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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

AS 7 IGREJAS SIMBÓLICAS - Introdução


2 anjos falam aos discípulos de Jesus, após ele dar-lhes instruções e subir ao Céu

O CRISTIANISMO, A Igreja de Jesus na História, em 7 Fases ou Períodos

O cristianismo é hoje a maior força religiosa do planeta. Mais de dois bilhões de pessoas ou cerca de um terço das pessoas no mundo são - ou se dizem - cristãos. Mas ao se fazer uma análise séria e crítica pode-se notar o imenso abismo que divide os milhares de correntes que compõem este segmento religioso.  Na verdade parece mesmo que não existe um Cristo, mas uma infinidade de “cristos”, tal a diversidade dos ensinamentos e das doutrinas que assombram um expectador isento que procure entender ou compreender a razão de tantas diferenças que existem entre seus seguidores.

A igreja que Jesus fundou nunca se destacou por sua popularidade. Pelo contrário, ela se caracteriza por representar a porta estreita que Ele mencionou e pela simplicidade, humildade, renúncia e honestidade dos seus seguidores. A igreja de Deus jamais perseguiu e nem jamais perseguirá ninguém, mesmo os que forem contra os seus princípios. Pelo contrário, ela sempre foi e será perseguida, pois anda na contramão do mundo.

Ao longo da História, porém, pela ação de homens indignos e infiéis, o cristianismo tem se desviado de seu objetivo de ensinar o Evangelho de Jesus que foi substituído por tradições de homens. Hoje, o que se chama de cristianismo, na verdade pode ser considerado anticristianismo, pelas tão grandes modificações feitas nos ensinamentos originalmente deixados pelos profetas, apóstolos e por Jesus, conforme foram escritos na Bíblia Sagrada.

Mas nem sempre foi assim. No princípio Jesus chamou de “igreja” à comunidade dos seus discípulos e seguidores. Eles eram reconhecidos por seu comportamento manso e afável e honestidade exemplar, pois eram imitadores de seu Mestre. Seu reino não era deste mundo, mas era o mesmo que Jesus fora preparar, o qual eles aguardavam, segundo a Sua promessa (João 14:1-3).

No seu começo a igreja primitiva foi rotulada de seita: “Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas” (Atos 24:14). E com o propósito de desacreditá-la e lançar sobre ela escárnio e vitupério, seus inimigos e detratores chamavam-na de “a seita dos Nazarenos”. Perseguindo o apóstolo Paulo, assim o acusavam: “Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos” (Atos 24:5).

Pode-se entender, portanto, que a igreja de Deus, que Jesus menciona, não é necessariamente uma instituição ou uma denominação religiosa, nem edifícios, ou patrimônio material, mas pessoas. A igreja do Senhor é composta por pessoas de todas as classes, raças ou lugares, de todos os tempos, que O amam, adoram e obedecem, obrando o que é justo. São os Seus filhos que O servem voluntariamente, não por medo de castigo ou desejo de recompensa, cidadãos do Seu reino eterno. Muitas vezes estas pessoas nem O conhecem, mas certamente são por ele conhecidas, amadas e aceitas como filhos e herdeiros. São os cidadãos do seu reino eterno.

A essência do antigo paganismo ainda hoje se manifesta pelo conceito de que se pode fazer ou acrescentar alguma coisa para ser apresentada a Deus e que contribua para a salvação, em maior ou menor grau. São as obras e méritos humanos – as nossas justiças -, que aos olhos de Deus nada valem e que são comparadas, em Sua Palavra Sagrada, a “trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Caim apresentou algo aparentemente bom, como oferta a Deus e não foi aceito, porque não era o que Deus havia determinado. Ele desejou se justificar por sua própria escolha e méritos. Ainda hoje - e mais do que nunca -, esta triste e errônea concepção se manifesta e é realidade.

As concepções pagãs acerca da liberdade, da moralidade e da justiça estão impregnando as igrejas cristãs, parecendo que estas qualidades, quando manifestas numa pessoa, tornam-na apta para o Céu. Mas não é assim. Apenas a escolha consciente e a firme decisão de andar com Jesus e aceitar o Seu sacrifício, é que torna a pessoa uma cidadã do reino de Deus. Olhar para a cruz de Cristo como os israelitas foram ensinados a olhar para a serpente de metal no deserto é que é o antídoto para a picada da serpente, o veneno do pecado (João 3:14; Números 21:4-9).

Apenas o novo nascimento, como Jesus ensinou a Nicodemos, é que dá o direito ao reino de Deus. As boas obras, a caridade e o afastamento do mal devem ser a consequência da salvação e não a sua causa. A maior parte das pessoas está enganada quando, julgando-se moralmente justas, não buscam a verdadeira justiça, que é aquela que vem pela fé.

Existem dois mundos e duas portas a escolher: O reino de Deus ou este reino terrestre; a porta estreita ou a porta larga. Não existe meio-termo. Jesus disse claramente ser Ele o único caminho e que ninguém poderá ir ao Pai a não ser por Ele, que afirmou: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me (Mateus 16:24).                                                                                                  

Nas cartas que Jesus enviou às sete igrejas da Ásia, simbólicas dos períodos que abrangem desde os dias em que Ele esteve na Terra até ao dia de Sua volta, Ele identificou os principais acontecimentos que iriam marcar a trajetória de Seu povo nesses dois milênios.

A terrível apostasia que começou a grassar ainda nos dias apostólicos e teve o seu clímax na primeira hegemonia papal foi permitida por Deus para servir de testemunho, para todo o Universo, da malignidade e perversidade do Grande Rebelde que foi expulso do Céu. O recrudescimento desse poder nos derradeiros dias da história humana irá confrontar os dois poderes envolvidos na grande controvérsia. Então estará respondida a acusação formulada contra o governo de Deus pelo Pai da mentira. Tudo foi resumidamente descrito nas cartas de Jesus, que antecipou esses acontecimentos por meio dessas sete cartas.

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