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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O PARAÍSO BÍBLICO - Um Novo Céu e uma Nova Terra

A promessa de Deus é um lugar real e não virtual ou intangível em que os herdeiros da salvação habitarão para sempre
O PARAÍSO DE DEUS, O ÉDEN RESTAURADO

Desde que foi expulsa do Paraíso de Deus a humanidade sonha retornar ao Éden perdido por causa do pecado. A Palavra de Deus ensina claramente que esta bendita esperança se realizará em breve, no cumprimento das promessas do Todo-poderoso, quando pecado e pecadores não mais existirem. A sede do governo de Deus será transferida para este pequeno planeta azul e é daqui que o Supremo Rei governará o Seu vasto reino universal. Isto é o que afirmam as Sagradas Escrituras.


NOVO CÉU E NOVA TERRA

O lugar que hoje costumamos chamar de Céu será o lar provisório dos remidos de Jesus por mil anos. Depois desse período a Nova Jerusalém, a cidade do Grande Rei, idealizada e construída pelo próprio Criador e que é a Capital do Seu reino universal será transportada para a Terra e assentada na região onde hoje está estabelecida a milenar cidade que tem sido palco dos principais atos e fatos da redenção do homem e dos principais relatos da Bíblia.

O que dizem as Escrituras sobre esta extraordinária maravilha edificada pela sabedoria infinita? E como será esta Nova Terra que será criada e preparada para receber os seus habitantes e a santa cidade?

O profeta da Revelação escreveu, obedecendo às instruções de Jesus:

E vi então um novo Céu e uma nova Terra. Porque já o primeiro Céu e a primeira Terra tinham passado, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).

O mar referido é a grande concentração das águas que hoje ocupam mais de setenta por cento da superfície do planeta, consequência da precipitação das águas do dilúvio, vindas “das fontes do grande abismo” e das “janelas do céu” abertas, ou seja, dos aquíferos subterrâneos e da atmosfera original do planeta (Gênesis 7:11 e 1:6-8).

O formato original da superfície terrestre deverá ser retomado, conforme os textos da Palavra de Deus.

“E Aquele que estava assentado no trono disse: Eis que eu faço novas todas as coisas. Ele disse também: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Apocalipse 21:5).

Estas palavras apenas confirmam o que o Criador prometera havia tanto tempo, por meio de Seus profetas:

“Porque, como os céus novos, e a terra nova que hei de fazer, estarão diante de Minha face, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Isaías 66:22).

Depois que todas as angústias causadas pelo pecado tiverem passado e todos os seus efeitos apagados e esquecidos, o propósito e projeto original do Criador será restabelecido na Terra para os seus habitantes que herdarão a vida.

“... porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão encobertas diante dos Meus olhos (16). Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão (17). Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria, e para o seu povo gozo (18). E folgarei em Jerusalém, e exultarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor (19)” (Isaías 65:16-19).

Não haverá mais maldição. Todos os animais voltarão a conviver em completa harmonia entre si e com os homens. Toda a Natureza, recriada e embelezada para servir e alegrar a humanidade – coroa e glória da Criação -, novamente estará em completa paz.

“E será que antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei (24). O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. E pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor (25)” (V. 24-25).

“E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho do leão e a ovelha cevada viverão juntos, e um menino pequenos os guiará (6). A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi (7). E brincará a criança de peito sobre a toca da víbora, e o já desmamado meterá a sua mão na cova da serpente (8). Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar (9)” (Isaías 11:6-9).

“Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele (9). E os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião com júbilo; e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido (10)” (Isaías 35:9-10).

Esta é apenas uma pálida demonstração do que será a Nova Terra, o paraíso de Deus, prometido aos Seus filhos. Esta beleza e o sentimento de completa realização e regozijo são tão indizíveis que o apóstolo assim se referiu a eles, quando lhe faltaram as palavras para descrevê-los:

“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam” (II Coríntios 2:9).

 Mas outro apóstolo já conhecia também a promessa deste mundo novo e sonhava com ele:

“Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (II Pedro 3:13).

Estas são apenas algumas das tantas promessas que enchem de esperança e gozo os que amam a Deus e esperam o seu cumprimento, pela infinita misericórdia divina. Chegará o dia em que começará a eternidade, o tempo da eterna alegria. O pecado e a morte estarão para sempre banidos do Universo e o Senhor reinará sem oposição, pela imposição apenas da eterna lei do amor. Esse dia é antecipado pela palavra profética.

“Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O Senhor reina” (Crônicas 16:31).

De todas as alegrias dos remidos nenhuma suplantará a visão da face do Deus infinito. O conhecimento e a franca comunhão com o Pai Celestial será a fonte de imorredoura bem-aventurança para os remidos de Jesus.

“Naquele dia atentará o homem para o Seu Criador; e os seus olhos olharão para o Santo de Israel (Isaías 17:7). “Os teus olhos verão o Rei na Sua formosura, e verão a terra que está longe” (33:17).

E os benditos herdeiros da vida eterna têm no livro da Revelação a plena certeza do cumprimento daquela que é a maior de todas as bem-aventuranças prometidas por Jesus no Seu mais memorável discurso:

“Não haverá mais maldição alguma, jamais. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os Seus servos o servirão (3). Eles verão a Sua face, e o Seu nome estará nas testas deles (4)” (Apocalipse 22:3-4).

 “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus(Mateus 5:8).

Nesse mundo de regozijo e de suprema paz e harmonia não haverá doentes, velhos, necessitados, pobres, seres infelizes. Todos refletirão a imagem e a semelhança de seu Criador, pelas eras eternas.

“E morador nenhum dirá: Estou enfermo; porque o povo que habitar nela será absolvido de sua iniquidade” (Isaías 33:24).

“Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão (5). Então os coxos saltarão como cervos; e a língua dos mudos cantará. Porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo (6)” (Isaías (35:5-6).

“E naquele dia os surdos ouvirão as palavras do livro, e dentre a escuridão e dentre as trevas os olhos dos cegos as verão (18). E os mansos terão gozo sobre gozo no Senhor; e os necessitados entre os homens se alegrarão no Santo de Israel (19). Porque o tirano será reduzido a nada, e se consome o escarnecedor, e todos os que se dão à iniquidade são desarraigados (20)” (Isaías 29:18-20).

“Naquele dia o Senhor dos Exércitos será por coroa gloriosa, e por grinalda formosa, e para os restantes de Seu povo” (Isaías 28:5).

O salmista, conhecendo que esse dia chegará, proclama:

“Deus reina sobre as nações: Deus Se assenta sobre o trono da Sua santidade” (Salmos 47:8).

A grande prova da eternidade e santidade de Sua lei é que toda a humanidade irá se deleitar na adoração e no seu culto de gratidão e louvor ao Autor de sua vida no dia que Ele escolheu, abençoou e santificou na Criação da vida na Terra e do ambiente para recebê-la (Gênesis 2:1-3). Esse dia será lembrado a cada semana, por todos os séculos da eternidade:

“E será que de uma lua nova à outra, e de um sábado ao outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor (23)” (Isaías 66: 23).

A NOVA JERUSALÉM, A CAPITAL DA NOVA TERRA E DO UNIVERSO, A CIDADE DO GRANDE REI

A promessa da Bíblia é que Deus habitará com os homens aqui, mesmo, nesta Terra recriada e renovada. João viu a santa cidade sendo transportada e descendo do Céu. A Palavra de Deus afirma que ela será posicionada no local onde é hoje a cidade de Jerusalém e que esta região será transformada numa grande planície para receber a Capital do reino de Deus.

“Vi também a cidade santa, a Nova Jerusalém, que da parte de Deus descia do Céu preparada como uma noiva enfeitada para o seu marido (2). E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que agora o Santuário de Deus está com os homens, com quem Ele habitará. Eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus (3)” (Apocalipse 21:2-3).

O apóstolo faz uma completa descrição das maravilhas da santa cidade, revelando detalhes da sua estrutura, dimensões, formato e do ambiente em que vivem os seus habitantes, na proximidade e comunhão do Seu Rei. Antes de sua descrição ele relata a visão de sua vinda:

“E levou-me (o anjo) em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que descia do Céu, da parte de Deus (10). Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalino (11)” Apocalipse 19:10-11).

Eis uma breve descrição da cidade, feita pelo apóstolo:

“Tinha um muro grande e alto, com doze portas. Junto às portas doze anjos, e sobre elas nomes escritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel (12). Tinha três portas do lado leste, três do lado norte, três do lado sul e três portas do lado oeste (13). O muro da cidade tinha doze fundamentos e sobre eles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro (14). O anjo que falava comigo tinha uma cana de ouro, que servia de medida, para medir a cidade, as suas portas e o seu muro (15). A cidade é em quadrado e o seu comprimento é igual à sua largura. Ele mediu a cidade com a cana e ela tinha cerca de dois mil e duzentos quilômetros, e o seu comprimento é também a medida da sua largura (e de sua altura) (16). Ele mediu também o seu muro, cuja altura (ou espessura) é de cerca de setenta e cinco metros, segundo a medida humana, que o anjo estava usando (17). O muro é feito de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante ao vidro límpido (18)” (Apocalipse 21:13-18).

Algumas observações importantes merecem ser feitas, para elucidação de algumas dúvidas que surgem do texto apresentado. As medidas originais estão transformadas em medidas usuais atuais, para melhor compreensão.

Em primeiro lugar, o anjo declara enfaticamente que o formado da cidade é em quadrado. Ele afirma que o seu comprimento é igual à sua largura. Isso permite calcular o seu perímetro, que é a soma de todos os seus lados, que perfazem cerca de 2.200 quilômetros de extensão, ou doze mil estádios e também a sua área, que é a multiplicação de seu comprimento por sua largura, que alcançam a marca de cerca de 302.500 quilômetros quadrados. O estádio é uma antiga medida linear que equivale a 185 metros. Esta área equivale à soma das áreas dos estados de São Paulo, Rio de janeiro e Espírito Santo, juntas, ou à área da Alemanha.

Na sequência o texto acrescenta uma nova dimensão, a altura, que aparentemente é uma informação totalmente contraditória, que sugere um equívoco de copistas primitivos, de tradutores ou do próprio apóstolo, que inadvertidamente tenham colocado esse acréscimo. Se assim fosse, o seu formato não seria em quadrado, mas em cubo. Então não teria que ser medida a sua área, mas o seu volume ou a sua capacidade, o que não é coerente e nem pertinente. É comum a medição de áreas ou perímetros de cidades, mas jamais a sua altura. Como seria medir a altura de São Paulo, Nova Iorque ou Paris, por exemplo? 
Bastante estranho e insólito, sem dúvida!

O muro da cidade é de cerca de 70 ou 80 metros de altura, (ou de largura), o que não dá para ser definido pelo texto bíblico, e conforme o padrão utilizado, se o côvado comum (48 metros) ou o côvado legal (56 metros). De qualquer forma não se coaduna com uma altura de 550 quilômetros. Para que se tenha uma ideia do absurdo desta possibilidade, a Estação Orbital Internacional está a uma altitude média de “apenas” 340,5 quilômetros, ou seja, pouco mais da metade da suposta “altura” da cidade santa. E que essa distância é mais do que dez vezes a distância da estratosfera e da camada de ozônio que circunda a Terra. Se assim fosse considerado, o "teto" da Nova Jerusalém ficaria no espaço exterior, o que não parece apenas absurdo, mas ridículo admitir.

Outro fato que merece destaque é o nome dos doze patriarcas e dos doze apóstolos, cujos nomes são vistos nas portas e nos fundamentos da cidade santa. Foi retirado o nome de um dos filhos de Jacó, Dã e substituído por seu neto Manassés, filho de José e excluído o nome de Judas, que foi substituído por Matias.

A beleza da cidade e a preciosidade do material com que foi edificada dispensam comentários. O profeta relaciona metais e pedras preciosas na sua composição que dão uma pálida ideia do que os olhos benditos contemplarão em breve. E ele acrescenta a desnecessidade e inexistência de locais alternativos para a adoração ao Todo-poderoso.

“Não vi nenhum templo na cidade, porque o Senhor Deus Todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo” (Apocalipse 21:22)..

Não existirão templos na cidade, porque o objeto da adoração estará no palácio que a Bíblia chama de Santuário. Somente ali serão prestadas a homenagem e o culto de louvor e adoração ao Criador a Jesus, o Cordeiro de Deus.

“A cidade não precisa do sol ou da lua para iluminá-la, porque a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada (23). As nações andarão à sua luz, e os reis da Terra lhe trarão a sua glória (24). As suas portas não se fecharão de dia, e ali não haverá noite (25). E a ela serão trazidas a glória e a honra das nações (26). (Apocalipse 21:23-26).

“Na cidade não haverá noite. Ninguém precisará de luz de lâmpada, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus os iluminará, e reinará para todo o sempre” (Apocalipse 22:5).

Homens de Deus, no passado já descreviam o que João revela:

“Mas será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será; e acontecerá que no tempo da noite haverá luz” (Zacarias 14:7).

“E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte de Sião e em Jerusalém; e então perante os Seus anciãos haverá glória” (Isaías 24:23).

“E será a luz da lua como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor ligar a quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida” (Isaías 30:26).

“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas louvor (18). Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus a tua glória (19). Nunca mais se porá o teu sol, nem a tua lua minguará, porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão (20). E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por Mim plantados, obra das Mãos, para que eu seja glorificado (21)” (Isaías 60:18-21).

“Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor: e todas as gerações das nações adorarão perante a Sua face (27). Porque o reino é do Senhor, e Ele domina entre as nações (28). Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante Ele: como também os que não podem reter a sua vida (29)” (Salmos 22:27-29).

É mostrado, nesta Nova Terra, o rio da água da vida, que procede diretamente do trono de Deus. E também aquilo que era símbolo da vida eterna - a árvore da vida -, à qual a humanidade novamente terá acesso, depois de ter sido dela privada por seis mil anos.

“Então o anjo me mostrou o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro (1). No meio da praça, de um lado e do outro do rio, está a árvore da vida, que produz doze colheitas, dando frutos a cada mês. As folhas da árvore servem para a saúde das nações (2)” (Apocalipse 22:1-2).

“E junto ao ribeiro, à sua margem, de uma e de outra banda, subirá toda a sorte de árvore que dá fruto, para se comer: Não cairá a sua folha, nem perecerá o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio” (Ezequiel 47:12).

O remédio ali mencionado não se refere à possibilidade de doenças nesse mundo incontaminado, porque a doença é uma maldição e consequência do pecado, que não voltará a ocorrer no Universo. Tanto o fruto como as folhas da árvore serão uma eterna lembrança de toda a tragédia causada pelo pecado.

Naquele dia também acontecerá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas para o mar ocidental. No estio e no inverno sucederá isto (8). E o Senhor será rei sobre toda a terra: naquele dia um será o Senhor, um será o Seu nome (9)” (Zacarias 14:8-9).

“Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo” (Salmos 46:4).

Não haverá estranhos e pecadores na cidade santa:

“E não entrará nela, jamais, coisa alguma impura, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Apocalipse 21:27).

Essa verdade também tinha sido ensinada pelos profetas antigos.

“Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no Teu santo monte (1)? Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente, segundo o seu coração (2); Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo (3); Aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que mesmo que jure com dano seu, não muda (4). Aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente; quem faz isto nunca será abalado (5)” (Salmos 15:1-5).

“Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo (3)? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente (4)” (Salmos 24:3-4).
“Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre (29); a sua boca fala da sabedoria; a sua língua fala do que é reto (30); a lei do Seu Deus está em seu coração e por isso os seus passos não resvalarão (31)” (Salmos 37:29-31).

“Porque os retos habitarão a terra, e os sinceros permanecerão nela (21); Mas os ímpios serão arrancados da terra e os aleivosos serão dela exterminados (22)” (Provérbios 2:21-22).

Três textos diferentes no livro da Revelação destacam a vitória dos salvos, mostrados no Paraíso de Deus, desfrutando da comunhão com o Altíssimo e o Cordeiro, vitoriosos sobre o pecado e a morte:

“Depois destas coisas olhei, e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas mãos (9). E proclamavam com grande voz: A salvação pertence ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro! (10). Todos os anjos estavam em pé ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro querubins. Eles se prostraram diante do trono sobre os seus rostos, e adoraram a Deus (11). E diziam: Amém! O louvor, a glória, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém (12). Então um dos anciãos me perguntou: Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram? (13). E eu lhe respondi: Senhor, tu o sabes. Ele então me disse: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro (14). Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem continuamente no seu palácio. E Aquele que está assentado sobre o trono estenderá sobre eles a Sua glória (15). Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. O sol nunca mais os castigará, nem qualquer calor abrasador (16). Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos (17)” (Apocalipse 7:9-17).

“Então olhei, e vi o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele estavam cento e quarenta e quatro mil que tinham em suas testas escritos o seu nome e o nome de Seu Pai (1). E ouvi uma voz do Céu, como a voz de muitas águas, semelhante a um forte trovão. A voz que ouvi era como o som de harpistas tocando suas harpas (2). Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro querubins e dos anciãos. Ninguém podia apreender o sentido daquele cântico, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que tinham sido resgatados da Terra (3). Estes são os que não se contaminaram com mulheres. Eles são virgens e seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vá. Foram resgatados dentre os homens como primícias para Deus e o Cordeiro (4). Em sua boca não se achou engano. São irrepreensíveis diante de Deus (5)” Apocalipse 14:1-5)..

“Também vi algo semelhante a um mar de vidro misturado com fogo. Vi também, de pé junto ao mar de vidro, os que tinham vencido a besta, a sua imagem e o número do seu nome, e tinham as harpas que Deus lhes dera (2). Eles cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó rei das nações (3). Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo. Todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, pois a tua justiça se tornou conhecida (4)” (Apocalipse 15:2-4).

“E ouvi todas as criaturas existentes no Céu, na Terra e (os que estiveram) debaixo da Terra, e no mar, e tudo o que neles há proclamarem: Àquele que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre” (Apocalipse 5:13).

Estão firmes em Sua Palavra as afirmações de que o Senhor governará do Seu alto e sublime trono no Seu palácio na Nova Terra, na santa cidade, a Nova Jerusalém, no monte de Sião.

“Grande é o Senhor e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no Seu monte santo (1). Formoso de sítio, e alegria de toda a terra é o monte de Sião sobre os lados do norte, a cidade do grande Rei (2). Deus é conhecido nos Seus palácios por um alto refúgio (3)” (Salmos 48:1-3).

“Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus” (Salmos 87:3).

Para concluir, um texto da escritora americana Ellen G. White, que em sua obra-prima descreve de maneira primorosa e inspirada o supremo privilégio dos herdeiros da vida eterna de estarem na presença do Eterno e de contemplarem a glória do Seu rosto. Ela faz uma admirável descrição das coisas que aguardam os herdeiros da salvação.

“Contemplamos (agora) a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença e contemplaremos a glória de Seu rosto

“Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem “toda a família nos Céus e na Terra” (Efésios 3:15) — tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos”.

“Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo”.

“Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade alçarão voo incansável para os mundos distantes — mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder”.

“E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor”.

“E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra e glória, e poder para todo o sempre. Apocalipse 5:13".

“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, Cpb. Pag. 677 e 678, destaques acrescidos).



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