Maravilhosa coisa é o livre arbítrio. É extraordinário poder escolher com liberdade os caminhos a seguir, no curso de nossa vida. Não menos fantástica é a democracia, que possibilita que a maioria estabeleça regras para que estes caminhos não causem transtornos ou prejuízos a outros, que porventura tenham caminhos diferentes dos nossos. Pessoas podem divergir dos nossos pensamentos, convicções e preferências e mesmo assim terem o nosso carinho e respeito.


Quão difícil é, no entanto, o entendimento e mesmo impossível, a unanimidade. Mas é perfeitamente possível a convivência pacífica e fraterna, mesmo na diversidade. As diferenças e preconceitos étnicos desapareceriam se compreendêssemos não existirem diversas raças, separadas principalmente pela cor da pele, mas apenas uma raça, a raça humana. Deixariam de existir diferenças sociais, se tão-somente nos lembrássemos de quão breve é a duração de nossa existência neste nosso planeta azul e qual é aqui o nosso destino comum. Não existiriam as diferenças religiosas, principalmente aquelas que levam pessoas a matar em nome de Deus, se cada um soubesse que Ele é o mesmo que nos outorga tanto o dom da vida quanto as regras para mantê-la e respeitá-la.

No curso da História grandes tragédias foram testemunhadas por conta da intolerância e do preconceito. Várias são as razões: Egoísmo, orgulho, sede de poder em suas mais variadas formas. O holocausto nazista, o apartheid, a inquisição medieval e a Ku Klux Klan são exemplos mais do que gritantes do que os homens devem evitar, a fim de preservar a dignidade e buscar a felicidade e harmonia entre os povos. Mas isto é uma utopia, infelizmente.

Erasmo de Rotterdam, o maior vulto do humanismo cristão declarou em seu Elogio à Loucura: "O mundo inteiro é a pátria de todos nós. Por que nos separam esses nomes estúpidos (de francês, inglês ou alemão), se nos une o nome de cristão?" (Grandes Personagens da História Universal-Abril Cultural, página 471).

Todas estas considerações as consideramos necessárias para a reflexão sobre um tema recorrente e que domina a mídia e que desperta discussões apaixonadas em todos os meios: A homossexualidade, eufemisticamente chamada de homoafetividade; ou, os relacionamentos interpessoais dela decorrentes. As implicações da recente decisão do STF deverão alcançar imprevisíveis consequências nas relações familiares, sociais, comportamentais.

Não há como subtrair o teor sexual do tema, pois nele reside a polêmica.

Não se pode esquecer que a família está constituída e construída sobre milenares valores fundamentais sem os quais ruiriam os próprios alicerces da sociedade, tais e quais os conhecemos. Sem a relação "macho-fêmea", "homem-mulher", "pai-mãe" não pode existir, num pensamento simplista e primário, a procriação. Igualmente pode-se observar mesmo nas espécies irracionais os instintos básicos que estabelecem relações que se não podem quebrar, no início mesmo da vida de filhotes e de bebês, que lançam os fundamentos da vida adulta.

É preocupante a conotação que tem sido dada de que o homossexualismo é algo completamente normal. Não é. Ele pode ser uma opção ou um direito, como se queira definir. Mas não é, de maneira alguma, uma tendência natural do ser humano.

A sociedade convive pacificamente com pessoas que têm um modo de vida diferente da maioria. O alcoolismo existe e é aceito quase como algo normal. Mas não é. Sua vítima deve ser olhada com carinho e não com preconceito. Mas nem por isso as famílias, os governos e a sociedade vão considerá-lo, jamais, como "normal". Esta é a razão do cuidado em se fazer a apologia à homossexualidade, como parece estar acontecendo. Devem-se combater os preconceitos e a intolerância. Mas não se pode aceitar uma verdadeira inversão de valores, como se tem verificado, ao ponto de parecer que o homossexualismo é que está certo e que as pessoas que têm outra tendência estão erradas ou que se devam calar, com relação ao assunto.

Nos primórdios mesmo da história humana, conforme o relato da criação na forma em que a Bíblia Sagrada revela, estas são as palavras do Criador: "No dia em que Deus criou o homem...macho e fêmea os criou; e os abençoou" (Gênesis 5:1-2). E o Seu conselho ao primeiro par e à sua descendência foi: "Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gênesis 2:23). Com a degeneração do gênero humano, o afastamento dos princípios morais ordenados por Deus, ele separou um povo ao qual estabeleceu princípios cuja desobediência implicaria em penalidades severas, exatamente para preservar a coletividade da degradação.

Ele advertiu contra o que chamou de união abominável: "Com varão (homem) não te deitarás, como se fosse mulher: abominação é" (Levítico 18:22). E a severa penalidade estabelecida pela transgressão bem revela o seu significado e importância aos olhos do Infinito Poder: "Quando um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão" (Levíticos 20:13). Em nossos dias esta pode parecer uma sentença irrazoável, extrema. Mas ela tem que ser entendida no seu contexto, como medida exemplar, a fim de preservar a nação do que o próprio Deus considera como abominação.

Muitos séculos após estas instruções o Apóstolo Paulo, conhecedor de comportamentos alheios aos princípios ensinados por Jesus Cristo, escreveu para os Seus seguidores: "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador...Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, o contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural das mulheres, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homem com homem, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro" (Romanos 1:25-27).

São muito fortes as cores com que o apóstolo pinta a situação de tais que se encontram nessas condições: Paixões infames, torpeza, são expressões que dão a medida da magnitude do que tal procedimento representa diante de Deus. E ele complementa que são dignos de morte os que tais coisas praticam e não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem (V. 32).

Indo mais além, como advertência àqueles a quem possa interessar, existe uma terrível sentença impendente que não priva desta vida atual, apenas, mas cerra as portas à vida vindoura, intérmina. Está escrito, na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus". (I Coríntios 6:10).

Mas além e muito acima do pecado e da maldição e condenação, está oferecido o escape, o perdão e a oportunidade de regeneração. Para todos os que deixaram ou deixarem o erro e a condição de que tratam as Sagradas Escrituras é que se destina a promessa de perdão: "E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (V. 11).

É bastante significativo o fato de que a repentina irrupção das tendências homossexuais vem na esteira da onda de violência, corrupção e degradação verificadas nas últimas décadas, e da multiplicação, banalização e popularização do consumo de drogas, a maior desgraça que assola a sociedade moderna.

Deve-se evitar a intolerância contra os homossexuais, bem como a sua discriminação. Ostentarem eles um estranho orgulho de sua condição não implica na aceitação da ideia de que eles é que estão certos e os demais errados, como parece ser o seu objetivo impor.

Convivência com respeito, sim. Apologia, jamais.

Acontecimentos recentes testemunham grandes mudanças no cenário mundial, em todos os setores da atividade humana. A recente crise econômica que abalou sistemas financeiros em todo o mundo ameaça a estabilidade mundial. As ditaduras islâmicas do norte da África e do Oriente Médio, principalmente, vacilam sob intensas manifestações populares, até recentemente impensáveis. Nações governadas por extremistas desequilibrados e que dominam ou dominarão em breve tecnologias nucleares. A crescente religiosidade egoísta que enriquece seus líderes na pregação de uma mensagem que não contempla a transformação do caráter. Enfim, condições que permitem prever horizontes sombrios para nossa espécie e mesmo para nosso planeta.

O alarmante aumento e escalada da violência em todo o mundo, o crescimento desenfreado da corrupção humana em todos os sentidos e o desamor explícito que toma conta de todas as camadas da sociedade descambam, inevitavelmente a uma constatação que não se pode refutar: A Bíblia tem razão! Sim, as Sagradas Escrituras estão certas, pois foram enviadas pelo próprio Criador para sinalizar os tempos para os Seus filhos, especialmente os tempos derradeiros da história da humanidade que se traduzem como: AGORA.

Em pouco mais de meio século o mundo tem testemunhado um recrudescimento espantoso de fatos horrendos que, dia após dia, têm-se se tornado normais na mente e na vida das pessoas, banalizados por sua repetição e popularizados pela televisão, cinema, teatro, revistas e jornais, principalmente.

A inconcebível matança de mais de seis milhões de judeus no chamado holocausto nazista, os incontáveis milhões de vidas ceifadas por uma guerra de alcance planetário, a exacerbação do uso de drogas que transformou cartéis em verdadeiros estados paralelos, são alguns dos fatos que não se podem esconder como sinais inequívocos de que a Bíblia tinha e tem razão.

O terrorismo que mata indiscriminadamente em nome de Deus e da religião, ceifando milhares de vidas inocentes, não poupando em sua voracidade insana nem crianças, nem mulheres e nem idosos, é o lado mais visível da loucura coletiva que tomou conta de considerável parte do planeta.

Crimes os mais abomináveis cometidos a cada dia e que imediatamente caem no esquecimento por serem suplantados por outros mais hediondos, mostram onde tem chegado a capacidade humana de desafiar o limite da paciência e longanimidade de Deus. Crimes cometidos no âmbito da própria família, inconcebíveis, inacreditáveis. Filhos assassinando pais e vice-versa por motivos os mais banais; pai estuprando filha sob o olhar condescendente e aprovador da própria mãe; filhos assando a mãe para receber seguro de vida; grupos de extermínio formados por pessoas encarregadas de promover o bem e a segurança das pessoas; enfim, a maldade crescente e envolvente que por fim alcançará todos os recantos da terra.

Várias vezes o mundo testemunhou situações semelhantes, idênticas ou quase. Em todas elas houve uma resposta direta, firme e fulminante do Juiz de Toda a Terra, que não pode suportar o pecado e cuja habitação é na luz imarcescível. Jeová é o Seu nome, o Senhor, Deus dos Exércitos. Assim, vêm à mente algumas perguntas:

Pode Deus, o supremo Criador de todas as coisas, cansar-Se, arrepender-Se ou esquecer-Se de alguma coisa? O grande EU SOU, infinito em poder e sabedoria, cuja justiça e misericórdia são sem medida, usar de parcialidade com indivíduos ou nações?

Alguns textos nas Sagradas Escrituras podem causar estranheza e mesmo perplexidade a um leitor menos avisado que não consegue apreender o propósito para o qual a expressão foi manifesta. Ao analisar-se o contexto, porém, chegamos à conclusão de que o Ser Supremo utilizou expressões semelhantes num sentido didático, para ser entendido na linguagem humana por suas criaturas, em lições a elas destinadas.

Ao criar a vida na terra e o ambiente para acolhê-la o Deus Eterno deixou expresso em Sua Palavra: “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. Havendo Deus acabado no sétimo dia a obra que fizera, DESCANSOU nesse dia de toda a obra que tinha feito. E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou, porque nele DESCANSOU de toda a obra de criação que fizera” (Gênesis 2:1-3).

Cerca de dois milênios após a Sua obra de criação “viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então ARREPENDEU-SE o Senhor de haver feito o homem sobre a terra” (Gênesis 6:5 e 6).

Após destruir toda a vida existente sobre a terra, com exceção das pessoas e animais preservados em uma arca, tendo feito chover torrencialmente meses a fio, a ponto de todo o planeta ser totalmente encoberto pelas águas “LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os animais selvagens e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca” (Gênesis 8:1).

A extrema corrupção do gênero humano foi a causa de sua destruição pelas águas do dilúvio. Semelhantemente, muitos séculos depois, a mesma devassidão tomou conta de algumas cidades que ultrapassaram os limites da tolerância divina. Sodoma e Gomorra foram fulminadas quando o “Senhor fez chover enxofre e fogo” (Gênesis 19:24) sobre as ímpias cidades, destruindo-as completamente.

Jesus, referindo-se aos dias que antecederiam a Sua volta à terra mencionou essas duas ocasiões, como referência à extrema corrupção que estaria imperando na época mencionada: “Quando, porém, vier o Filho do homem, achará fé na terra?” (Lucas 18:8). “Como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:37). “A mesma coisa aconteceu nos dias de Ló. Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se manifestar”. (Lucas 17:28-30).

A pergunta que teima e queima nos lábios é sobre a comparação entre os dias atuais e os dias de Ló e Noé. A maldade do homem pode ainda atingir patamares mais elevados do que os que hoje se manifestam? A barbárie que assola o planeta e faz os homens temerem e tremerem pode ainda ser maior? Chamemos o testemunho daquele que, honrado sobremaneira pelo Céu, foi cognominado de “O Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso.

Eis como ele anteviu a impiedade dos últimos tempos e a situação dos homens nos últimos dias da nossa história humana: “Nos últimos dias sobrevirão dias difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder”. ( II Timóteo 3:1-5).

Não é esse um diagnóstico fiel dos nossos dias? Como podem as pessoas se despirem do mais forte, sublime e enobrecedor dos sentimentos, que é o amor que liga pais a filhos e filhos a pais? Pois esse sentimento manifesta a mais autêntica marca de Seu Criador: a capacidade de renúncia incondicional e o doar-se em benefício de sua felicidade, uns para com outros. Este sentimento está se embotando, definhando, em extinção.

O que leva as pessoas a cometer atos de desatino como os que se noticiam diariamente e que já não escandalizam por sua banalização e frequência é a ausência de Deus no coração. As pessoas são comparadas a águas nas profecias bíblicas. João, o apóstolo revelador e que recebeu as verdades incontestáveis em símbolos no livro do Apocalipse escreveu: “As águas que viste... são povos, multidões, nações e línguas”. (Apocalipse 17:15). Então, mares podem muito bem significar as grandes cidades, as megalópoles da terra, assim como rios e riachos serem as cidades menores e vilas.

O apóstolo antes citado descreve dentre as sete últimas pragas que sobrevirão ao mundo antes do fim, a seguinte: “O segundo anjo saiu e derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto...O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue”. (Apocalipse 16:3 e 4). À medida em que o tempo passa e vemos o recrudescimento da violência na terra fica cada dia mais evidente que é chegado o tempo do cumprimento dessa profecia.

Primeiramente as grandes cidades têm-se tornado lugar quase impossível de se viver. Assaltos, balas-perdidas, estupros, latrocínios e homicídios sem fim prenunciam o princípio das dores. Nas pequenas cidades aonde a vida pacata era um convite à paz e harmonia entre as pessoas a violência chegou prá ficar e já não se dormem, como antigamente, de janelas abertas. Tudo são sinais dos tempos.

A paciência de Deus, título do presente comentário, tem, sim, um limite. Sua palavra afirma de maneira direta, clara e indiscutível que Ele não muda e nem Se arrepende: “Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6). “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17). As afirmações antes mencionadas são retóricas, para o entendimento daqueles a quem se destinam.

Deus não pode esquecer-Se de coisa alguma, a não ser do pecado confessado e arrependido do pecador contrito. Assim, ele muda o juízo impendente sobre o pecador e Se arrepende, ou seja, deixa de imputar o castigo, consequência do pecado. É o caso da ímpia cidade de Nínive, Capital dos Assírios, no passado remoto. Diferentemente de Sodoma e Gomorra, aquela impenitente cidade recebeu as advertências enviadas por Deus, convertendo-se dos seus maus caminhos e de sua maldade proverbial, sendo preservada da subversão a que estava destinada.

Os acontecimentos presentes dão claro testemunho de que chegou a hora do juízo deste mundo. A idolatria moderna chegou a um ponto em que a paciência do Infinito não pode mais suportar. O amor às riquezas materiais, a ambição irrazoável, a busca incansável pela satisfação dos prazeres sensuais, a condescendência dom o próprio eu são formas atuais de idolatria, que é a substituição de Deus no altar da vida por estas formas de adoração.

A adoração dos ídolos populares, atores, atrizes, atletas, cantores, pessoas falíveis e mortais que se destacam e são colocadas no panteão e nos altares da adoração mundana, tudo clama aos céus. É certo que Deus visitará a terra com juízos e castigos irrevogáveis, como está advertido o mundo em incontáveis mensagens dos profetas. O limite da paciência divina está chegando ao fim.

A apologia às drogas, à homossexualidade e sensualismo, a indiferença para com os princípios morais, a Lei eterna pisada, escarnecida e transgredida e o Evangelho Eterno mudado e a serviço de interesses inconfessáveis são um claro indicativo de que está próximo o dia da visitação sobre a impiedade.

Deus não se cansa de convidar a mim e a você ao arrependimento, ao perdão. Ele Se esquece dos nossos pecados confessados, arrependidos e renunciados. Ele Se lembra sempre de nós. Ele se arrepende dos juízos impendentes e torna atrás no cumprimento da execução da sentença que revoga, pelo arrependimento do pecado.

É tempo de todos nos unirmos num único propósito: buscar ao Senhor de todo o nosso coração e de toda a nossa alma. Transformados em embaixadores do Seu reino eterno devemos anunciá-lo a esta geração perversa e impenitente. O fim virá, é fora de dúvida. Para muitos, o fim definitivo, a morte eterna, da qual não haverá ressurreição. Para outros, o fim dos sofrimentos, das lágrimas, o recebimento de uma herança eterna, num mundo novo em que habita a justiça. Uma nova terra, onde o princípio original de Deus ao criar o homem será restabelecido. O começo da eternidade, com a bendita volta de Jesus e o convívio com outros que aceitaram o sacrifício da cruz e que povoarão esta terra renovada.

O resultado da transgressão e impiedade avassaladora e da violência e corrupção incontroláveis que tomou conta da terra será semelhante ao de Sodoma e Gomorra e dos habitantes do mundo antediluviano. Ouvi de alguém, pouco tempo atrás, que se Jesus demorar-Se na promessa de sua volta, deveria Ele pedir perdão àqueles ímpios povos por sua destruição. Se tal não pode acontecer é certo que a paciência do Infinito chegou ao limite. Motivo de esperança e de alegria para alguns e de terror e terrível expectação de juízo para quase todos.

Manifestantes agradecem ao presidente americano pelo assinato do terrorista Osama bin Laden no vizinho e rival Paquistão (Foto AP).

A matéria a seguir, postada nesta quarta (04/05) no portal TERRA, é de autoria do Juiz de Direito em São Paulo, Doutor MARCELO SEMER, que além de magistrado é escritor e líder classista. Pedimos a atenção de nossos leitores para o comentário que expressamos a respeito da matéria em foco. Eis o que diz o notável magistrado:

"Osama Bin Laden era um bárbaro terrorista.

Mesmo depois de sua morte, é impossível ter compaixão ou piedade por quem, conscientemente, assumiu a responsabilidade pelo homicídio em massa de milhares de inocentes civis.

Mas nada disso oculta a realidade de domingo: seu assassinato é um ato de vingança, não de justiça.

Em 1945, com a rendição de alemães e japoneses, os aliados discutiam o que fazer com prisioneiros nazistas. Muitos pretendiam simplesmente liquidá-los, falando-se de fuzilamentos em massa. Os norte-americanos impuseram a força de sua razão, para realizar julgamentos históricos em Nuremberg.

Pode-se dizer que Nuremberg foi um tribunal de exceção, criado após os crimes terem sido cometidos. Que se constituiu em uma justiça dos vitoriosos, não dos vencidos. Ou que crimes foram delimitados após os fatos, rompendo uma histórica barreira doutrinária.

Ainda assim, realizou-se a justiça possível em um momento complexo, inusitado e de proporções até então desconhecidas. Com isso, fixaram-se bases para a construção da jurisdição internacional que se seguiria: Tribunal ad-hoc para a ex-Iugoslávia, para crimes em Ruanda, e, enfim, o Tribunal Penal Internacional.

E não estamos falando de crimes simples ou corriqueiros. A máquina de matar do Terceiro Reich assassinou nada menos do que seis milhões de judeus, além de homossexuais, comunistas e ciganos. A limpeza étnica de Milosevic aniquilou cerca de 200 mil bósnios e quase 700 mil tutsis foram vítimas na África.

Mas os Estados Unidos já não têm mais a pretensão de impor julgamentos a grandes criminosos. Nem sequer ratificaram o Estatuto de Roma, com receio de serem eles mesmos inseridos no banco dos réus.

Hoje, seu presidente vem a público se jactar de ter inserido o assassinato de um terrorista como uma das prioridades de sua gestão, e vangloriar-se de tê-lo conseguido.

Nada que seja, em si, uma novidade.

Desde setembro de 2001, a "guerra ao terror" anunciada por George Bush vem justificando todos os excessos norte-americanos.

Justificou a invasão ao Iraque, cujo pretexto de encontrar armas de destruição em massa se mostrou inverídico. Justificou a invasão ao Afeganistão, justamente para a procura de Bin Laden, e a ocupação do país por quase uma década. Justificou barbaridades cometidas com presos no Oriente Médio, como as fotos de Abu Ghraib expuseram ao mundo.

E vem ainda justificando centenas de presos jogados em Guantanamo, há nove anos sem qualquer acusação. Recente vazamento do Wikileaks apontou que a própria inteligência americana contabiliza mais de uma centena e meia de inocentes, vítimas colaterais do terrorismo de Estado.

Barack Obama galvanizou as esperanças de descompressão da era Bush. Na campanha, mostrou o quanto as mudanças eram viáveis e fez o mundo, mais ainda do que os americanos que lhe deram vitória estreita, acreditarem que outro governo era possível.

Pela expectativa criada, recebeu inclusive um inédito Prêmio Nobel da Paz por antecipação, para que se sentisse devedor dos valores que suas mensagens difundiam.

Mas, eleito, manteve a ocupação do Afeganistão, manteve seus homens no Iraque, manteve os presos em Guantanamo. Declarou uma guerra, sem ouvir o Congresso. E seu maior trunfo na eleição do ano que vem será nada menos do que a cabeça de Osama Bin Laden jogada ao mar, como resultado da guerra ao terror que havia reeleito Bush.

Era isso que o "Yes, we can" queria dizer?

Americanos eufóricos saíram às ruas na madrugada de segunda para comemorar a morte anunciada do terrorista, como faríamos se tivéssemos ganho uma Copa do Mundo.

Não era apenas alívio - era pura satisfação. Mas esse mórbido sentimento de regozijo dificilmente tornará os Estados Unidos um país mais seguro ou mais feliz para se viver.

A comemoração pode purgar o sofrimento de um império ofendido por um grupo de lunáticos terroristas, mas a questão é saber: o que irá ao mar junto com o corpo de Osama?

A delicada e custosa construção da justiça internacional, desnecessária diante do assassinato de Estado.

A vantagem moral que a civilização impõe à barbárie, prejudicada na absorção pelo poder do modus operandi do terror.

A evolução de séculos que enquadrou a vingança dentro dos conceitos e dos limites do direito, estabelecendo as noções de pena e processo.

Difícil crer que a morte de Bin Laden resolva os problemas do terror. Os próprios norte-americanos alertam para possíveis e iminentes represálias.

Obama está se transformando rapidamente em Bush e isso provavelmente lhe renderá uma reeleição segura.

Pode estar realizando o desejo de milhões de norte-americanos, à moda de seu antecessor: dar uma lição no terror e mostrar a todos que não há limites ao poder dos EUA.

Mas não vai conseguir que o mundo acredite que faz guerras em nome da paz e que assassina em nome da justiça.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

COMENTÁRIO "O EVANGELHO ETERNO":

O livro do Apocalipse em seu capítulo 13 anuncia o breve e futuro estabelecimento de 2 poderes que exercerão domínio planetário em futuro próximo. Por meio de símbolos de animais não existentes na fauna terrestre estão delineados os característicos desses dois poderes absolutistas, cuja autoridade não poderá ser contestada. É a repetição da História. Roma papal foi estabelecida com poder absoluto - religioso e político - sobre as nações, no passado.

Suas decisões eram sem apelação. Esse poder, exercido por 1.260 anos (entre 538 e 1.798) teve início e foi armado com o braço civil dos francos, por meio da conversão de seu rei Clóvis, e de seu exército. A mesma França o destronou séculos depois, em 1.798, por seu imperador Napoleão Bonaparte.

O poder papal começou a renascer quando foi-lhe restituído o reino em 1.929 pelo Tratado de Latrão, quando politicamente foi reestruturado. A partir de então sua ascenção tem sido irrefreável. Quando ela atingir o seu clímax o mundo contemplará novamente o advento da intolerância religiosa e as fogueiras da perseguição medieval serão novamente acesas. E não adianta dizer que isto é hoje impensável num mundo de total liberdade e pleno exercício dos direitos fundamentais. Basta que se olhe para os recentes genocídios na Alemanha Nazista, na Bósnia, na África e no Iraque, dentre outros.

Mas o artigo acima transcrito se destaca em importância quando traça um paralelo entre a palavra e a ação manfesta pela nação norte americana. Os Estados Unidos da América, o maior poder já manifesto na história humana, cumpre todos os requisitos manifestos na profecia. Os direitos fundamentais do homem e as liberdades individuais, ou seja, o estado de direito, foram os alicerces em que a grande nação foi erigida. Foram simbolizados na profecia como "dois chifres de cordeiro". Entretanto, pisando aqueles princípios fundamentais, acabou falando como o "dragão". E é onde chamamos a atenção para as diferenças entre o que aconteceu no passado, com o Tribunal de Nuremberg, que julgou os assassinos de milhões de pessoas e o tribunal das consciências não apenas do presidente norte-americano e de seu povo, mas de todas as pessoas que comungam com a execução sem julgamento perpretada no Paquistão.

A consciência de quem quer que seja não é e nem pode ser o foro adequado para o julgamento, condenação e execução de ninguém. A matéria que deu origem a este comentário inicia assim: "Obama Bin Laden era um bárbaro terrorista". Ninguém tem dúvida disso. Mas, executá-lo sem julgamento parece um retorno à barbárie, um nivelamento por baixo. É apenas uma antevisão dos horores e desmandos que podemos vislumbrar no horizonte cinzento do porvir. Olhando estarrecidos para Abu Ghraib e Guantanamo e contemplando as apoteóticas comemorações do desfecho de Abbottabad, perguntamos-nos perplexos: Eles podem fazer isso? E a triste e preocupante resposta:

YES, THEY CAN!






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