Este é um assunto que fascina a curiosidade humana, bem como desperta o mais vivo interesse de cientistas, religiosos e de todo tipo de pessoas, em todo o mundo e em todas as épocas.

A matéria abaixo foi recentemente publicada e pretende responder a uma pergunta que não tem resposta, como não se pode medir o infinito e comprender o incompreensível. As primeiras palavras da Bíblia Sagrada dizem que DEUS CRIOU "no princípio" os céus e a terra. Estas são as primeiras palavras do Livro Sagrado. O que significa a palavra "NO PRINCÍPIO"?

Os defensores da teoria evolucionista de Darwin afirmavam que o universo não teve princípio e nunca teria fim. Foram porém severamente contestados e obrigados a abandonar definitivamente a sua tese, pelos argumentos científicos de ALBERT EINSTEIN (2º Princípio da Termodinâmica).

Foi quando foi elaborada a teoria do BIG BANG, segundo a qual, uma partícula do tamanho de um bilionésimo da cabeça de um alfinete teria explodido e dado origem ao universo inteiro, como o conhecemos ou pelo menos como o supomos.

Disponibilizamos o link abaixo onde a maior editora da américa latina divulga uma matéria a respeito do tema, para em seguida tecermos nossos comentários, à luz da Palavra de Deus e de evidências ou manifestações que somente podem ser aceitas pelo exercício da fé. Seja qual for o pensamento defendido: a criação ou a evolução.


http://super.abril.com.br/revista/240a/materia_especial_261565.shtml?pagina=1

Eis o texto:

Qual é a idade do Universo?

"Entenda como, afinal, os cientistas podem calcular com precisão a idade do cosmos"


Por Tiago Cordeiro


"O Universo tem 13,7 bilhões de anos, com uma margem de erro de 0,2 bilhão para mais ou para menos. Dito assim, parece simples, mas, para chegar a esse valor, os cientistas se bateram durante quase 80 anos. Em 1929, o astrônomo americano Edwin Hubble percebeu que as galáxias estavam se afastando umas das outras e descobriu que, quanto maior a distância, mais alta a velocidade de distanciamento. Isso significa que o Universo está se expandindo, e, portanto, ele deve ter tido um começo".

"O trabalho do americano possibilitou que o modelo de Universo estático, que dominava a ciência, fosse revisto e desse origem à tese do big-bang. A parti r do cálculo da distância e da velocidade atuais, seria possível descobrir há quanto tempo as galáxias estão se movimentando – e, portanto, quando foi exatamente que o nosso Universo começou".

"Para mapear o Universo e descobrir sua idade, o astrônomo desenvolveu uma relação, conhecida como Lei de Hubble. Ele mesmo fez as contas e chegou à conclusão de que o Universo tinha 2 bilhões de anos. Acontece que, na época, já se sabia que a Terra e o Sol eram mais velhos do que isso (para o nosso planeta falava-se em 6,5 bilhões, e hoje temos como certa a idade de 4,5 bilhões). Algo estava muito errado aí, e era o valor da constante de Hubble, calculada a partir da distância estimada entre as galáxias"

"O pesquisador dizia que ela tinha o valor de 550 quilômetros por segundo por megaparsec (unidade de medida que corresponde a 3 milhões de anos-luz). Começou então um lento e difícil trabalho de recálculos e refinamentos dessa constante. Cada nova informação a respeito das distâncias entre os corpos espaciais provocava nova onda de tensão entre os astrônomos".

"Em 1952, o astrônomo alemão Walter Baade provou que o Universo era pelo menos duas vezes mais velho do que a Terra. Nos anos seguintes, boa parte dos cientistas adotou 20 bilhões de anos. Era um valor confortável, já que a idade de muitas estrelas era estimada entre 14 e 16 bilhões. Nos anos seguintes, um grupo de físicos chegou à conclusão de que o cálculo mais cor reto estava em torno dos 10 bilhões. A partir do final da década de 1980, com o auge da construção de telescópio s espaciais, novos pesquisadores chegaram aos resultados mais variados, sempre dentro da faixa de 10 a 20 bilhões. Até que, em 1996, o telescópio espacial Hubble forneceu dados que levaram os pesquisadores ao número preocupante de 8 bilhões". (Destaque acecentado)

"Houve quem chegasse a duvidar da teoria do big-bang. No começo da década de 1990, o satélite europeu Hipparcos mediu a distância de milhares de estrelas com uma precisão 100 vezes maior do que a que se conseguia até aquele momento. Com isso, a idade das estrelas mais velhas foi reduzida de 16 para 13 bilhões. Ainda assim, era preciso refazer os cálculos ou explicar os dados fornecidos pelo Hubble. Foi o que dezenas de pesquisadores fizeram e, pela primeira vez, chegaram todos a resultados muito parecidos".

"Hoje, a constante de Hubble fica em torno de 71 quilômetros por segundo por megaparsec, e a idade do Universo está fixada, com um grau razoável de segurança, em 13,7 bilhões. Pelo menos até que novas informações venham a exigir novos cálculos".

COMENTÁRIO:

É fantástica a capacidade que algumas pessoas têm de manipular o que chamam de ciência, utilizando-se de grandezas como bilhões de anos, remanejando-as como uma criança faz com um brinquedo, tratando bilhões de seres humanos como idiotas que na realidade são ao aceitarem estas fantasias como se fossem o suprassumo da verdade. E do profundo poço de sua vaidade "ensinam" as massas humanas colocando em seus olhos em vez de o colírio da verdade que supõem ter, as escamas da mentira e da imbecilidade que quase sempre procuram docilmente impingir, e que quase sempre são recebidas como verdades absolutas.

Há pouco mais de uma década imaginava-se a existência no universo de cerca de 10 trilhões de estrelas, espalhadas em cerca de 100 bilhões de galáxias. Este número mudou recentemente. Há pouco menos do que um mês a mídia mundial estarrecida e extasiada pela informação publicada em uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo - a revista SCIENCE - divulgava os resultados de pesquisas científicas que alteravam a possível quantidade de estrelas existentes no universo. O número, nessa ocasião alterado e aceito, então de 100 sextilhões havia aumentado para 300 sextilhões de estrelas.

É realmente fantástica a capacidade que têm de expor estas conclusões e serem elas aceitas como se fossem o fruto de um conhecimento genial e de uma invejável sabedoria. Mas e se isso for verdade? É possível que seja? Por que não? É impossível afirmar, assim como é impossível negar. Tomemos como parâmetro para comentar as primeiras palavras das Sagradas Escrituras, antes citadas.

"No princípio criou Deus os Céus e a terra" (Gen. 1:1).

Não se pode deixar de indagar a respeito de que, se houve um PRINCÍPIO, o que havia antes dele?

Não se pode explicar o inexplicável. Mas, partindo da causa para o efeito, é possível tirar-se alguma conclusão mais ou menos plausível de assunto tão insuspeitamente fora do nosso alcance de compreensão. Dessa forma não se pode contestar a lógica da criação. O universo é algo tangivelmente projetado. As maravilhosíssimas leis que regem o equilíbrio cósmico não deixam dúvidas de que por trás delas necessariamente há que existir uma inteligência superior que criou, sustenta e equilibra o descomunal sistema que assombra a mente e deixa tantas perguntas sem respostas.

A vida animal e vegetal, o ambiente que sustenta e abriga esta mesma vida e todos os minuciosíssimos segredos paulatinamente e sucessivamente revelados mostra uma sabedoria insuspeita em cada pequeno detalhe bem como na mais intrincada fórmula científica que a desvenda.

Antes da criação do universo não existia NADA. Ou melhor, existia TUDO. Como se pode explicar tal afirmação? Apenas com a argumentação bíblica de que DEUS É. Ele é preexistente, existe por Si e Ele é a essência da vida. Antes da criação não havia as dimensões conhecidas, como a matéria, o tempo e o espaço.

O Ser Eterno decide compartilhar Sua vida, amor e incontaminada felicidade e plenitude. Decide criar o universo e seres inteligentes e morais, para participarem livremente do seu amor suplementar e com eles repartir a glória, alegria e felicidade que desfruta por Si mesmo.

Deus criou então, no princípio, os céus e a terra, incontáveis mundos, o universo. Criou anjos, bilhões de anjos e os dotou de inteligência, glória, sabedoria e liberdade. Todas as estruturas galáticas, sistemas cósmicos foram criados em uma única ocasião, em tempos imemorais, talvez semelhantemente ao que supõem os cientistas antes lembrados.

A vida e o ambiente que a receberia em seus incontáveis mundos teria uma atenção pessoal, individualizada, do Criador, cada vez que decidisse aumentar as fronteiras do Seu reino. Assim foi criada a vida na terra. Primeiramente Deus preparou o ambiente, embelezou, enriqueceu e ornamentou tudo, para receber o homem, a obra prima da criação, em nosso pequenino planeta, na periferia da via láctea, num modesto sistema planetária de apenas quinta grandeza.


EM SEGUIDA IREMOS APRESENTAR AS RAZÕES QUE NOS MOTIVAM A COMENTAR AS PALAVRAS QUE DÃO SEQUÊNCIA ÀS PRIMEIRAS PALAVRA BÍBLICAS, ANTES CITADAS:

"E a terra era sem forma e vazia"...

Desejamos a todos os nossos queridos amigos que nos honram com sua companhia um novo ano cheio das bênçãos de Deus e que sejam atendidas suas necessidades e realizados os seus mais acalentados sonhos.








O centro mesmo do plano divino da redenção do homem, concretizado no sacrifício da cruz, está no santuário. Não é sem motivo que a Palavra Sagrada do Senhor expressa, solenemente: "O TEU CAMINHO, Ó DEUS, ESTÁ NO SANTUÁRIO" (Salmos 77:13).

Ao se descortinar para o pesquisador das Escrituras as maravilhas do Santuário de Deus as verdades da redenção fluem com um poder avassalador e aquilo que se podia apropriar apenas pela fé, é então e agora recebido na mente e no coração pelo CONHECIMENTO.

Todo o plano de Deus, idealizado antes da fundação do mundo, revela-se de maneira poderosa no ritual do santuário, mesmo no santuário terrestre, construído sob a supervisão de Moisés e cujo modelo foi diretamente instruído por Deus, conforme o modelo do Santuário Celeste, cujas medidas e cujos utensílios tinham um significado próprio e futuro, no desenrolar do plano da redenção, até ao seu ato final, no futuro.

Toda a instrução bíblica e todas as revelações das Sagradas Escrituras foram dadas por Deus para uma finalidade ÚTIL. Nada que venha de Deus é debalde ou em vão. (I Coríntios 12:17).

Cometem grave erro aqueles que imaginam que os ensinamentos do Antigo Testamento caducaram ou perderam o seu valor. É do Senhor Jesus a sublime recomendação: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" (João 5:39). As Escrituras a que o Senhor Se referia eram as do Antigo Testamento, porquanto ainda não existiam as do Novo Testamento, que começavam a ser construídas pela vida humana do Salvador e dos escritores que iriam testemunhar as Suas obras e o nascimento do cristianismo.

O Santuário terrestre foi construído por ordem do próprio Deus e serviria para Sua "morada" com os homens, segundo a Sua promessa: "E me farão um santuário, e habitarei no meio deles" (Êxodo 25:8). E Moisés supervisionou a construção do Santuário, que foi uma CÓPIA EXATA do que Deus lhe mostrara no Monte, como está escrito: "Então levantarás o tabernáculo conforme ao modelo que te foi mostrado no monte" (Êxodo 26:30). Milênios depois das instruções dadas a Moisés Paulo deu testemunho da finalidade da ordem dada por Jeová, o Senhor dos Exércitos: "Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou" (Hebreus 8:5).

Então, existe um Santuário Celestial? CLARO! Ele é a base e fundamento do maravilhoso plano da redenção da humanidade, centralizado no sacrifício de Jesus, simbolizado pelo Cordeiro de Deus que foi morto "desde a fundação do mundo" (Apocalipse 13:8). É nesse local sagrado que se desenvolve o trabalho da expiação, exemplificado e tipificado pelo antigo ritual do santuário, revelado por Deus e ensinado por Moisés aos hebreus e que servia como substituto nos tempos da dispensação judaica, os tempos do Antigo Testamento.

O SACRIFÍCIO DIÁRIO

O antigo santuário do deserto, depois substituído pelo templo construído por Salomão tinha as mesmas medidas padronizadas e os mesmos utensílios, representativos daqueles que foram divinamente mostrados como exemplo das coisas celestiais. Ele era dividido em 3 partes. O pátio, onde era morto o sacrifício, o lugar santo, onde era ofertado o sangue do sacrifício, no altar para este fim existente e o lugar santíssimo, ou o Santo dos Santos, onde ficava a Arca do Concerto, o mais sagrado de todos os objetos de culto de Israel e dentro da qual ficavam as tábuas da Lei dos Dez Mandamentos, sob o propiciatório, que é onde se manifestava o SHEKINNAH, a glória visível do Deus Todo-Poderoso.

Durante todo o ano eram oferecidos os sacrifícios diários, o da manhã, às 9 horas e o da tarde, às 15 horas. O sangue das ofertas era oferecido por todo o povo, mas somente aqueles que o aceitassem, dele se beneficiariam para perdão dos seus pecados, individualmente. Assim como o sangue de Jesus é oferecido por toda a humanidade, somente as pessoas que dele se apropriarem, dele se beneficiarão, para perdão dos seus pecados. Assim, o sangue contaminado pelo pecado, simbolicamente, era lançado diariamente sobre o santuário, no ritual estabelecido por Deus. O DIA DA EXPIAÇÃO

Havia um dia especial no sistema sacrifical, que era o dia do PERDÃO. Era o dia mais sagrado do antigo Israel, dia em que toda a nação era convocada em santa convocação e que toda a alma era afligida e devia comparecer diante de Deus. Era o dia da EXPIAÇÃO, celebrado no décimo dia do sétimo mês do calendário hebraico. Era o dia mais solene do ano, a festa mais sagrada, o dia do JUÍZO, em que o pecado era perdoado e toda a nação se regozijava no perdão concedido a todo aquele que o buscava do Senhor.

Este era o único dia em que um ser humano podia entrar no lugar santíssimo e comparecer diante de Deus. O Sumo Sacerdote se despia de suas vestes costumeiras e vestido de linho branco oferecia o sacrifício que devia purificar o santuário, contaminado pelo pecado durante todo o ano, diariamente. Ele representava o nosso Sumo Sacerdote - JESUS - que hoje comparece diante do Pai na cerimônia do JUÍZO e do perdão, levado a efeito no Santuário Celestial.

Dois bodes eram escolhidos e sobre eles lançavam sortes. Um representava o Senhor e o outro o inimigo de todo o bem, Satanás, designado por AZAZZEL, no ritual típico. Jesus foi feito pecado e assumiu toda a culpa da humanidade caída. Ele era representado pelo bode sobre o qual recaíam as culpas do Seu povo e era sacrificado e seu sangue era aspergido sobre o propiciatório, onde ficava a sagrada Lei transgredida e que requeria a morte do transgressor. Assim era representado em símbolos o que ocorreria no futuro, no Santuário Celestial.

O bode que representava Satanás era levado por alguém especialmente designado para um lugar deserto e lá deixado, designando a prisão a que o Rebelde Maior será destinado, quando após a vinda do Senhor Jesus ele aqui ficar aprisionado num mundo desabitado, escuro, representado pelo abismo que era a terra, antes de nela ser criada a vida, aguardando o momento de ser destruído no lago de fogo (Gênesis 1:2 e Apocalipse 20:1-3 e 9-10). Então será chegado o dia do ajuste de contas, onde ele se transformará em cinzas, como todos os anjos e homens que o acompanharam em sua rebeldia (Isaías 14:19; Ezequiel 28:18 e 19 e Malaquias 4:1).

O SANTUÁRIO CELESTIAL

Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi morto no pátio, representado pela terra, o nosso pequeno mundo caído. Ao subir aos céus Ele prometia o envio do Espírito Santo, quando foi elevado às alturas, à vista de uma grande multidão. Nessa ocasião soleníssima dois anjos consolaram os Seus queridos seguidores, com a sublime promessa de Sua volta a este mundo e com a afirmação de que houvera sido recebido em cima, no Céu: "Varões galileus, por que estais olhando para o Céu? Esse Jesus, que dentre vós FOI RECEBIDO EM CIMA NO CÉU, há de vir assim como para o Céu o vistes ir" (Atos 1:11).

Ao dar início ao Seu ministério no Santuário Celestial Jesus cumpriu a promessa de enviar o Consolador, o Espírito Santo, no dia de Pentecostes, uma das festas típicas estabelecidas por Deus para ser observada pelo povo hebreu (Atos 2:1-12).

Então o apóstolo Paulo exemplifica: "Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, Ministro do Santuário, e do VERDADEIRO TABERNÁCULO, o qual o Senhor fundou, e não o homem" (Hebreus 8:1-2).

No capítulo 9 da carta aos Hebreus Paulo esclarece o propósito do culto no santuário terrestre, simbólico do sagrado ministério do Senhor Jesus no Céu. Ele afirma não ser esse tabernáculo feito por mãos, não sendo desta criação, e que não comparece diante de Deus pelo sangue de animais, como no ritual simbólico, mas por seu próprio sangue, como está escrito: "Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no Santuário, havendo efetuado uma eterna redenção" (Hebreus 9:11-12). Ele completa: "Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, FIGURA DO VERDADEIRO, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus" (Verso 24).

QUEM VIU O SANTUÁRIO CELESTIAL?

Porventura alguém já viu o Santuário Celestial? Deus mostrou a diversos dos seus escolhidos servos a Divina Morada, onde hoje se desenrolam os mais solenes acontecimentos relacionados à redenção da humanidade.

A Daniel foi mostrado, em visão, o momento em que Jesus saía do lugar santo para comparecer diante de Deus, no lugar Santíssimo, ao dar início ao JUÍZO por que terão de passar todas as pessoas que viverem nesse mundo. Está escrito: "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o FILHO DO HOMEM; e dirigiu-se ao ANCIÃO DE DIAS, e O fizeram chegar até Ele (Daniel 7:13). O que acontecia nessa ocasião solene? Qual a razão da revelação ao profeta de Deus? Era o início do JUÍZO, o dia prefigurado no antigo ritual como o DIA DA EXPIAÇÃO. Eis o relato sagrado: "Eu continuei olhando, até que foram colocados uns tronos, e um ANCIÃO DE DIAS Se assentou: o Seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da Sua cabeça como a limpa lã; o Seu trono chamas de fogo, e as rodas dele fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dEle: milhares de melhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante dEle; ASSENTOU-SE O JUÍZO, e abriram-se os livros" (Daniel 7:9-10).

Sublime verdade! Palavras que se não podem contestar, a não ser num inequívoco e assombroso ímpeto de apostasia e rejeição da Palavra Sagrada!

A mesma cena foi mostrada a outro fiel e honrado servo do Senhor, João, muitos séculos depois. Assim diz a Palavra de Deus: "E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao FILHO DO HOMEM, que tinha sobre a Sua cabeça uma coroa de ouro, e na Sua mão uma foice aguda, e outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice e sega; é já vinda a hora de segar, porque já a seara da tera está madura" (Apocalipse 14:14-15).

O mesmo apóstolo viu uma porta aberta no céu e contemplou a visão da eternidade: "Depois destas coisas, olhei, e eis uma porta aberta no céu: e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito, e eis um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica, e o arco celeste estava ao redor do trono e parecia semelhante à esmeralda. E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestidos brancos; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro" (Apocalipse 4:1-4).

O próprio tabernáculo foi mostrado ao apóstolo: "E depois disto olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu" (Apocalipse 15:5). Como prova indiscutível de que o tabernáculo celestial foi o modelo mostrado a Moisés o Apóstolo João viu a própria Arca do Testemunho, A ARCA DO CONCERTO, o sagrado receptáculo onde eram guardadas as tábuas sagradas que continham os 10 Mandamentos escritos pelo próprio dedo do Deus Todo Poderoso: "E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo..." (Apocalipse 11:19).

Isaías, Moisés, Paulo, Ezequiel, e outros escolhidos servos de Deus tiveram o privilégio de contemplar o palácio do Grande Rei. Isaías escreveu: "Eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o Seu séquito enchia o templo" (Isaías 6:1).

A PURIFICAÇÃO DO SANTUÁRIO

A purificação do Santuário Celestial é o JUÍZO que ocorre atualmente, e do qual Jesus é não somente o nosso advogado, mas o nosso substituto, o Cordeiro de Deus que foi morto em nosso lugar. Este estudo preliminar pretende tão somente adiantar-se no assunto do Santuário Celestial, revelando-lhe a existência maravilhosa para, depois, adentrar-se no assunto do JUÍZO, tema da purificação do santuário, propriamente dita.

Juntamente com este fundamental tema estudaremos aqueles que estão a ele ligados nos mais importantes assuntos relacionados aos últimos dias da história da humanidade: o fechamento da graça, o selamento dos filhos de Deus, as últimas pragas, os 144.000 e as três últimas mensagens angélicas.

A Bíblia Sagrada, a Palavra escrita de Deus é, segundo ela mesma, "QUASE" toda inspirada por Seu Autor Divino, o Deus Todo-Poderoso, e inspirada pelo Espírito Santo, que a confiou a homens santos, patriarcas, profetas e apóstolos para a escreverem segundo seus estilos próprios. Ela é um todo indivisível e incontroverso, pois é toda ela provinda de um mesmo Autor, sendo sua própria intérprete, pois nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação (II Pedro 1:20).

Homens mal-intencionados e que fazem da religião e da fé motivo de exploração e comércio, com interesses inconfessáveis, têm mudado a verdade de Deus em mentira, trazendo confusão, incredulidade e perdição para multidões. O próprio Apóstolo Pedro afirmou que muitos torcem as cartas de Paulo, entre as quais há pontos difíceis de entender. Estes, chamados de indoutos e inconstantes torcem igualmente outras partes da Escritura, para sua própria perdição. Ele próprio chama a esses apóstatas e hipócritas de "homens abomináveis" (II Pedro 3:15-17).

A Bíblia Sagrada é composta de 66 livros, 39 referentes ao Antigo Testamento e 27 ao Novo. Ela foi escrita num período aproximado de 1.600 anos, por 40 pessoas, aqueles homens santos de Deus, antes referidos. Ela contém 1. 189 capítulos, 31.102 versículos, e dependendo da versão ou do idioma, mais de 773.000 palavras e mais de 3.500.000 letras. Por que estas estatísticas? Para justificar a palavra QUASE, na afirmação, antes mencionada, da sua origem e da inspiração de Deus, o Seu Autor.

Existe uma pequenina parte que Deus não confiou a homem nenhum. Esta parte Ele não a inspirou pelo Seu Espírito Santo, mas Ele próprio a escreveu, com Seus próprios dedos, em tábuas de pedra, numa clara indicação de sua importância e perpetuidade: o Decálogo, contendo os dez mandamentos de Sua Lei Moral, base e princípio de Seu Trono, resumo de Seu Eterno amor e justiça, contendo a súmula das obrigações do homem para com o Seu Criador e para com seus semelhantes.

O pecado do homem teve origem no Éden. Isto significa que a Lei dada no Monte de Sinai já existia antes, porque está escrito: "O pecado é a transgressão da Lei" (I João 3:4). Se não existisse a Lei também não poderia haver pecado, que é o que também afirma o Apóstolo Paulo, ao ensinar: "Porque onde não há lei, também não há transgressão" (Romanos 4:15).

Pessoas mal-informadas ou mal-intencionadas ou por desconhecerem o assunto confundem, intencionalmente ou não, a Lei Moral expressa nos dez mandamentos do Decálogo, destinada a todos os homens, com as leis cerimoniais dirigida aos hebreus, ao saírem do cativeiro egípcio, e que representavam todos os passos e lições tipificando o futuro sacrifício do Messias prometido.

Desde Adão muitos destes ensinamentos já eram cumpridos, como a oferta dos sacrifícios de animais perfeitos, representando o perfeito sacrifício futuro do Cordeiro de Deus que viria para tirar o pecado do mundo.

A Lei de Deus é eterna, existia antes do pecado e continuará a existir quando o pecado for erradicado com a destruição de Satanás, seus anjos rebeldes e de todos os ímpios. Existem marcantes diferenças entre a Lei moral e as leis cerimoniais. A primeira foi escrita por Deus em tábuas de pedra, com Seus próprios dedos. As segundas foram dadas por Deus e ditadas a Moisés que as copiou em rolos de papiro.

A Lei Santa, Justa e Boa, Lei da Liberdade, da qual não cairá nem um til, mesmo que passem o céu e a terra, foi colocada DENTRO da arca sagrada da aliança (Êxodo 40:20 e Deuteronômio 10:2), que era modelo da que existe no santuário celestial e que foi vista por João, como está escrito: "E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo" (Apocalipse 11:19).

A lei de cerimônias servia de aio, ou de tipos, sombra das coisas futuras foi pregada no madeiro quando teve cumprimento com o sacrifício da cruz, quando o véu do templo se rasgou de alto a baixo, quando o tipo encontrou o antítipo e a sombra encontrou o corpo. Esta lei era colocada FORA da arca da aliança (Deuteronômio 31:26).

Todo julgamento é feito com base em uma lei. O julgamento no tribunal de Deus pelo qual todo ser humano terá que se submeter terá como base a eterna Lei de Deus. É o que afirmam as Sagradas Escrituras.

À base mesmo deste singelo e curto comentário, responda sinceramente, do fundo de sua alma e na presença do seu Deus: VOCÊ ACREDITA SINCERAMENTE QUE A LEI DE DEUS FOI ABOLIDA? OU VOCÊ CRÊ QUE ELA SE ENCONTRA EM VIGOR COM A MESMA AUTORIDADE DE QUANDO O SEU AUTOR A PROMULGOU?

Lembre-se: Toda a Bíblia Sagrada, do início ao fim, conclama os filhos de Deus a que guardem os Seus sagrados mandamentos, os mandamentos de Sua santa Lei. Diga com Salomão, o mais sábio de todos os homens: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau" (Eclesiaste 12:13 e 14).

O sábado será guardado no futuro, no reino de Deus, na Terra Renovada? A resposta do Criador é positiva e clara! Ele mesmo afirma, com Suas próprias palavras, de uma maneira que não pode deixar dúvidas: "Porque como os céus novos, e a terra nova, que hei de fazer, estarão diante de minha face, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que todos os meses, à lua nova e todas as semanas, aos sábados, virá toda a humanidade a adorar na Minha presença, diz o Senhor" (Isaías 66:22 e 23).

Quando a vida foi criada neste nosso mundo nenhum ser humano pôde testemunhar a obra da criação. O homem foi criado no sexto dia daquela semana inesquecível. O sábado foi deixado como memorial e lembrança eterna dessa estupenda obra do Criador e o primeiro sábado foi guardado por Adão e Eva pela fé, junto ao Seu Criador, não lhes sendo dada oportunidade de contemplar o memorável feito que lhes trouxera à vida, juntamente com todas as outras criaturas e todas as obras criadas. Somente os anjos e seres de outros mundos tiveram esse privilégio e se rejubilaram com o surgimento de seus conservos no imenso universo de Deus (Jó 38:7). Não será assim, no mundo futuro, na terra renovada, quando estiver completa a obra redentora de Jesus. Toda a humanidade redimida contemplará a nova criação de Deus.

Se o sábado é guardado como memorial da criação, como está expresso na Palavra do Senhor, como será o mesmo sábado guardado no futuro, na eternidade? Se Deus afirma que criará novo céu e nova terra, de qual criação ele será por lembrança? Da primeira, que será destruída, por ocasião da breve volta de Jesus ou da segunda após a destruição de Satanás, do pecado e de todos os pecadores, no lago de fogo que também purificará a terra?

Antes de ser criada, "a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo" (Gênesis 1:2). A Bíblia Sagrada afirma que toda a terra será destruída, por ocasião da volta de Jesus. Ela voltará a ser como no início, antes da criação, sem forma e vazia, sem habitantes, coberta pelas trevas, porque os raios de sol não poderão penetrarna atmosfera, então destruída e mudado o eixo da terra, mudança causada pelas extraordinárias catástrofes que acompanharãoos terríveis acontecimentos que terão lugar nessa solene ocasião.

Assim diz o Senhor: "Eis que o dia do Senhor vem horrendo, com furor e ira ardente, para por a terra em assolação, e destruir os pecadores dela. Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz" (Isaías 13:9 e 10). E qual será a razão dessas trevas? A resposta é a mudança do eixo da terra, como está escrito, na continuação das palavras da profecia: "Pelo que farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos Exércitos, e por causa da sua ardente ira" (Verso 13).

O profeta da Revelação descreve o que viu: "E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram" (Apocalipse 21:1). Ele continua, após descrever a santa cidade, a Nova Jerusalém e afirmar que as primeiras coisas são passadas e que Deus limpará de todos os olhos toda a lágrima, abolindo a morte, o pranto, o clamor e a dor: "E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve: porque estas palavras são fiéis e verdadeiras" (Verso 5).

Então, como fez há seis mil anos, Ele repetirá Sua obra, mais bela ainda, à vista de toda a humanidade. Assim, dia após dia, naquela semana no futuro, a pouco mais de mil anos, os remidos extasiados poderão contemplar o poder do Deus Todo-Poderoso na recriação da terra, a Nova Terra, o seu novo lar edênico. E após os seis dias, novamente Ele separará o sétimo dia,, como memorial eterno, por Ele novamente santificado, lembrança maravilhosa que os intérminos séculos da eternidade não poderão apagar. E será para todos um deleite impossível de descrever a adoração semanal a que terão o privilégio supremo de prestar ao Seu amado Pai Celestial.

Nossos primeiros pais, Adão e Eva, guardaram o sábado pela fé, em obediência à ordem do Criador. Não testemunharam a primeira criação. Os remidos, no futuro, guardá-lo-ão num mixto de admiração, louvor e gratidão, por terem testemunhado o Grande Rei em ação, em Sua suprema obra criadora.
Todas as coisas no universo foram criadas pelo poder da Palavra de Deus: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo Espírito de Sua boca”. “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”. (Salmos 33:6 e 9). Tudo - repetimos - foi feito pelo poder de Sua Palavra, menos o homem, que foi por Ele moldado e teve em seu nariz insuflado o sopro, ou fôlego, ou espírito de vida, isto é, a própria vida, quando o todo completo, perfeito, acabado, foi chamado por Deus de ALMA VIVENTE.

O Deus Todo-Poderoso certamente tinha em Sua mente infinitamente sábia todos os pormenores da criação em vista. Ao invés de dizer: Haja isto! E haja aquilo e mais aquilo, Ele simplesmente poderia haver dito: Haja tudo, conforme a minha vontade! Mas, não! Ele preferiu criar todas as coisas, cada uma na sua ordem, no período de uma semana. Teria Ele uma razão para isto? Certamente!

A cada dia Ele, satisfeito com Sua obra executada por Sua vontade, transmite-nos repetidamente a Sua mensagem: E viu Deus que era BOM”. Ao fim do sexto dia, entretanto, ao haver concluído toda a obra da criação da vida na terra Ele modificou Seu comentário. Então assim expressa Sua Palavra: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era MUITO BOM: e foi a tarde e manhã o dia sexto” (Gênesis 1:31).

Entretanto ainda faltava algo para que o Senhor desse por concluído o Seu trabalho. E não foi por acaso que Ele assim o fez. Havia uma razão para que ele não tivesse executado toda a Sua obra num único ato, tudo de uma só vez. Eis a explicação límpida, clara, para que Sua estupenda obra ficasse perenemente marcada na memória e no coração de toda a humanidade e para que houvesse um marco, um memorial que comemorasse, semanalmente, por toda a eternidade, a criação e ficasse como lembrança e SINAL de Seu poder criador: “Assim os céus, e a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera”. (Gênesis 2:1-3).

Deus criou o sábado com um propósito definido, como um presente para o homem. Seria ele motivo de adoração, louvor e gratidão ao seu Criador, lembrança do grande feito e um dia de descanso. A sua guarda como memorial da criação divina sempre seria uma bênção e proteção contra as investidas do inimigo maior e de suas humanas instrumentalidades, após a sua queda. Se o homem não tivesse se afastado dos conselhos do Pai Celestial nunca teria havido algo como a teoria da evolução, a geração espontânea e um sem número de teorias com que o homem pretende substituir a glória de Deus como supremo criador do universo e de toda a forma de vida nele existente.

Todos os patriarcas guardaram o sábado da criação. A semana é uma herança do Éden. Toda a forma de contagem do tempo tem uma explicação, como o dia, o mês, o ano e as estações, entre outros. Apenas a semana, observada universalmente por todas as eras e por todas as civilizações não tem uma origem lógica, mas apenas a lógica da criação, segundo a Bíblia Sagrada.

Após o pecado, a degradação, a degeneração da espécie e sua destruição pelo dilúvio houve um novo começo com Noé e seus descendentes. Poucas gerações após o dilúvio e a rebelião voltou a manifestar-se, até a grande separação provocada pela mistura das línguas. A promessa de Deus ao primeiro casal feita após o pecado foi repetida a Abraão, a Isaque e a Jacó.

Durante séculos a nação formada pela descendência desses patriarcas, foi mantida na mais vil, abjeta e cruel escravidão no Egito, subjugada pelas tradições, cultura e religião de seus opressores. Mas a promessa do Senhor persistiu e atravessou os séculos, de geração em geração. O fato é que o jugo imposto a toda a multidão dos hebreus não lhes permitia exercer livremente sua religião, cultuar o Seu Deus e observar o que Ele lhes havia prescrito.

Não tinham liberdade de guardar o dia santificado pelo Criador. O jugo lhes era por demais pesado. Não lhes era dado descanso e não fora a intervenção divina, não haveria esperança para esse povo; teria ele sucumbido da sua fé. Por terem durante tanto tempo sido obrigados a trabalhar no dia do Senhor haviam até se esquecido dele.

Afinal, depois de uma seqüência de atos e fatos maravilhosos o povo de Deus foi milagrosamente livrado da sua escravidão, conforme Suas promessas contidas nas Sagradas Escrituras. O reconhecimento da História Universal é concludente, descrevendo em palavras fortes este acontecimento, que não é apenas um fato bíblico, mas, sobretudo um fato histórico. Eis o seu testemunho: “Outras nações tinham os seus deuses, a quem pediam auxílio e proteção, mas o Deus dos Hebreus era o único a fazer promessas a Seu povo. Os judeus foram finalmente libertados da escravidão do Egito por Moisés, uma das mais extraordinárias figuras da História (A História do Homem nos Últimos Dois Milhões de Anos, editado por Seleções do Reader´s Digest, pag. 85).

A grandeza do extraordinário líder foi reconhecida não somente pela História, mas sobretudo pelo Deus Eterno, que o honrou sobremaneira, chamando-o de “o homem mais manso da terra” (Números 12:3).

Existem provas inequívocas na Bíblia de que o sábado era guardado antes do Sinai. E, quando o próprio Deus escreveu, Ele mesmo, com letras de fogo em tábuas de pedra a Sua eterna Lei Moral, assim gravou Ele o quarto mandamento: “LEMBRA-TE do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado DO SENHOR TEU DEUS: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. PORQUE EM SEIS DIAS FEZ O SENHOR OS CÉUS, E A TERRA, O MAR, E TUDO QUE NELES HÁ, E AO SÉTIMO DIA DESCANSOU: portanto ABENÇOOU O SENHOR O DIA DO SÁBADO E O SANTIFICOU” (Êxodo 20:8-11).

O texto sagrado inicia-se com a palavra LEMBRA-TE, porque os séculos de escravidão no Egito fizeram com que dele quase se esquecessem completamente. O Senhor repete, nesse mandamento, as palavras e a razão proferidas no ÉDEN, quando descansando de Sua obra, abençoou e santificou o sétimo dia: “Porque em seis dias FEZ O SENHOR OS CÉUS, E A TERRA, O MAR E TUDO QUE NELES HÁ” (Gênesis 20:11).

Ainda há outra razão para a palavra LEMBRA-TE, mas que é destinada aos cristãos nos dias atuais. Deus conhece o ódio de Satanás por Sua Lei e especialmente pelo Seu sábado, que é um testemunho eterno do Seu poder criador. Antevendo no futuro as tentativas do inimigo em subverter essa Lei Ele mostrou o poder por meio do qual ele atacaria e obteria êxito parcial em seu intento, por meio de Roma, fazendo com que quase todo o cristianismo se esquecesse do sagrado e eterno mandamento. Por esta razão é que está escrito: “E cuidará em mudar os tempos e a Lei” (Daniel 7:25). A palavra CUIDARÁ denota o seu desejo, o seu intento em mudar a Lei e não a sua mudança absoluta, porque o Grande Legislador jamais o permitiria, tendo sempre um povo que manteria viva a chama do Evangelho Eterno e a guarda e o cuidado de Sua santa Lei.

Mesmo na mais acérrima perseguição e mais intensa opressão do período medieval, quando os que eram flagrados guardando o sábado eram condenados à fogueira como “judaizantes”, pela Santa, ou melhor, diabólica Inquisição, Deus tinha as suas fiéis testemunhas na Etiópia, na África, e nas montanhas do Piemonte, entre os Valdenses e Albigenses, dentre outros povos fiéis ao Eterno Evangelho.

No futuro próximo este dia sagrado será restaurado a seu devido lugar. As mensagens angélicas do livro do Apocalipse não deixam dúvidas: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o EVANGELHO ETERNO, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e daí-Lhe glória, pois vinda é a hora do Seu juízo. E ADORAI AQUELE QUE FEZ O CÉU E A TERRA, E O MAR, E AS FONTES DAS ÁGUAS” (Apocalipse 14:6 e 7). E Ele identifica o anjo, ou o mensageiro, ou o povo que daria esta mensagem: “Aqui está a paciência dos santos: AQUI ESTÃO OS QUE GUARDAM OS MANDAMENTOS DE DEUS E A FÉ EM JESUS (Apocalipse 14:12).

Note-se a identidade da mensagem Angélica, com o mandamento do sábado e com a mensagem proferida no Éden, em que o Criador reivindica a Sua glória como Criador de todas as coisas, circunstância somente existente no mandamento do sábado do sétimo dia.

O sábado foi guardado pelo verdadeiro povo de Deus, não apenas no Éden, pelos patriarcas e profetas, por Jesus e os apóstolos, mas pela “igreja do deserto”, perseguida pela sanha papal durante 1.260 anos, mas afinal vitoriosa, mesmo com o sangue derramado por milhões de santos do Altíssimo, chamados “hereges” pelo maior de todos os hereges, comandado por Satanás e assentado em seu trono em Roma.

Os não judeus eram chamados estrangeiros ou gentios. O próprio Deus estabelecera privilégios a eles, iguais aos que eram concedidos aos idosos, aos órfãos e às viúvas, porque “Deus não faz acepção de pessoas, mas que lhe é agradável todo aquele que, em qualquer nação O teme e obra o que é justo” (Atos 10:34 e 35).

O povo Hebreu deveria ter sido uma luz para o mundo. Entretanto, os privilégios a eles concedidos do conhecimento das verdades de Deus que deveriam transmitir às nações foram por eles esquecidos e pervertidos. Julgando-se superiores erigiram em redor de si um muro de preconceito e de desprezo aos estrangeiros, a quem deveriam beneficiar.


Mas Deus fizera provisão para estes e prometeu explícita e claramente, olhando para o futuro distante, para os dias da restauração das verdades do Evangelho Eterno, uma bênção especial sobre os que participarem desse movimento. Eis o que diz a Sua Palavra: ”Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar. Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de fazer algum mal. E não fale o filho do estrangeiro, que se houver unido ao SENHOR, dizendo: Certamente o SENHOR me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança: Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao SENHOR, para o servirem, e para amarem o nome do SENHOR, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração... porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. (Isaías 56:1-7).


Ao mencionar os filhos dos estrangeiros, Deus Se referia àqueles que no futuro, isto é, hoje, a Ele se uniriam no propósito de reparar as brechas feitas em Sua Lei Eterna, como está escrito: “E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse”. (Isaías 58:12-14).

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