ROMA, A GRANDE BABILÔNIA

Ao explicar o sentido de suas palavras João não deixa nenhuma dúvida a respeito de qual poder está falando. Ele representa politicamente como um animal, uma besta, este poder. Mas ao representar o mesmo poder de um ângulo religioso ele o representa como uma mulher, na realidade, uma prostituta, símbolo de uma igreja apóstata e idólatra. Ele se refere à última forma de governo do império romano, o governo papal, assentado sobre o poder herdado do império romano.

João afirma: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre MUITAS ÁGUAS; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; e na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra” (Apocalipse 17:1-5).

Como não poderia deixar de ser a visão assombrou o apóstolo e profeta de Deus. Ele continua: “E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração. E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres” (Apocalipse 17:6 e 7).

Para arrematar esta questão ele ainda afirma: “Aqui há sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis (ou formas de governo, do grego basileos): cinco já caíram, e um existe; outro, ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição” (Apocalipse 17:9-11). Aparentemente o texto parece um enigma insolúvel, MAS DEUS NÃO DEU MISTÉRIOS INDECIFRÁVEIS, AOS SEUS SERVOS, MAS UMA REVELAÇÃO.

Que ele está se referindo a Roma, não há dúvida. A besta romana é o quarto animal da profecia de Daniel 7 e de Apocalipse 13. Na época em que ele escrevia e disse haver sentido e sabedoria, qual era a forma de governo que se assentava no poder em Roma, a besta? A resposta é clara: O império, cujo governante era, na época, o cruel, monstruoso e sanguinário imperador Cláudio César Nero.

Cinco autoridades ou formas de governo já haviam caído em sua época, ele afirmou. Foram os REIS (primeira); os CÔNSULES (segunda); os DITADORES (terceira); os TRIBUNOS (quarta) e os DECÊNVIROS (quinta). Um existe: OS IMPERADORES (sexta). Outro ainda não é vindo, OS PAPAS (sétima). Aqui é que o apóstolo clama pela sabedoria e entendimento dos destinatários da sagrada mensagem. Quando ele afirma que “outro” não é vindo ele continua: “E, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição”. (Versos 10 e 11).

Os sete montes que o profeta menciona são pontos turísticos da cidade de Roma, mundialmente famosos e constantes dos compêndios escolares e das agências de turismo no mundo todo: são os montes Aventino, Palatino, Viminal, Quirinal, Esquilino, Capitolino e Ceólio. Estes montes são citados para não restar absolutamente nenhuma dúvida a respeito da cidade a que se referem.

João afirma categoricamente e de maneira direta: “A mulher que viste é a grande cidade que REINA sobre os reis da terra”. (Apocalipse 17:18). Ora, qual a cidade que dominava o mundo e reinava sobre todos os reis da terra quando, por volta do ano 100 da era cristã ele vivia e escreveu esta profecia? A resposta não deixa nenhuma dúvida: ROMA! E para eliminar qualquer resquício de sofisma sobre a besta que subiu do mar, a Palavra de Deus esclarece, tratando do assunto: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas (Verso 15), não haverá nenhuma dúvida que este poder subiu de uma região densamente povoada, ou seja, a Europa, o velho mundo, parte da Ásia e da África.

ROMA, A BESTA QUE SUBIU DO MAR

“E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia” (Apocalipse 13:1).

Inquestionavelmente cumprida a profecia, a História mostrou ser Roma o quarto império descrito no livro de Daniel. Mais de 600 anos depois outro profeta foi levantado por Deus para falar sobre o mesmo assunto. João, apóstolo de Jesus e conhecido por “O Discípulo Amado”, já no fim de sua vida recebeu diretamente do Salvador as revelações sobre a história do cristianismo e os últimos acontecimentos que haveria e hão de sobrevir ao nosso mundo.

Exilado na inóspita ilha de Patmos transcreveu estas revelações para aquele que se tornou o último livro da Bíblia Sagrada, conhecido por O Livro da Revelação ou O Apocalipse de São João. A palavra “apocalipse” deriva de dois vocábulos gregos que significam, literalmente, OCULTAMENTO E REVELAÇÃO, ou seja, o que para muitos é um emaranhado de mistérios, para outros é a revelação de Deus, preparando-os para o futuro.

É como foi manifestado por Daniel: “... e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10). O início do livro atesta isto: “REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar AOS SEUS SERVOS as coisas que brevemente devem acontecer...” (Apocalipse 1:1). Portanto, somente aqueles que buscarem a verdade como a um tesouro escondido é que a encontrarão e entenderão os segredos de Deus.

Roma teve até hoje sete formas de governo, que a profecia sagrada chama de “cabeças” (Apocalipse 13:1). Em todas as suas fases estas são as suas formas de governo: a realeza (753 a.C.), o consulado (510 a.C.), a ditadura (500 a.C.), os tribunos (493 a.C.), o decenvirato (450 a.C.), o império (30 a.C.) e o papado (538 d.C.). É necessário ressaltar a lembrança de que tudo isto são fatos históricos e que não podem ser ignorados ou esquecidos. A aceitação dessas verdades não depende de fé, mas do conhecimento da história.

O triunvirato, que poderia ser citado também como uma forma de governo, não o foi, como diz o registro histórico: “O Triunvirato, que data o primeiro do ano 60 a. C., não foi uma forma legal de governo; foi tão-somente um arranjo particular pelo qual Pompeu, Crasso e Júlio César concordaram em chamar a si a administração, derrubando a supremacia do senado”(LIMA, Oliveira, História da Civilização, p. 127).

O domínio universal de Roma teve início quando derrotou definitivamente os gregos na histórica batalha de Pidna, no ano de 168 a.C. Daniel citou quatro impérios mundiais, através dos símbolos já ilustrados, a partir de quando começou a escrever sua profecia. João se referiu apenas ao último. Quando João escreveu o Apocalipse os três primeiros impérios já haviam passado, sido subvertidos, virado História. Ele já vivia nos tempos do quarto império mundial, o animal, “terrível e espantoso” e que tinha “dez chifres” ou cornos, ou pontas“ (Daniel 7:7), a mesma besta que João viu”, que tinha sete cabeças e dez chifres” (Apocalipse 13:1).

A expressão “que subiu do mar” está contraposta à outra citada no mesmo capítulo treze do livro da Revelação, que se refere a uma besta “que subiu da terra”. Ao considerar-se que o significado profético da palavra “mar” ou “muitas águas” representa povos, multidões e nações, como está escrito: “As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações e línguas” (Apocalipse (17:15), não haverá nenhuma dúvida que este poder subiu de uma região densamente povoada, ou seja, a Europa, o velho mundo, parte da Ásia e da África.

O SIGNIFICADO DA PALAVRA "BESTA"


Nos vários textos bíblicos em que são citados, animais simbólicos não existentes na fauna universal representam grandes reinos ou impérios, sempre com domínio ou influência mundiais e - é importante ressaltar - detentores do poder absoluto, tanto o poder civil e político, quanto o poder religioso. Tais animais, designados como bestas-feras, feras ou simplesmente bestas ganham importância marcante nos livros proféticos de Daniel, no Antigo Testamento e no livro do Apocalipse, no Novo.

Por meio de sonhos e visões foram anunciados a Daniel os acontecimentos futuros da humanidade, desde os seus dias até à volta de Jesus e o estabelecimento do Seu reino eterno.

Antes de ser manifestado o futuro por meio dos animais simbólicos Deus já o havia revelado, no capítulo dois do livro de Daniel, por meio de uma estátua representando quatro impérios mundiais. O primeiro, então dominante era Babilônia, citada nominalmente na profecia bíblica e representada pela cabeça de ouro da estátua. Três outros impérios o seguiriam, dando-se destaque ao último, que duraria até ao fim da nossa história, quando será destruído pelo estabelecimento do último reino da terra, o reino de Deus.

Este quarto império é Roma, representado pelas pernas de ferro da estátua e pelos dedos em parte de ferro e parte de barro. Os dedos da estátua são os dez povos que deram origem à Europa, após a queda política do império romano.

Na visão do capítulo sétimo foram mostrados a Daniel os quatro animais simbólicos, representativos dos quatro reinos citados. O Primeiro era como um leão e tinha asas de águia; o segundo semelhante a um urso, levantado de um lado, tendo entre os dentes três costelas; o terceiro semelhante a um leopardo, com quatro asas nas costas e quatro cabeças. Finalmente, o quarto animal, terrível e espantoso, com dentes de ferro e dez chifres.

Dentre estes dez chifres subiu outro chifre pequeno que destruiu três dos dez chifres mencionados. Na seqüência serão identificados os impérios representados pelas bestas, pois elas, segundo a mesma Palavra de Deus “são quatro reis (ou reinos) que se levantarão da terra”. (Daniel 7:17).

No capítulo oitavo são mostrados e revelados a Daniel a identidade do segundo e terceiro reinos, também simbolizados por animais estranhos ou “bestas”. Quando Daniel recebeu esta visão o império babilônico já havia sido subvertido, conquistado pelos medos e persas, comandados por Dario e Ciro, respectivamente.

O primeiro animal ora referido era semelhante a um carneiro com dois chifres, sendo que um chifre era maior do que o outro, assim como o urso levantado de um lado significava ser um maior do que o outro. Ambos simbolizavam o mesmo império Medo-persa.

O animal ou besta que se seguiu era semelhante a um bode, com um notável chifre entre os olhos, que destruiu o carneiro medo-persa. Eis a revelação da própria Bíblia Sagrada: “Este carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia; Mas o bode peludo é o Rei da Grécia; e o chifre grande que tinha entre os olhos é o rei primeiro”. (Daniel 8:20 e 21).

É mencionado que o bode se engrandeceu em grande maneira; mas “estando em sua maior força aquele grande chifre foi quebrado...” (Daniel 8:8). Ora, nada mais claro, confirmado plenamente pela História Universal.

O império Babilônico foi conquistado pelos medos e persas no ano 539 a.C. Por sua vez, o império medo-persa foi conquistado em 331 a.C. pelos gregos, liderados por seu líder maior, Alexandre o Grande. Ele, o extraordinário líder, guerreiro e estadista é o chifre que foi quebrado na sua maior força, representado por sua morte súbita e prematura, quando tinha pouco mais de 33 anos de idade. O Reino da Grécia teve domínio até o ano 168 a.C.

Assim, a própria Palavra de Deus cita nominalmente três dos quatro reinos ou bestas mencionados na profecia de Daniel:

O primeiro, O império de Babilônia, a cabeça de ouro da estátua (Daniel 2:38) e o leão com asas de águia (Daniel 7:4).

O segundo, o império da Média e da Pérsia, o peito e os braços de prata da estátua (Daniel 2:32 e 39) o urso com três costelas entre os dentes (Daniel 7:5) e o carneiro com dois chifres (Daniel 8:3 e 20).

O terceiro, o império da Grécia, o ventre e as coxas de cobre da estátua (Daniel 2:32), o leopardo com quatro asas nas costas e quatro cabeças (Daniel 7:6) e o bode peludo com um grande chifre entre os olhos (Daniel 8:5 e 21).

O quarto e último império será considerado à parte, a seguir, pois é sobre ele que as profecias apontam, nomeando-o como o último império mundial da história da humanidade, referido no livro de Daniel, repetido no livro do Apocalipse, o qual lhe acrescenta outro tipo de poder, terrível e espantoso que se lhe aliará, no último combate contra o Deus Altíssimo e as Suas fiéis testemunhas.

As palavras de Daniel são aterradoras ao se referirem ao quarto Reino, na visão da estátua: E o quarto reino será forte como ferro; pois como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as cousas, ele esmiuçará e quebrantará” (Daniel 2:40). Falando sobre o mesmo império ou poder assim ele o descreve: “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez pontas”. (Daniel 7:7).

Deste quarto reino é que sairia o poder papal, representado por um chifre ou uma ponta pequena, que antes de assumir o pleno poder em todo o mundo teve que eliminar os três reinos bárbaros arianos – Hérulos, Vândalos e Ostrogodos - que o impediam de ascender ao domínio mundial, que exerceu durante 1260 anos. Assim o profeta já o descrevia, no verso seguinte: “Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nesta ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente” (palavras de blasfêmia contra o Todo-Poderoso Deus, como será mostrado adiante).

Continua na parte IV...


O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS SELO, SINAL E MARCA

As palavras que representam e indicam o prenúncio do fim e de que lado as pessoas estarão no grande conflito final prestes a abater-se sobre a humanidade são sinônimas, praticamente idênticas, diferenciando-se semanticamente apenas na letra.

O Novo Dicionário Aurélio da Língua portuguesa, 3ª. Edição revista e atualizada assim as define, resumidamente:

SELO: sinal, cunho distintivo, marca.

MARCA: Sinal que se faz num objeto para reconhecê-lo.

SINAL: Símbolo, indício, marca.

A palavra SELO, no contexto e na época em que o profeta recebeu as revelações do livro do Apocalipse tinha um significado e conotações diferentes dos que normalmente são conhecidos e entendidos nos dias modernos.

Hoje esta palavra está praticamente adstrita ou resumida ao seu significado filatélico, ou seja, quando se fala nela imediatamente vem à mente a lembrança de correios, carta, comunicação postal.

Pelo costume e pela legislação hoje em vigor é necessário que se pague pelo envio de uma correspondência e este pagamento se dá através da compra de selos de valores diversos que, depois de utilizados deixam de ter valor, a não ser para colecionadores que se dedicam a este tipo de “hobby”, ou “mania”, como tantos outros hoje em moda.

No passado os governantes, reis, príncipes e imperadores principalmente, tinham os seus brasões, bandeiras e sinetes, como hoje as nações ainda têm os seus símbolos nacionais. Os sinetes serviam para dar autenticidade a uma lei ou decreto promulgado pela autoridade que os emitia, e eram usados em uma espécie de anel que o seu possuidor como que “carimbava” o documento, depois de marcá-lo com uma espécie de cera ou tinta, tornando-se o mesmo símbolo de sua validade e autoridade.

Hoje, com o sistema democrático vigente na maior parte do planeta e a limitação do poder de governar, praticamente deixaram de existir estes símbolos do poder. Em seu lugar os governantes e autoridades em qualquer esfera utilizam-se dos carimbos, geralmente artefatos de madeira, metal e borracha, que têm a mesma finalidade que tinham aqueles sinetes. E mesmo os regimes totalitários têm o mesmo procedimento.

Em todos os casos o sinete ou selo, antigamente, ou o carimbo, nos dias atuais deveriam e devem conter, no mínimo três características indispensáveis para a identificação da autoridade responsável por sua aposição:

- O NOME da autoridade que o emitiu ou assinou. Exemplos: Nome – Tibério César; ou Luiz Inácio Lula da Silva.

2º - O CARGO ou função dessa mesma autoridade. Exemplos: Cargo – Imperador; ou Presidente.

- A JURISDIÇÃO ou domínio que esteja sujeita a essa autoridade. Exemplos: Império Romano; ou República Federativa do Brasil.

Assim, ao assinar uma lei ou um documento oficial o mandatário maior dos Estados Unidos da América - hoje - aporia sua assinatura em um papel carimbado com as seguintes características: Barack Hussein Obama - Presidente – Estados Unidos da América.

O chefe de Estado do Vaticano, conhecido por papa e mandatário absoluto da Igreja Católica Apostólica Romana assim assina os seus decretos pontifícios, seus atos e fatos administrativos e suas decisões canônicas, com força de lei: Bento XVI – Papa (Bispo de Roma) – Igreja Católica Apostólica Romana.

E o Deus Altíssimo, o Rei do Universo, como assinaria ou "selaria" a Sua Lei? Certamente da forma estabelecida em Sua Palavra, ou seja:

Seu nome: O SENHOR.

Seu cargo: CRIADOR.

Seu domínio e jurisdição de Sua autoridade: OS CÉUS, E A TERRA, O MAR E TUDO QUE NELES HÁ.


Existe em Sua Lei estas características existentes em todas as leis de cunho humano, esclarecedoras da autoridade que assina, promulga ou “sela” qualquer lei ou decreto? Esta pergunta está corretamente respondida pela própria Palavra de Deus, de maneira que não se pode contestar, comentada na seqüência deste assunto.


Continua na parte III...



INTRODUÇÃO

O que é o sinal ou selo de Deus e a marca da Besta? Qual o significado da palavra besta? Este talvez seja o principal assunto de que trata o livro da revelação, o apocalipse, relativamente ao futuro próximo, imediato, que irá desencadear as mais profundas alterações nos relacionamentos humanos, cujos alicerces já estão profundamente fincados e que irão assombrar o mundo. Nunca a profecia divina falhou. Acompanhe com espírito crítico nossa explanação e verifique a sua autenticidade e veracidade.

O objetivo maior deste trabalho é esclarecer de maneira convincente e isenta os bastidores e a eclosão da maior crise da história humana e a maior controvérsia de todos os séculos: a cristalina, repetida, completa e perfeita identificação do real e verdadeiro significado desse tema e quais serão as pessoas que estarão sujeitas a ser assinaladas ou com o selo de Deus ou com o sinal da Besta. O último livro da Bíblia Sagrada manifesta de forma impressionante as características daqueles que estarão do lado de Deus ou de Satanás na última grande batalha da história da humanidade.

Incontáveis multidões estarão sendo conduzidas pelo inimigo de Deus e pai da mentira para um combate inglório contra o Senhor dos Exércitos e suas fiéis testemunhas, num caminho sem volta rumo à perdição, a menos que despertem a tempo para as verdades reveladas para o tempo do fim.

Ninguém ficará neutro na última grande crise da humanidade. Somente existirão dois caminhos: o do bem e o do mal; o de Jesus Cristo e o de Satanás. Muitos poderão imaginar-se indiferentes diante da grande crise, mas para estes é oportuna a categórica afirmação do Salvador: Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mateus 12:30).

Não haverá a possibilidade de alguém se posicionar “em cima do muro”, conforme se costuma dizer das pessoas que não se decidem por um lado de qualquer questão. Conforme veremos adiante a neutralidade, neste caso, significa oposição.

Ao longo de cerca de seis milênios da história do homem na terra, desde a sua criação, ficou patenteado aos olhos de todo o universo, de todas as criaturas inteligentes criadas por Deus, os resultados do pecado, da desobediência aos Seus mandamentos sagrados, da transgressão desenfreada testemunhada em nossos dias.

Chegamos ao tempo do fim, predito nas Escrituras. O próprio Criador afirmou, referindo-se à época em que vivemos: “A terra pranteia e se murcha...na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna.” (Isaías 24:4 e 5).

Todos os sinais preditos por Jesus que antecederiam Sua volta estão cumpridos. Quando Seus discípulos Lhe perguntaram diretamente: “Dize-nos quando serão estas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?” (Mateus 24:3), esta foi sua resposta clara, direta e enfática:

“E Jesus, respondendo disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, pois é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores....E por se multiplicar a iniqüidade o amor de quase todos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, E ENTÃO VIRÁ O FIM. (Mateus 24:4-14).

Alguém poderia apropriadamente dizer: Estas coisas sempre aconteceram. Terremotos, desastres na natureza, inundações, pestes, fomes, guerras e outros sinais apontados por Jesus sempre foram comuns na história da humanidade. Mas comparem-se todos os acontecimentos mencionados em todos os séculos da história conhecida com os acontecimentos do último século!

Duas guerras mundiais, incontáveis conflitos regionais, o cancro do terrorismo, o aparecimento de moléstias incuráveis, pandemias, desastres ecológicos provocados pelo aquecimento global e o efeito-estufa, a exploração da fé e da credulidade por pessoas e instituições inescrupulosas, que pregam as curas milagrosas, a teologia da prosperidade, ou seja, ensinam a prosperidade material e se esquecem de pregar o arrependimento dos pecados, o novo nascimento pela decidida renúncia do mal, a verdadeira conversão, e o anúncio do reino vindouro de Jesus, a Sua breve volta a este mundo, cumprimento da maior de todas as promessas do Deus Altíssimo.

O apóstolo Paulo prenunciou para os nossos dias: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto”. (Romanos 8:22).

O mesmo apóstolo previu a extrema corrupção dos últimos dias: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo a aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te”. (II Timóteo 3:1-5).

Todos os sinais que antecederiam a volta de Jesus, anunciados na Bíblia, estão cumpridos, com exceção de três: A pregação final do Evangelho Eterno, anunciado por Ele mesmo e por João no livro de Apocalipse, o assinalamento de todas as pessoas que estiverem vivas em todo o mundo, quando nessa separação uns receberão o selo de Deus e outros o sinal, ou a marca da besta e o fechamento da porta da graça e o consequente derramamento das últimas sete pragas.

Continua na parte II...

Deus é o supremo Criador do universo, cujos caminhos são insondáveis e cujo infinita misericórdia e justiça estão acima da compreensão humana. Eis o que manifesta a Sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada: "O teu caminho, ó Deus, está no santuário" (Salmos 77:13)

Qual a impo
rtância e significado desse verso bíblico no contexto da redenção da humanidade? Poucas pessoas há que possam discernir a sua importância no conhecimento e interpretação das solenes verdades nele contidas. TODO o ensinamento bíblico judaic0-cristão estão resumidos na simbologia e no ritual do santuário, tanto o antigo instituído no deserto por Deus por direta orientação dada a Moisés, quanto o extraordinário templo construído por Salomão e depois reconstruído por Esdras e ainda mais tarde por Herodes.

O magnificente templo de Salomão foi considerado como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Entretanto ele obedecia em absolutamente todos os detalhes as proporções do modesto santuário construído no deserto, bem como continha todo o mobiliário, decoração, utensílios e tudo mais que foi mostrado por Deus para servir de modelo, conforme o santuário existente no Céu e que o próprio Criador mostrou a Moisés, como está escrito, a respeito das instruções dadas para sua construção: "Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte" (Exodo 25:40). E, mais: "Então levantarás o tabernáculo conforme ao modelo que te foi mostrado no monte" (Exodo 26:30).

É importa
nte lembrar duas coisas de fundamental importância para a compreensão do presente estudo: As coisas de Deus são sagradas. Ele nada faz por mero capricho e todas as instruções contidas em Sua Palavra têm uma finalidade útil e proveitosa para Suas criaturas e Seus santos propósitos. Está escrito: "Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR teu Deus, QUE TE ENSINA O QUE É ÚTIL, e te guia pelo caminho em que deves andar" (Isaías 48:17).

Portanto
fica claro que o SENHOR, ao instituir as cerimônias do santuário terrestre, modelo do santuário celestial, tinha um objetivo prático, simbólico e instrutivo, para a comprensão da obra da redenção da humanidade, executada por Jesus, o Unigênito de Deus, que deu vida ao homem no Éden e deu a Sua vida na cruz para que a vida humana pudesse ser perpetuada por Seu sacrifício vicário, ou seja, substituto.

A morte na
cruz e Sua ressurreição abriram a oportunidade para que o homem condenado à morte eterna pudesse novamente ter a oportunidade de receber a vida eterna, perdida no Éden, por ocasião do pecado de Adão e Eva, nossos primeiros pais. Eis a prova incontestável dessa afirmação: "Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo" (I Coríntios 15:21 e 22).

OS DOIS CONCERTOS:

Muitos cristãos sinceros têm ficado em perplexidade e dúvidas com relação à carta que Paulo, chamado o Apóstolo dos Gentios, escreveu para os de sua raça e religião, os HEBREUS. Esta matéria foi id
ealizada e escrita para responder às dúvidas manifestadas com realação aos dois concertos e à "abolição" da lei, que "envelheceu" o primeiro concerto, que por esta razão está perto de acabar (Hebreus 8:13).

Não se pode jamais esquecer que a justiça de Deus é eterna, que Ele não mente e não muda e que Ele cumpre todas as Suas promessas. "Para sempre, ó Senhor a Tua palavra permanece no Céu" (
Salmos 119:89).

O primeiro concerto da graça divina foi manifesto ainda no Éden, quando o Criador prometeu que a descendência da mulher pisaria a cabeça da serpente, (destruição de Satanás), ainda que à custa do sacrifício da cruz (a picada no calcanhar). A nudez do primeiro casal foi coberta com a pele do cordeiro morto para tal, simbolizando que a justiça de Cristo é que seria a sua veste simbólica dali em diante. A partir de então, foram instituídos os sacrifícios de animais perfeitos, cordeiros sem mancha, representando o verdadeiro Cordeiro de Deus que viria no futuro para tirar o pecado do mundo.

Sempre que o homem pecasse ofereceria, simbolicamente, o sacrifício de um animal, sobre o qual lançaria a culpa do seu pecado, manifestando arrependimento e fé no sacrifício vindouro, repres
entado pela morte do próprio Criador.

Quando o santuário foi levantado ele continha três partes: o pátio dos sacrifícios, o lugar santo e o lugar santíssimo. Na primeiro, cuja porta era chamada CAMINHO, eram sacrificados os animais sem mancha, diariamente, nos sacrifícios da manhã e da tarde. Na segunda, chamada VERDADE, os sacerdotes ministravam diariamente, lançando sobre a mesma a culpa do pecado dos adoradores, contaminando-a. Na terceira, chamada VIDA, era realizada a mais solene das festas cerimoniais, chamada O DIA DA EXPIAÇÃO. No décimo dia do sétimo mês o Sumo-Sacerdote, somente ele e somente naquele dia entrava no lugar santíssimo para fazer a purificação do santuário. Toda estas cerimônias não eram invenções dos hebreus, mas EXPRESSA DETERMINAÇÃO DE DEUS. Assim os hebreus adoravam e aguardavam o tão sonhado Messias. E ele veio no tempo certo e no lugar indicado. "Ele veio para o que era seu e os seus não O receberam" (João 1:11).

Quando Jesus, o Cordeiro de Deus, foi imolado na Cruz, exatamente na hora do sacrifício da tarde, o v
éu do templo que separava o lugar santo do lugar santíssimo foi rasgado de alto a baixo. O lugar mais sagrado da terra, indevassável aos olhos mortais ficou exposto para os sacerdotes apavorados por causa dos sinais que se seguiram à morte do Filho de Deus. Naquele momento tudo o que estava prefigurado no tão rico e representativo sistema sacrifical chegou ao seu final, tendo cumprido o seu objetivo por tantos e séculos e mesmo milênios. O tipo encontrara o antítipo, a sombra encontrara a figura. Assim é que Paulo escreveu que tudo aquilo, que como um ensinador, um aio, por tanto tempo conduzindo os adoradores havia sido pregado na cruz, deixado de fazer sentido.

Tudo o
que fora mencionado por patriarcas, profetas, e nos salmos, havia se cumprido na cruz, no que se refere à primeira parte do ministério de Jesus, o homem de dores que foi levado ao matadouro como um cordeiro mudo e levou sobre si o pecado de muitos, de todos aqueles que o aceitarem. (Salmos 22; Isaías 53).

O segundo concerto não é um concerto diferente do primeiro. É, igualmente, um concerto da graça de Deus com o homem. O que mudou é que tudo que prefigurava o Salvador por meio de símbolos deixou de ter utilidade, pois aquilo que era simbolizado como a luz da lua, antes de Cristo, passou a ser iluminado com o Sol da Justiça, ofuscando todo o antigo ritual e tornando-o desnecessário, por já ter cumprido o papel para o qual fora instituído (Apocalipse 12:1 e 2).

O Evangelho de Deus é eterno. Sua justiça e suas verdades são eternas. Sua Lei e Seu caráter são imutáveis, eternos. A Bíblia Sagrada, separada em duas partes - o Antigo e o Novo testamentos - não se contradiz. O Antigo testificava de Jesus, provido pelo Pai por meio de Seus fiéis mensageiros apontava para o Messias vindouro, e dEle testificava. O Novo apenas comprovou o que dEle estava escrito e relata a história de Sua vida e de Seu ministério. Ele confirma o Antigo e acrescenta luz no caminho da salvação do homem.

Há que se ter em conta que a carta aos Hebreus foi escrita para a nação que durante tanto tempo observara um ritual típico e que ao longo dos séculos foi deixando de enxergar o Messias prefigurado em seus símbolos e pela sua tradição foi cada vez mais se apegando aos rituais pelos que eles eram e não pelo que simbolizavam.

Por esta
razão eles se obstinaram em renunciar e abandonar aqueles antigos ritos, o sacrifício de animais, a circuncisão, todos os simbolismos e rituais de sua fé. Foi para eles e nesse contexto que Paulo escreveu, para abrir-lhes os olhos e o entendimento, assim como Jesus falou aos discípulos de Emaús, Pedro falou no dia de Pentecostes, Estêvão falou no Sinédrio no dia em que foi apedrejado e Filipe falou ao eunuco etíope, no dia em que o batizou.

O capítulo 8 da carta aos Hebreus tem que ser estudado no seu contexto geral e especialmente com atenção ao capítulo 9. O Sumo Sacerdote do Novo Concerto é Jesus Cristo, que cumpre exatamente, no santuário celestial, o que
todo o povo do Antigo Testamento realizava por meio dos sumos-sacerdotes hebreus.

Existe um sa
ntuário no céu? Certamente, sem nenhuma sombra de dúvida. A Palavra de Deus estabelece que o primeiro santuário era apenas uma "alegoria", ou seja, um símbolo do verdadeiro santuário, construído não por mãos de homens, mas pelo próprio Deus, onde Jesus hoje oferece não sangue de cordeiros ou de outros animais, mas o Seu próprio sangue, incontaminado e precioso, para remissão de nossos pecados.

Leia, prezado amigo e irmão, todo o conteúdo da carta aos Hebreus, tendo em mente que Paulo escrevia para um povo especial, peculiar, mostrando as mudanças que tinham de acontecer na forma d
e adoração, visto que tudo que o primeiro sistema prefigurava havia se cumprido na pessoa de Jesus. Leia especialmente os capítulos 8 e 9, conjuntamente, e não haverá dúvida de que Paulo fala da eterna redenção que há em Jesus, que hoje, no lugar santíssimo do santuário celestial intercede por Seus filhos que nEle confiaram a sua vida e a sua salvação.


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