com base naquilo que Deus revelou e já se cumpriu, servindo assim de base para uma conclusão, que sirva de sinal para um povo que se deixará guiar, como os israelitas foram guiados no deserto.
    Entendo que trombeta é aviso. Aviso do que? Que o grande e terrível dia do Senhor está aproximando-se, da forma que ele revelou a João em Pátmos.
    Quando ajuntamos os capítulos 8, 9 e 11, que apresentam as trombetas para nós, sou levado a ver que tudo o que nossos pioneiros, em especial Elen White, transmitem para nós sem uma cronologia específica, tais como a união das igrejas, decreto dominical, decreto de morte, alto clamor, sacudidura, perseguição e fechamento da porta da graça, acontecimentos tão esperados pelo adventismo histórico, tendem acontecer entre o toque da primeira trombeta até a quarta, quando na quinta trombeta, já estaremos sendo governados mundialmente pelo falso cristo, que não consegue conter a mortandade causada pelas pragas das trombetas. Este falso cristo, que saiu do abismo(o oculto em que viveu até então), provoca uma grande batalha, pois os 4 anjos soltaram os ventos...as 7 últimas pragas entram neste cenário de grande luta entre os ímpios porque da quarta trombeta para a 5a. trombeta já houve o selamento.
    Portanto, concluo que as 7 trombetas são pragas porque também provocam mortandade e são intervenções divinas para a grande colheita, que acontecerá entre a 1a.trombeta e a 4a. trombeta.
    A 7a. trombeta e a 7a. praga fecham a mortandade dos ímpios e culmina com a volta de Jesus.
    Teríamos muitas outras considerações, mas o tempo não me permitiu apresentar mais. Aprecie e me escreva e que Deus nos ilumine na busco do Seu conhecimento para nós seus filhos.
    Abraços fraternos em Cristo

    ResponderExcluir