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Adquira o livro: O Papa do Fim do Mundo - Lindolfo Dias

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ABERTURA DO SEXTO SELO: O Início do Julgamento dos Vivos

Todas as pessoas que vivem na Terra serão julgadas por Deus, antes que sobrevenha o fim predito pela profecia bíblica. É tema recorrente das Sagradas Escrituras que antes que Jesus volte para por fim ao sofrimento e ao pecado, para ressuscitar os mortos justos e para transformar e resgatar os justos vivos, haverá um processo de separação - ou selamento – que confirmará o registro dos nomes destes no que a Bíblia chama de Livro da Vida. E esse procedimento está para começar, como afirmam claramente os acontecimentos atuais e a Palavra de Deus. Os sinais e as provas dessa afirmação estão no texto a seguir.

Apocalipse 6:12-13 

12. E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. 

13. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.

Estes sinais irão assombrar em breve os habitantes da Terra. Eles são o último aviso de Deus convidando as pessoas ao arrependimento, pois é chegado o tempo solene do Juízo ou julgamento que irá decidir o destino eterno de todas as pessoas que vivem neste planeta. Despertarão a todos para o cumprimento das profecias bíblicas e para os últimos acontecimentos da história humana. 

Muitas pessoas têm acreditado que os eventos relacionados a estes versículos tenham ocorrido no passado, mas o seu pleno cumprimento está no futuro, como será logo demonstrado. 

Fenômenos semelhantes aos descritos nesses textos já ocorreram antes, e serviram de alerta para o mundo, no tempo oportuno, e sinalizaram para o julgamento dos justos mortos, que começou no Céu no ano de 1844 com a purificação do Santuário Celestial, acontecimento prefigurado pelo "Dia da Expiação", o Yom Kippur, que era o soleníssimo dia do perdão, a mais importante festa do calendário judaico, no passado.

Os 4 versículos seguintes não fazem parte do contexto do sexto selo, mas devem ser remanejados como orienta a Palavra de Deus, para o seu correto contexto, que é a volta de Jesus. Esta orientação está expressa no texto do profeta Isaías, dado para o estudo e compreensão da Palavra de Deus: “Regra sobre regra, um pouco daqui e um pouco dali” (Isaías 28:10). Esses versículos dão uma mostra da situação da Terra nos instantes que precedem o advento do Senhor:

14. E o céu recolheu-se como um pergaminho que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.

15. Então os reis da Terra, os grandes, os generais, os ricos e os poderosos, e todo o servo e todo o livre, se esconderam nas cavernas e entre as rochas das montanhas. 

16. E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro!

17. pois é chegado o grande dia da Sua ira, e quem poderá subsistir?


É importante reiterar que estes acontecimentos se darão somente no futuro, nos últimos dias, cerca de 4 anos após a abertura do sexto selo, que é o julgamento dos vivos, e que eles devem ser remanejados para o final do Capítulo 14, pois retratam a situação do planeta nos momentos que antecedem a volta do Senhor Jesus e serão devidamente mencionados e esclarecidos no Capítulo que trata desse solene tema. Eles devem ser adequados ao tempo em que os últimos juízos estiverem caindo sobre o mundo impenitente. É o último flagelo, representado pela sétima trombeta ou praga, quando os grandes cataclismos, as tragédias ambientais e a guerra entre as potências quase que extinguirão a vida na Terra.

Igualmente importante é compreender que as aplicações e explicações do sexto selo não se resumem ao Capítulo sexto, mas continuam em todo o Capítulo sétimo, na identificação das pessoas que serão seladas por essa fase do julgamento.

Depois daqueles grandes acontecimentos que sinalizam para o começo do juízo dos vivos, a abertura do sexto selo continua com os seguintes versos:

Apocalipse 7:1-3: 

1. E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.

2.  E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de evitar que a terra e o mar fossem danificados,

3. dizendo: Não permiti que sejam danificados a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus

Existe no texto uma clara afirmação de que nessa ocasião os servos do nosso Deus, aqueles que estiverem vivos na ocasião, ainda não foram selados, ou julgados, razão pela qual os quatro anjos estarão em todo o mundo, “nos quatro cantos da Terra” - e segurando os ventos das contendas para que não sobrevenha ainda – pois certamente virá -, alguma hecatombe que possa retardar ou impedir o propósito de Deus de selar os Seus servos.
 
Estes quatro anjos, aqui mencionados para reter os ventos até que sejam selados – ou julgados – “os servos do nosso Deus”, são os mesmos mencionados em outro texto, relativo a uma ocasião futura, em que todos eles já estarão selados nas suas testas com o sinal ou o selo de Deus (Apocalipse 9:4 e 15). Esclarecimentos sobre esse texto serão feitos adiante, no estudo da quinta e sexta trombetas.

A abertura do sexto selo contempla o primeiro dos dois grupos que serão selados estando vivos. Este é o grupo daqueles que receberão a plenitude do Espírito Santo na chamada “chuva serôdia”. Esse poder os habilitará a levar a grande mensagem do “Evangelho do Reino” a todo o mundo, o último sinal que Jesus mencionou em seu sermão profético, antes do fim de todas as coisas e de Sua vinda:

"E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim"  (Mateus 24:14).

O poder que habilitou os apóstolos a levar ao mundo no período de uma geração uma mensagem que parecia loucura será o mesmo que habilitará as “Testemunhas de Jesus” a levar à última geração uma mensagem também aparentemente impossível. A comissão dos primeiros discípulos de Jesus foi a de fazer o mundo reconhecer como Deus a um condenado à cruz. A missão dos últimos discípulos do Mestre será a de reconstruir totalmente os muros destruídos do Evangelho Eterno, restaurar todas as doutrinas que a grande meretriz e as suas filhas jogaram por terra e afirmam serem, hoje, "heresias". 

Antes da volta de Jesus a verdade substituída pela tradição e a lei de Deus quebrantada serão totalmente restauradas na Terra. Parcialmente derramado sobre os discípulos de Jesus e relatado em Atos 2:1-47 o poder do Espírito será derramado em sua plenitude nesses dias que se avizinham.

Quando o anúncio do juízo foi levado ao mundo no início do século Dezenove ele foi precedido por formidáveis sinais que serviram de alerta para o mundo, despertando a atenção para o solene evento, naquela época. Estava para começar o juízo sobre os mortos e os sinais foram dados, previamente.

Houve um grande terremoto, conhecido como o “Terremoto de Lisboa”, no dia 1º de novembro de 1755, o mais terrível já registrado até então. Vinte e cinco anos depois apareceram o segundo e terceiro sinais mencionados na profecia, o escurecimento do Sol e da Lua. No dia 19 de maio de 1780 esta profecia se cumpriu na região conhecida como Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. Esse dia figura na História como “o Dia Escuro”.  O quarto sinal ocorreu no dia 13 de novembro de 1833, na grande chuva de meteoros que caiu e foi vista por toda a América do Norte e foi a mais extensa e impressionante exibição de estrelas cadentes, já ocorrida.

Mas esses extraordinários acontecimentos não foram senão uma pálida demonstração do que ocorrerá no futuro, antes que venha “o grande e terrível dia do Senhor”.  Esses acontecimentos futuros despertarão a atenção do mundo todo para o juízo prestes a acontecer, quando então os vivos serão levados a julgamento  no Tribunal Celestial. 

Nessa época terão pleno cumprimento as palavras do profeta Joel:

Joel 2:28-32

28. E há de ser que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. 

29. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o Meu Espírito.

30. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumo. 

31. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. 

32. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Nunca na história do mundo se cumpriu na íntegra, completamente, a profecia de Joel. Nos dias de Pedro, no Pentecostes, houve o cumprimento parcial do derramamento do Espírito, mencionado pelo apóstolo:  

“Isso é o que foi dito pelo profeta Joel: ‘E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne... ’” (Atos 2:16). 

Os dias de Pedro não eram os últimos dias, mas os primeiros do cristianismo. O Espírito foi derramado, mas não houve sinais no céu, nem no sol, na lua e nas estrelas, nem um grande terremoto. Era a “chuva temporã”, que fez a semente do Evangelho germinar e nascer. A chuva que faz o grão amadurecer para a colheita, chamada de “chuva serôdia” está no futuro próximo e é agora referida.
Nos dias que antecederam o início do Juízo Celestial, quando começou o julgamento dos mortos, em 1844, houve também outro cumprimento parcial da profecia de Joel, no grande terremoto e nos sinais no sol, na lua, e “nas estrelas” (cadentes), mas não houve o derramamento do Espírito sobre “toda a carne”, como predito pelo profeta, mas apenas sobre um pequeno grupo de pessoas, quando se cumpriu a promessa de Deus, feita pelo profeta Isaías:


"Liga o Testemunho e sela a Lei no coração dos meus discípulos" (Isaías 8:16).

No fim do período de 1260 anos de domínio papal a Bíblia deixou de ser proibida e seu estudo trouxe grande conhecimento (Daniel 7:25 e 12:4). As verdades ocultas nos 12 séculos de trevas morais e opressão, começaram a ser compreendidas. O "Testemunho" começou a ser religado. A lei começou a ser restaurada e selada no coração dos estudiosos e os temas da volta de Jesus, da ressurreição dos mortos e do Juízo foram então entendidos. O Testemunho mencionado nada mais é do que a manifestação do Espírito Santo entre os discípulos de Jesus, o que pode ser compreendido pelos textos da Revelação:

"Então o dragão (Satanás) irou-se contra a mulher (igreja pura, verdadeira) e foi fazer guerra contra o resto dos seus descendentes, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus" (Apocalipse 12:17).

Os mandamentos de Deus são a Sua Lei santa, justa e boa, imutável, eterna, escrita com o Seu próprio dedo em tábuas de pedra no Sinai (Êxodo 20:3-17 e 31:18) e no coração de Seus discípulos (Hebreus 8:10). E o testemunho de Jesus, o que será, então? A Palavra de Deus responde conclusivamente a esta pergunta:

"Lancei-me então a seus para adorá-lo, mas ele me disse: Não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Porque o testemunho de Jesus é o Espírito de profecia" (Apocalipse 19:10).

O Testemunho mencionado é a manifestação e a presença do Espírito Santo, que confere o discernimento para a compreensão da Palavra de Deus. Desde então as verdades desprezadas e pisadas começaram a ser restabelecidas.

Mas o cumprimento pleno da profecia de Joel está no futuro. Ela se dará no contexto da “Abominação da Desolação de que falou o profeta Daniel”, conforme Jesus afirmou em seu “Sermão Profético”, expresso nos evangelhos dos Apóstolos Mateus, Marcos e Lucas, cujos textos mesclados de diversas versões e resumidos e consolidados num único texto para melhor compreensão podem ser assim definidos:

Mateus 24:15-22; Marcos 13:14-20; Lucas 21:20-26

Porque haverá naqueles dias tal tribulação, como nunca houve antes, desde que Deus criou o mundo até agora, e nem tornará a haver jamais. Será um tempo de angústia e ira contra este povo, e cairão pela espada, e em todas as nações (no futuro) serão feitos cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios até que o tempo dos gentios se complete. E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia entre as nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois as virtudes (poderes) do céu serão abaladas. E se aqueles dias não fossem abreviados pelo Senhor, ninguém sobreviveria. Mas por causa dos eleitos, que escolheu, aqueles dias serão por Ele abreviados”. 

Ellen G. White, uma mensageira de Deus e inspirada escritora americana escreveu, em sua obra-prima, o livro “O Grande conflito”, o seguinte, com relação a estes textos: 

“A perseguição da igreja não continuou durante o período todo dos 1.260 anos. Deus, em misericórdia para com Seu povo, abreviou o tempo de sua dolorosa prova. Predizendo a ‘grande tribulação’ a sobrevir à igreja, disse o Salvador: ‘Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias’ (Mateus 24:22). Pela influência da Reforma, a perseguição veio a termo antes de 1798” (Pag. 266 e 267).

“Na palestra do Salvador com Seus discípulos, no Monte das Oliveiras, depois de descrever o longo período de provação da igreja – os 1.260 anos de perseguição papal, relativamente aos quais prometera Ele ser abreviada a tribulação – mencionou Jesus certos acontecimentos que precederiam Sua vinda, e fixou o tempo em que o primeiro destes deveria ser testemunhado: ‘Naqueles dias, depois daquela aflição, o Sol se escurecerá, e a Lua não dará a sua luz’. S. Marcos 13:24. Os 1.260 dias, ou anos, terminaram em 1798. Um quarto de século antes, a perseguição tinha cessado quase inteiramente. Em seguida a esta perseguição, segundo as palavras de Cristo, o Sol deveria escurecer-se. A 19 de maio de 1780 cumpriu-se esta profecia” (Obra citada, pag. 306, destaque acrescentado).

Como os grandes profetas do passado que nem sempre compreendiam as mensagens que lhes eram enviadas por Deus e que somente deveriam se cumprir no futuro, ela também deixou de compreender muitas das que lhe foram confiadas. Quando escreveu o livro citado Ela não tinha a compreensão de todas as coisas que se desenrolariam no futuro, e que somente deveriam ser entendidas pelos que vivessem nos últimos dias. Com a humildade que caracteriza os grandes homens e mulheres de Deus ela reconhece a limitação a que estão sujeitos mesmo os que, como ela, são privilegiados com a graça do conhecimento e da revelação:

“Mesmo os profetas que eram favorecidos com iluminação especial do Espírito, não compreendiam plenamente a significação das revelações a eles confiadas. O sentido deveria ser desvendado de século em século, à medida que o povo de Deus necessitasse das instruções nelas contidas”. (Idem, pag. 344, destaques acrescidos).

Continuando nesta mesma linha de raciocínio e entendimento ela tem a grandeza de afirmar, reconhecendo: 

Temos muitas lições para aprender e muitíssimas, para desaprender. Tão-somente Deus e o Céu são infalíveis. Quem acha que nunca terá de abandonar uma opinião formada e nunca terá ocasião de mudar de critério, será decepcionado” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pag. 30, destaques acrescentados).

“Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a ideia, não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida” (Obra citada, pag. 105). 

A maior prova de que os solenes e dramáticos acontecimentos antes referidos estão no futuro e não em qualquer outro momento do passado estão nas próprias palavras de Jesus, na sequência da revelação dos eventos mencionados:  

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” (Mateus 24:34; Marcos 13:30; Lucas 27:32).

Qual é a geração da qual Ele está falando? Obviamente é a última geração, aquela que assiste e protagoniza os acontecimentos profetizados. Não pode ser a geração para a qual ele falava, porque Ele não voltou naquela época. Nem pode ser a geração ou as gerações dos acontecimentos dos quais Ellen G. White falou, porque entre o primeiro (1755) e o último (1833) decorreram 78 anos que é o período de mais de uma geração e Jesus também não voltou nesse tempo.

A sequência das palavras de Jesus é de uma clareza devastadora para as teorias contraditórias ou divergentes desta verdade meridiana:

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória” (Mateus 24:30; Marcos 13:30; Lucas 21:32).

Ellen G. White mesma reconheceu em seus escritos que aquele tempo de angústia e tribulação “como nunca houve e que jamais haverá” inequivocamente está no futuro e virá somente após o fim do julgamento no Céu. Sim, porque ele é um evento único. Se tivesse acontecido no passado – o texto é esclarecedor -, não poderia voltar a acontecer no futuro. Esse tempo terrível e futuro é que será abreviado, por amor dos 
escolhidos, para que não pereça toda a carne. 

Eis o que ela relata, citando o profeta Daniel, com referência aos últimos dias da humanidade, na ocasião do encerramento do Juízo Celestial e do fechamento da porta da graça:

“Naquele tempo Se levantará Miguel, o grande príncipe, que Se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no Livro.” Daniel 12:1.

Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da terra. O povo de DEUS terá cumprido a sua obra. Recebeu a ‘chuva serôdia’, o ‘refrigério pela presença do SENHOR’, e acha-se preparado para a hora probante que diante dele está... O mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o selo do DEUS vivo’. Cessa então JESUS de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos, e com grande voz diz: ‘Está feito(Apocalipse 16:17); e toda a hoste angélica depõe suas coroas, ao fazer Ele o solene aviso: ‘Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.’ (Apocalipse 22:11). Todos os casos foram decididos para vida ou para morte”. (Ellen G.White - O Grande Conflito, pag. 613, destaques acrescentados).

De onde se levantará Miguel, o grande príncipe? Ela mesma responde, em outro inspirado texto, que Ele Se levantará de diante do trono de Deus, no Santuário Celestial, após terminar a Sua obra sumo-sacerdotal de expiação pelos pecados do mundo, e antes de serem tocadas as trombetas e os juízos caírem sobre o mundo impenitente: 

“Foi-me indicado o tempo em que a mensagem do terceiro anjo estava a finalizar-se... A última grande advertência tinha soado por toda parte e havia instigado e enraivecido os habitantes da terra que não quiseram receber a mensagem... Vi anjos indo aceleradamente de um lado para o outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da Terra, e referiu a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que havia estado a ministrar diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: ‘Está feito’ (Apoc. 16:17). E toda a hoste angélica tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’. Apocalipse 22:11”. (Ellen G.White - Primeiros Escritos, pag. 279 e 280, destaques acrescidos).

Repare-se que ela utilizou os mesmos textos de Apocalipse 16:17 e 22:11 para identificar o fim do juízo, em ambas as citações, referindo-se neles  também ao fim do tempo da graça. O lançamento do incensário (Apocalipse 8:5) é o acontecimento que sinaliza para o fim do julgamento no Céu. Então não haverá mais intercessor diante de Deus e terá cessado toda oportunidade de salvação. A porta da graça estará então fechada para sempre.

Antes disso, porém, o Evangelho Eterno deverá ser pregado a todo o mundo, com um poder jamais visto e, segundo as palavras de Jesus, “então virá o fim” (Mateus 24:14).

Portanto, hoje se pode afirmar com firmeza e convicção, que aquele tempo de angústia como nunca houve ou haverá, e que será abreviado pelo Senhor, por amor dos Seus servos escolhidos e eleitos, está no futuro, e jamais no passado. Podem ser associadas a ele situações parecidas, como a mencionada antes, mas não aquela taxativamente anunciada por Jesus, que é única e está no futuro.

Aqueles que forem selados na abertura deste sexto selo são os que darão a última mensagem de advertência e farão o último chamado de salvação para o mundo e são representados por um anjo, na profecia sagrada:

Apocalipse 18:1-3:

1. Depois destas coisas vi descer do Céu outro anjo que tinha grande poder, e a Terra foi iluminada com a sua glória.

2. Ele clamou com voz poderosa: 'Caiu, caiu, a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios e antro de todo espírito imundo, e abrigo de toda ave imunda e detestável.

3. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da Terra se prostituíram com ela. Os mercadores da Terra se enriqueceram com a abundância da sua luxúria.
 
Na sequência da explicação sobre a abertura do sexto selo o texto sagrado apresenta estes que darão esta mensagem, como um anjo, um mensageiro. Quando forem julgados, justificados e tiverem seus nomes confirmados e selados para a salvação eterna ainda em vida, receberão a plenitude do Espírito Santo. 

Eles são representados por um grupo especial enumerado simbolicamente como pertencentes às 12 tribos de Israel.
  
OS 144.000

"E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel" (Apocalipse 7:4).

É importante e mesmo indispensável, para a compreensão do texto profético, que a Revelação está se referindo a todos os que serão julgados e selados na abertura deste sexto selo. São os que estarão sendo medidos e contados, representados como estando a adorar a Deus, no Seu templo, defendidos por Jesus diante do Seu trono, ou do Seu altar, ou seja, no Santuário Celestial, o Tribunal divino (Apocalipse 11:2-3). 

Este é um número claramente simbólico, sendo desnecessária a transcrição dos versículos seguintes (5 a 8). Para solidificar este entendimento, algumas considerações esclarecedoras se tornam úteis.

As 12 tribos literais que constituíram a nação de Israel, o antigo povo escolhido de Deus, foram substituídos na sua missão de levar o Evangelho ao mundo pela igreja cristã. Os hebreus haviam rejeitado a missão que haviam recebido de Deus de serem “um reino sacerdotal e um povo santo” (Êxodo 19:6).  

Eles foram substituídos por um novo “sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (I Pedro 2:9), para cumprir o desígnio em que aqueles falharam e para o qual tinham sido infiéis.

A descendência de Abraão fora comissionada por Deus para ser uma bênção ao mundo e a todas as famílias da Terra (Gênesis 12:3, 22:18, 26:4 e 28:14). Aquele povo tinha sido escolhido por Deus dentre todos os povos que há sobre a terra para ser um povo santo, o Seu próprio povo (Deuteronômio 14:2).

Esse povo tinha sido exaltado “sobre todas as nações, para louvor, e para fama, e para glória” (Deuteronômio 26:19). Porém havia a advertência de que se ele falhasse em seu sagrado depósito a descendência dos filhos de Jacó deixaria de ser uma nação diante do Senhor para sempre (Jeremias 31:36). E foi o que ocorreu.

Eles abandonaram o Seu Deus e se desviaram dos princípios da justiça, escolhendo o próprio caminho, substituindo as Escrituras, pela tradição. Assim mesmo o Senhor os tolerou pacientemente por mais 490 anos, desde que deu um solene aviso por meio do profeta Daniel (9:24). 

No fim desse período eles chegaram ao cúmulo de rejeitar e crucificar o próprio Messias prometido e eles próprios proferiram a sentença sobre si e sua nação: 

O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:25).

Estas considerações foram feitas por conta de um equivocado entendimento de que haverá no futuro um tempo em que o Evangelho deverá ser pregado pelos judeus, num período igualmente equivocado, depois de um arrebatamento secreto da igreja, que não é mencionado e nem sancionado pelas Sagradas Escrituras, e durante o reinado de um “anticristo” misterioso. 

Na verdade eles foram rejeitados como nação para sempre, como diz a Palavra de Deus. É uma afirmação clara e contundente, que não deixa margem para outra interpretação.

Do tempo de sua rejeição para cá o Israel de Deus não seriam mais os judeus, descendentes de Abraão pela carne, mas  os que são filhos de Abraão pela fé e que, sendo de Cristo, seriam chamados descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa (Gálatas 3:7, 9 e 29). Deus não muda e também não muda o decreto de Sua boca.

As tribos de Israel referidas no texto profético não são literais, ainda que certamente entre “o número dos assinalados” certamente estará uma multidão de judeus literais, convertidos ao Evangelho Eterno nos últimos dias, aguardando a volta do verdadeiro Messias.

Para coroar a missão das Testemunhas de Jesus - chamadas na Revelação de "as minhas duas testemunhas" (Apocalipse 11:3) -, é feito então o derradeiro e dramático convite a todos os que ainda permanecerem na "Grande Babilônia". Nos quatro cantos da Terra iluminada pela glória de sua mensagem, os soldados de Cristo, impulsionados pela convicção do Espírito Santo e com os rostos iluminados de santa consagração estarão ecoando o derradeiro convite da graça e misericórdia do Senhor:

- “Saí dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4).

Este é, inequivocamente, um número simbólico como grande parte das figuras utilizadas no livro. 

Este grupo especial irá se assentar em tronos para participar, durante os mil anos em que permanecerão no Céu, do julgamento daqueles que não forem salvos. Para que não haja qualquer dúvida da justiça e imparcialidade de Deus serão conhecidos todos os registros que levaram à sua condenação. Entre estes que são objeto do juízo da condenação estão Satanás e seus anjos rebeldes. Esta é a promessa de Deus à igreja de Laodiceia, a “Igreja do Juízo” (Apocalipse 3:21).
Esse grupo especial é mostrado em outro texto (Apocalipse 14:1-5) como sendo grandemente honrado por Deus, e cantando um cântico que ninguém podia cantar, pois era o cântico de sua experiência, semelhante ao cântico do grande livramento de Moisés, na ocasião em que tudo parecia perdido e houve as extraordinárias manifestações sobrenaturais do poder de Deus preservando o seu povo (Êxodo 15:1; Apocalipse 15:3). 

Assim, estes que viverão as mais difíceis e angustiosas experiências no tempo da grande tribulação cantarão o cântico de sua experiência, que só eles conheceram. 

Os que participam do Juízo que ora se executa no Santuário Celestial são “vinte e quatro anciãos”, que podem muito bem representar os doze patriarcas que deram início ao povo santo do primeiro concerto e os doze apóstolos que deram início ao povo escolhido da segunda aliança. 

Aos patriarcas havia sido feita a promessa de julgar as tribos de Israel (Gênesis 49:16). Mas dos 12 filhos de Jacó, um foi excluído. Dã, representado como "serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás" (Gênesis 49:17), foi substituído por um dos filhos de José, Manassés (Apocalipse 7:6). 

Aos Apóstolos de Jesus também foi feita por Ele a mesma promessa de se assentarem "sobre 12 tronos, para para julgar as 12 tribos de Israel" (Mateus 19:28). Mas, à semelhança dos 12 patriarcas, um também foi excluído, e a Palavra de Deus menciona a mesma palavra "calcanhar" para identificar o excluído. Judas Iscariotes, representado como "aquele amigo íntimo em quem confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar" (Salmos 41:9), foi substituído por Matias, que em seu lugar foi contado como um dos 12 Apóstolos (Atos 1:26).

A palavra Israel representa mais do que uma nação ou uma etnia. Ela designa todo aquele que luta com Deus, e é vencedor,  ao Seu lado (Gênesis 32:28), e é obediente a todos os princípios do Evangelho Eterno, que não pode mudar. É pertinente e coerente acreditar que esses 24 personagens que foram alicerces para estabelecer a Palavra de Deus no mundo, tanto na constituição da nação dos hebreus como na implantação do cristianismo, a nova aliança, sejam aqueles que são chamados "anciãos" e que participam do julgamento do Israel de Deus, de todos os que foram e serão selados para a eterna salvação.

Entretanto, com relação ao julgamento de Satanás, dos seus anjos e de todos os ímpios que não serão salvos por não terem os seus nomes selados no Livro da Vida, a Palavra de Deus afirma positivamente:

"Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?... São sabeis vós que havemos de julgar os anjos?..."  (I Coríntios 6:2-3). 

A soma dos 12 patriarcas e dos 12 Apóstolos perfaz o número dos que estão assentados em tronos diante de Deus - os 24 anciãos -, para julgar o Seu Israel. Se em vez de somar esses números eles forem multiplicados, o produto encontrado será 144. Acrescentando-se nele a grandeza mil como um número expressivo e abrangente, poderemos encontrar o total simbólico enunciado na profecia.

Esse número representaria a todos os que irão participar da futura mensagem da restauração do Evangelho Eterno e se assentarão com Jesus em Seu trono, conforme a promessa aos justos e justificados do período de Laodiceia, todos os que sairão "vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome" (Apocalipse 15:2) e que estiverem vivendo nos últimos dias: 

"Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como Eu venci e me assentei com Meu Pai em Seu trono" (Apocalipse 3:21). 

A Palavra de Deus relata um precedente que autoriza essa interpretação. Numa ocasião o Senhor fez uma aplicação semelhante, ao responder a uma lamentação do profeta Elias que se imaginara o único que estava do lado, numa época de grande apostasia em Israel. Deus lhe respondeu que ele não estava só, na defesa da verdade, mas que Ele fez "ficar em Israel sete mil, todos os joelhos que se não dobraram a Baal" (I Reis 19:18). 

O número 7 indica plenitude e o milhar incluído sugere abrangência e totalidade. 

Esta é apenas uma sugestão, porém a literalidade na interpretação do número de selados não parece revelar a maneira pela qual o Senhor tem cuidado e administrado Sua justiça e executado os desígnios de Sua providência.

Depois de sua identificação e na sequência do texto bíblico que relata a abertura do sexto selo (Apocalipse 7:9-17), estes 144.000 são mostrados no futuro, além, diante do trono de Deus e depois do fim do grande conflito, como uma grande multidão vitoriosa, vestida de branco e com palmas nas mãos - símbolo da sua vitória. Eles são revelados como "os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:9-17).

Ainda outro texto esclarece detalhes desse bem-aventurado grupo (Apocalipse 14:1-5). O Apóstolo da Revelação os contemplou junto ao Cordeiro - Jesus -, no Monte de Sião, representados como irrepreensíveis e cujo caráter se assemelhava ao do Seu Mestre e do Seu Pai, cujos nomes estavam cravados em seu coração e em sua mente, símbolo de sua completa submissão e amor.

Eles cantavam um cântico especial, que era o da sua experiência pessoal, que ninguém poderia compreender, senão aqueles que a vivenciaram, que era um cântico de vitória e livramento, comparado ao de Moisés no livramento miraculoso na saída do Egito (Apocalipse 14:3 e 15:3). 

A pureza do seu caráter quando foram selados é mostrada em símbolos de incontaminação e pureza. Livres da  influência da grande Babilônia - a Grande Meretriz e suas filhas - eles são representados como sendo virgens, livres da contaminação dessas mulheres simbólicas e profanas, a igreja de Roma e suas milhares de filhas que herdaram suas doutrinas antibíblicas. A virgindade mencionada não pode ser literal, porque excluiria todas as pessoas casadas e todas as mulheres, o que não está de acordo com os princípios do Evangelho Eterno.

A condição deles ao serem selados e terem os seus nomes definitivamente inscritos no Livro da Vida do Cordeiro bem pode ser expressa no texto:

"E na sua boca não se achou engano, porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus" (Apocalipse 14:5).

Muitos perderão suas vidas nos dias da grande tribulação, antes do fim do julgamento, quando estiverem pregando a última mensagem de advertência ao mundo, contra a besta, a sua imagem e o seu sinal (Apocalipse 14:9-11). Estes não serão julgados na abertura deste sexto selo, mas recebem a bem-aventurança expressa no verso seguinte:
"Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam" (Verso 13) ".

Mas eles ressurgirão em uma ressurreição especial e parcial, que abrangerá justos e ímpios, para contemplarem a volta de Jesus. antes da grande ressurreição de todos os mortos de todos os tempos

"Abrem-se as sepulturas, e 'muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno'. Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. 'Os mesmos que O traspassaram' (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes'" (Ellen G. White, O Grande Conflito, pag. 637).
 
Quatro anjos nos quatro cantos da Terra, retendo os ventos

A expressão “quatro cantos da Terra” indica uma missão de alcance mundial. Estes mesmos anjos são mostrados - não podem ser outros, pelo contexto -, numa ocasião posterior, depois que os “servos do nosso Deus” já estavam selados, numa ocasião em que as pragas já estavam caindo sobre “os que não têm em suas testas o sinal de Deus” (Apocalipse 9:4). Os anjos foram liberados - e não soltos, como registram algumas versões -, da sua missão anterior de reter as contendas.

Eles são então mostrados, não mais estando nos quatro cantos da Terra, ou em todo o mundo, mas apenas à região mais conflagrada do planeta, a região do Oriente Médio, junto ao grande rio Eufrates. Lembre-se que o único anjo que a Bíblia afirma que será preso é Satanás, no futuro. Ele ficará preso, junto com todos os que o seguiram em sua rebelião, na Terra deserta, vazia e escura, de onde não poderá sair, durante os mil anos e depois da volta de Jesus (Apocalipse 20:1-3).

Até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus

A missão dos 4 anjos é clara: reter os ventos e impedir grandes catástrofes e contendas. O seu poder não era para danificar a terra e o mar, como podem sugerir algumas versões, mas, ao contrário, para evitar que fossem danificados.

O limite da sua missão está claro: Até que! Depois de assinalados os indicados no texto eles não deveriam mais reter as guerras e tragédias fatais, que assolarão todo o mundo, quando findar o juízo e não houver ninguém mais para ser selado. Então, fechada a graça, sua missão terá chegado ao fim. Depois disso o que farão esses anjos?

A liberação dos anjos da sua missão de proteger a terra e o mar

Enquanto os “servos do nosso Deus” estavam sendo selados, os 4 anjos estavam nos “quatro cantos da terra”. Quando o juízo ou selamento chegou ao fim eles foram mostrados “junto ao grande rio Eufrates”, na região mais conflagrada da Terra. Então veio a ordem para a que fossem liberados de sua missão protetora:

“Solta (libera) os quatro anjos que estão (presos) junto ao grande rio Eufrates. E foram soltos (liberados) os quatro anjos...” (Apocalipse 9:14-15).     

A tradução e compreensão usual do texto não são compatíveis com o seu real sentido e no que está nele implicado. Em vez de traduzir: “Solta os quatro anjos que estão presos” deve-se entender: “Libera os quatro anjos que estão retidos (ou retendo)”. E em lugar da expressão: “E foram soltos os quatro anjos”, deve-se entender: “E foram liberados os quatro anjos”

As expressões substituídas são mais coerentes com o sagrado privilégio que esses seres celestiais recebem em desempenhar a importante missão designada por Deus. As expressões anteriores seriam mais adequadas para retratar a condição de proscrição ou marginalidade de seres criminosos e indignos, como os anjos rebeldes e seu líder maior.

Deve-se entender também que a tradução sugerida é perfeitamente plausível e se encaixa no contexto da profecia. As palavras são semelhantes e apenas a falta de compreensão é que induziu o tradutor a utilizar as anteriores em lugar daquelas.

Na conclusão das considerações sobre o sexto selo, pode-se sugerir uma cronologia dos vários acontecimentos solenes que estão preditos, provavelmente na seguinte ordem:

1 - Uma estupenda crise econômica e social sem precedentes, em todo o mundo:

“E, logo depois da aflição daqueles dias...” (Mateus 24:29, p.p.);

2 - O papa Francisco coroado como soberano do mundo, pisando a cidade santa, Jerusalém:

2.1 - A Besta identificada: 

“E a besta (que era, já não é, mas que voltará) é o oitavo rei, e é da sétima cabeça e vai à perdição” (Apocalipse 17:11);

2.2 - A Besta coroada:

“E os 10 chifres que ainda não receberam o poder (O Conselho de Segurança da ONU reformada), mas que receberão o poder como reis por um breve espaço de tempo com a besta (O papa Francisco, rei do Vaticano). Estes têm um mesmo intento e transferirão o seu poder e autoridade à besta” (Apocalipse 17: 12-13).

2.3 - O local e período de domínio da Besta:

“Foi-lhe dada uma boca que falava palavras arrogantes e blasfemas; e deu-se-lhe poder para 
continuar por quarenta e dois meses” (Apocalipse 13:5).

“Quanto ao átrio que está fora do santuário, não o meças, pois ele foi dado aos gentios (estranhos), que pisarão a cidade de Jerusalém por quarenta e dois meses”. (Apocalipse 11:2)

“E cairão ao fio da espada, e em todas as nações serão feitos cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios (estranhos), até que os tempos dos gentios se completem” (os 42 meses). (Lucas 21:24).

“E (este rei) armará as tendas do seu palácio (a sua Capital) entre o mar grande e o monte santo e glorioso (Jerusalém); mas virá ao seu fim, e não haverá quem o socorra” (Daniel 11:45).

3 – Grandes tragédias naturais: um terremoto devastador, o escurecimento do sol e uma esplendorosa chuva de meteoritos, que não passarão despercebidos, mas que chamarão a atenção de todo o mundo e servirá de alerta e convite ao arrependimento:

“... o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas” (Mateus 24:29, u.p.);

“E havendo aberto o sexto selo, houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento” (Apocalipse 6:12-13);

4 - O decreto dominical

Imposto primeiramente nos Estados Unidos da América ele será imediatamente copiado por todas as nações do mundo.

5 - O derramamento do Espírito Santo em sua plenitude na “Chuva Serôdia (Joel 2:28-31)

6 - A pregação final do Evangelho Eterno

"E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24:14)

“E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar (obedecer) a Besta e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa ou na sua mão, também este receberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos, dos anjos e do Cordeiro (no lago de fogo) (Apocalipse 14:9-11).

“E farei que as minhas duas testemunhas profetizem durante mil duzentos e sessenta dias, como vestidas de pano de saco” (Apocalipse 11:3).

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