A ciência admite que a Terra evoluiu geologicamente, em um ciclo repetitivo de deposição e erosão. Segundo ela, as rochas também podem revelar a história da evolução biológica, através de fósseis de organismos cujos corpos ficaram preservados. É através do estudo desses fósseis que a ciência estabelece a idade de cada um, estabelecendo critérios para sua aferição. É, portanto, uma questão importantíssima a que trata dos sistemas de medição ou datação desses espécimes. É uma questão absolutamente fora de dúvida, para a ciência, que as condições ambientais têm que permanecer constantes, para que esta medição, por qualquer sistema, possa ser correta.

Eis uma testemunha insuspeita: "Uma camada uniforme de sedimentos revela que as condições ambientais permaneceram constantes, na época em que esses sedimentos estavam sendo depositados; mudanças de condições podem alterá-los. Quando os sedimentos sobem à superfície, talvez sofram erosão. Se as novas camadas sedimentares afundarem novamente e forem cobertas por mais sedimentos, o resultado é uma inconformidade, ou um passo fora de seqüência no registro geológico e fóssil. O princípio da superposição de estratos afirma que, em uma série de estratos, os inferiores foram depositados primeiro e os superiores depois. O mesmo princípio se aplica aos fósseis preservados na rocha. Assim, é possível calcular as idades relativas dos organismos fósseis" (Planeta Terra, p. 94, destaques acrescentados).

Ora, para uma datação ser confiável é necessário que as condições ambientais sejam constantes, homogêneas, que não mudem. Como foi registrado, qualquer mudança dessas condições podem alterar o seu resultado. Então, perguntamos: poder-se-ia conceber mudanças maiores e alterações ambientais mais drásticas e intensas do que as provocadas pelo dilúvio?

Todos os sistemas de medição ou datação são absolutamente confiáveis, mas somente até à época em que ocorreu o dilúvio, ou seja, até pouco mais de quatro mil e trezentos anos, não sendo eficazes para medir períodos anteriores a ele. Após a gigantesca catástrofe as condições ambientais foram total e drasticamente alteradas na Terra.

Assim se dá com a datação através da desintegração radiativa. Alguns elementos possuem formas diferentes, ou isótopos, com pesos atômicos diferentes. Por esse método os isótopos instáveis se desintegram em outros elementos.

Por exemplo, através do método do potássio argônico, o potássio-40 se desintegra em argônio-40. A meia-vida do potássio-40 é 1,3 bilhões de anos; isto significa que, após 1,3 bilhões de anos, metade do potássio-40 presente em uma rocha terá se convertido em argônio-40. A proporção de um e outro indica a idade da rocha. Este método é utilizado pelos cientistas para datar rochas que têm vários milhares de anos.

São vários os outros elementos que podem ser usados para esse fim. Dentre estes podem ser mencionados o rubídio-87/estôncio-87, o urânio-238/chumbo-206 e o carbono-14. Este, mais comum, é usado para datar rochas mais jovens e matéria orgânica. Sua meia-vida é de apenas 5.730 anos. O carbono-14 é criado quando os raios cósmicos atingem os átomos de nitrogênio-14 no ar. Os organismos vivos continuamente oxidam e absorvem o carbono em seus corpos. Enquanto o organismo permanece vivo, a relação entre o C-14, instável, e o C-12 (carbono-12), estável, permanece constante. Quando o organismo morre, o C-14 se desintegra e muda a proporção dos dois isótopos; pelo cálculo dessa proporção, os cientistas podem dizer há quanto tempo o organismo vivo morreu (O Planeta Terra, p. 95).

Em qualquer dos casos é necessário que as condições ambientais não se tenham alterado no período mensurado, sob pena de os resultados não refletirem a realidade dos fatos. Se o carbono-14 é criado quando os raios cósmicos atingem os átomos de nitrogênio-14 no ar, não resta dúvida de que estas datações não podem funcionar corretamente para medir períodos anteriores ao dilúvio.

As extensas camadas de nuvens que circundavam a Terra serviam de proteção ao bombardeamento dos raios cósmicos referidos, especialmente os raios infravermelhos e ultravioletas. É claro que este anteparo natural, ao precipitar-se na Terra sob a forma de chuva, não pode ter deixado de alterar as condições mencionadas.

A dendrocronologia é a datação que se baseia nos círculos dos troncos das árvores, e que tem por objetivo o estudo das variações climáticas do passado, em especial as dos períodos de seca ou de chuva. Pelo estudo de antiqüíssimas sequóias australianas de quase quatro mil anos de idade descobriu-se que o acúmulo de carbono-14 foi instável nos vários anéis da árvore. A instabilidade ambiental foi a causa de haver maior ou menor acúmulo do carbono-14, nos seus anéis, ocorrendo variações de ano para ano.

De acordo com o entendimento dos cientistas, a fossilização ou transformação de matéria orgânica em pedra não ocorre em períodos de milhões de anos, assim como o carvão, o gás natural e o petróleo. Estes são combustíveis fósseis criados pela deterioração de matéria orgânica.

As reservas terrestres de petróleo, segundo eles, são a herança do plâncton, das algas e de outras criaturas marinhas que viviam no leito oceânico há milhões de anos. À medida que os sedimentos marinhos se acumularam, seus restos entraram em decomposição, cada vez mais no fundo, e criaram os combustíveis fósseis moléculas líquidas e gasosas de hidrocarboneto, que podem ser queimadas para fornecer energia.

Ocorre que todas as condições para a formação do petróleo e do gás natural, como temperatura e densidade de rochas, existiram no período pós-diluviano, não sendo necessários os períodos invocados pela ciência. Os diamantes, por exemplo, podem ser formados imediatamente, sob condições de calor e pressão intensos, a grandes profundidades. Eles são constituídos de carbono, à semelhança da grafite que, se submetido a uma temperatura de 1.650 graus centígrados e a pressões de 50.000 a 100.000 atmosferas (atm), comprime-se e se converte naquela estrutura dura e cristalina.

Enfim, tudo o que se pode depreender do exposto é que toda a estrutura na qual se firmam os evolucionistas para defender a sua teoria esbarra no dilúvio universal. A sedimentação, a formação dos fósseis, as datações, enfim, tudo que exigiria a incidência de períodos imemoriais de tempo podem ser explicados levando-se em conta o dilúvio universal e suas conseqüências. Os períodos glaciais e as mudanças no clima da Terra, por exemplo, têm explicação lógica e racional, se estudados sob este prisma.

Segundo a ciência, "a temperatura média do planeta se elevou e caiu periodicamente, produzindo quentes degelos e prolongadas eras glaciais. Alguns cientistas supõem que ligeiras variações na inclinação do eixo terrestre podem acarretar estas flutuações térmicas" (Tempo e Clima, Time Life-Editora Abril, p. 142). Estas variações na inclinação do eixo da Terra naturalmente provocaram grandes mudanças no clima do planeta, mas de forma súbita, imediata, como provam os fósseis de animais antes mencionados, que tiveram sua vida interrompida abruptamente.

Sobre como elementos orgânicos podem transformar-se subitamente, existem os exemplos das cidades italianas de Pompéia e Herculano, destruídas pela erupção do Vesúvio, no ano de 79 d. C. Embora Pompéia fosse famosa nos tempos romanos, ela permaneceu perdida para a história durante quase 1.700 anos, soterrada sob as camadas de cinza e pedra-pomes rocha vulcânica espumosa cuspidas pelo Vesúvio.

"Somente em 1.748 Pompéia foi redescoberta e desenterrada. Protegida da ação dos elementos sob uma coberta de cinzas, sem ar, Pompéia emergiu estranhamente intacta quase da maneira que estava na manhã em que o Vesúvio entrou em erupção" (O Planeta Terra, p. 74). Os corpos dos seus habitantes apareceram intactos, mas petrificados pela cinza endurecida do vulcão. Não foram necessários milhares ou milhões de anos. Este acontecimento data de pouco mais de 1.700 anos.

Finalizando as referências ao dilúvio, pode-se afirmar que suas águas encheram a Terra de maneira gradativa. Tal fato deu oportunidade a que animais de maior porte e mais capazes procurassem os lugares mais elevados, fugindo da terrível inundação. Esta fuga se tornaria tanto mais difícil quanto menores e inferiores fossem esses animais fugitivos.

Ora, animais como os braquiópodes e as trilobitas, que não conseguiram escapar do ímpeto das águas foram, naturalmente, os primeiros a ser cobertos de matérias sedimentares. Na medida em que aumentava a complexidade dos animais e sua capacidade para refugiar-se em regiões superiores, eram eles nestas sepultados.

Todos foram, afinal, submersos e tiveram seus corpos retidos nas diversas camadas de sedimentos que se formaram. Muitos permaneceram sobre a superfície da Terra quando acabou o dilúvio. Seria bastante estranho que um animal de grande porte se deixasse sepultar nas partes mais baixas, junto com as trilobitas, assim que as águas começaram a subir. Por esta razão é que a ordem dos fósseis não é prova para estabelecer-se qualquer teoria. Ela pode tanto servir para um evolucionista ou para um criacionista que creia no dilúvio. É apenas uma prova subjetiva.

O dilúvio mencionado na Bíblia e que é referido em todos os folclores mundiais não tem sido compreendido pela maioria das pessoas e nem considerado com a seriedade e importância de que se reveste. O ceticismo e relativo desinteresse por parte da ciência e a falta de conhecimento dos fatores a ele relacionados são os principais responsáveis pelas discrepâncias que se verificam entre parte dos cientistas e os relatos das Sagradas Escrituras, que não mentem e nem podem errar, porquanto são a Palavra de Deus escrita.

Por causa da corrupção geral do gênero humano, decidiu Deus destruir o mundo com todos os seus habitantes, a fim de preservar a promessa de redenção feita a Adão. De outro modo nenhuma esperança restaria, porquanto o homem se corrompera totalmente e a violência tomara conta da Terra, à semelhança do que se vê nos dias de hoje.

Está escrito: "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente . A Terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a Terra de violência. E viu Deus a Terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a Terra". (Gênesis 7:5 e 11-12).

Segundo as palavras de Jesus, as mesmas condições estariam imperando na Terra, por ocasião da Sua volta. É perfeitamente lógico depreender-se que, se Deus não pôde tolerar a maldade, a corrupção e a violência desenfreadas nos dias que antecederam o dilúvio, por que razão as toleraria nos dias de hoje? As palavras do Salvador são esclarecedoras: "... Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra? Como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem" (Lucas 18:8 e 17:26).

A sentença estava determinada para o mundo antigo, assim como está para o mundo moderno. Ela foi executada irremissivelmente no passado, com a sua destruição pelas águas, como o será no futuro próximo, com a volta de Jesus, pelo fogo. Nenhum ser vivo restou, a não ser os que foram preservados na arca. No futuro, nenhum ser vivo restará, a não ser os que forem preservados por Jesus. A destruição ocorrida no passado, portanto, prefigura a destruição que ocorrerá no futuro próximo.

Segundo a cronologia bíblica, o dilúvio iniciou-se no ano 2.348 a.C., ou seja, no ano 1.656 do início da Criação. Choveu torrencialmente, de forma contínua, intensa e intermitente, durante cento e cinqüenta dias. Nos primeiros quarenta dias as chuvas caíram sobre a Terra, até cobri-la completamente, mesmo aos mais altos montes que então existiam.

Depois de coberta a Terra pelas águas ainda assim as chuvas continuaram a cair com a mesma intensidade, agora por sobre o imenso oceano em que se transformara a Terra. Mas a causa dos grandes distúrbios que provocaram todas as alterações na face do planeta não foram apenas as chuvas. O interior incandescente da Terra foi revolvido e liberado, expelindo toda a massa ígnea nele existente.

O encontro das águas geladas precipitadas sobre a superfície, com o imenso volume das lavas incandescentes dela procedentes, provocaram o mesmo efeito que se verifica com o derramamento de um copo d'água numa chapa extremamente aquecida. Os vulcões assim liberados, os terríveis abalos sísmicos, os maremotos e tornados provocados pela revolta da natureza agitaram tremendamente toda a face do planeta. Este foi o cenário em que durante 150 dias revoluteou a arca, preservada única e milagrosamente pela Providência de Deus.

A Palavra de Deus inicia assim o relato do dilúvio: "No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, e houve chuva sobre a Terra quarenta dias e quarenta noites" (Gênesis 7:11-12). Note-se a diferenciação entre os dois fatores que provocaram o grande cataclismo: ao abrirem-se as janelas do céu, as Escrituras referem-se à chuva, propriamente dita. Entretanto, ao mencionar o rompimento das fontes do grande abismo, elas mencionam a liberação da massa incandescente e liquefeita que existia e existe no interior na Terra.

Durante os primeiros quarenta dias é feita a menção de que a chuva caía sobre, isto é, em cima da Terra, ou seja, sua parte sólida. Na seqüência do relato há que se entender que nos cento e dez dias seguintes ela se precipitou sobre as águas que haviam coberto toda a superfície do planeta.

Eis a continuação do relato inspirado: "E esteve o dilúvio quarenta dias sobre a Terra, e cresceram as águas, e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a Terra" (verso 17). Torna-se, assim, mais claro este fato, confirmado em sua seqüência: "E prevaleceram (ou continuaram) as águas, e cresceram grandemente sobre a Terra; e a arca andava sobre as águas; e as águas prevaleceram excessivamente sobre a Terra; e todos os altos montes, que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos. E expirou toda a carne que se movia sobre a Terra, tanto de ave como de gado e de animais selvagens, e de todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem. Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia em terra seca, morreu. Assim foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da Terra, o homem e o animal, os répteis, e as aves dos céus, foram extintos da Terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca. E prevaleceram as águas sobre a Terra cento e cinqüenta dias" (versos 18-24).

Somente depois de tudo quanto foi relatado é que a Bíblia, usando a linguagem figurada diz que Deus Se lembrou de Noé e dos que com ele estavam na arca. A expressão utilizada está de acordo com o princípio antes mencionado, para entendimento de um espectador ou observador, porquanto Deus em Sua presciência não poderia Se esquecer absolutamente de coisa alguma, principalmente do objeto de Seu extremo cuidado, pois para um elevado propósito executara o seu livramento.

Continua o relato: "E lembrou-se Deus de Noé, e de todos os animais selvagens e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; E Deus fez passar um vento sobre a Terra, e aquietaram-se as águas. Cerraram-se as fontes do abismo, e as janelas dos céus, e a chuva dos céus se deteve. E as águas se foram retirando de sobre a Terra (ou tornaram de sobre a terra continuamente, ou indo e tornando) e ao cabo de cento e cinqüenta dias as águas minguaram. E a arca repousou, no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate. E foram as águas indo e minguando até ao décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes. E aconteceu que, ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito" (Gênesis 8:1-6).

Importantes conclusões podem ser tiradas do texto bíblico. A primeira é a confirmação do período de cento e cinqüenta dias de chuvas. Somente depois deste período é que Deus, lembrando Se ou atentando para a arca e seus ocupantes, cerrou as fontes do abismo e as janelas do céu. Em conseqüência disso cessaram os terremotos, maremotos e tornados, aquietando-se todas as forças naturais liberadas. A arca, então, pôde finalmente repousar, isto é, deixar de ser sacudida pelos tremendos solavancos a que estivera sujeita durante tanto tempo.

A segunda conclusão é de que este repouso sobre os montes de Ararate significa não que ela estivesse estacionada ou ancorada em um monte, mas que ela pairava, boiando, sobre os montes mencionados, acima deles, que estavam cobertos pelas águas. Somente depois de mais de dois meses e meio é que os primeiros montes apareceram, com a diminuição das águas. A janela da arca somente foi aberta quarenta dias após o aparecimento dos cumes dos montes e do estacionamento da mesma.

Pode-se concluir o relato do dilúvio, no aspecto referido, com o texto bíblico: "E aconteceu que no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, as águas se secaram de sobre a Terra. Então Noé tirou a cobertura da arca, e olhou, e eis que a face da Terra estava enxuta. E no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a Terra estava seca" (versos 13-14).

Somente então Noé saiu da arca, onde permanecera por um ano e dezessete dias, porque nela entrara uma semana antes do início das chuvas. Por este fato pode-se avaliar a extensão e intensidade de toda a tragédia que se abateu sobre todo o planeta e não apenas circunscrita a uma região específica do mesmo, como muitos pretendem.

O Dilúvio bíblico foi um cataclismo terrível e universal, que destruiu toda a vida na Terra, à exceção das pessoas e animais que estavam abrigadas na arca construída para esse fim. Ele foi responsável por marcantes alterações das condições de vida existentes no planeta. Os períodos de mutação climática e ambiental para os quais são atribuídos milhões de anos, como os períodos glaciais, na realidade aconteceram de maneira súbita e rápida, provocados pela inclinação axial da Terra.

A ciência aceita e reconhece esta variação no eixo da Terra, atribuindo-lhe, entretanto, aqueles longuíssimos períodos. As conseqüências do dilúvio universal, se aceitas, demonstrariam que as mudanças verificadas na Terra foram mudanças súbitas, provocadas pelas drásticas alterações físicas ocorridas em sua superfície, atmosfera e subsolo. Houve uma transformação brusca e de grande amplitude de toda a crosta terrestre.

Quando as águas foram baixando deixaram sinais do movimento que faziam nos montes e montanhas em todas as partes do mundo, que não podem ser explicados a não ser pela ocorrência do dilúvio universal. Regiões como o nordeste goiano, no planalto central brasileiro, situadas a grandes distâncias das orlas marítimas, ostentam indelevelmente estes sinais reveladores.

As mudanças, portanto, foram terríveis. A incalculável massa líquida precipitada na superfície do planeta tem que ter alterado, inclusive, as forças a que os seus habitantes estavam sujeitos, como a própria força de atração gravitacional. Por esta razão é que o homem se tornou mais atarracado e teve reduzida a sua longevidade na Terra. O homem não evoluiu, mas, pelo contrário, involuiu. A diminuição de seu período de vida pode ser medida pela curva exponencial que se forma da comparação do tempo de vida dos patriarcas bíblicos antediluvianos e dos descendentes de Noé, após o dilúvio.

Uma das suas causas foi a permissão dada por Deus para que o homem comesse carne, como está escrito: "Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento, tudo vos tenho dado como a erva verde" (Gênesis 9:3). O misericordioso objetivo do Criador era de que o homem não prolongasse por vários séculos uma vida que se tornaria penosa pela maldição do pecado e de suas conseqüências.

O inimaginável volume das águas teve que se acomodar na superfície e subsolo do planeta, porquanto não poderia, toda ela, evaporar-se. Esta acomodação foi traumática. As fendas e reentrâncias da superfície terrestre provocadas pelos cataclismos foram o escoadouro natural para elas. Ao entrarem em contato com as partes incandescentes do seu interior causaram os inumeráveis terremotos e provocaram as erupções vulcânicas que continuaram a abalar a face do planeta, cujos resultados são sentidos até nos dias atuais.

Os terríveis abalos terminaram por provocar a divisão da Terra, na separação dos continentes. Até então compacta, toda ela possuía uma conformação única, constituída por um único e extenso bloco continental. No ano cento e um após o dilúvio, entretanto, houve a grande ruptura ou cisão do imenso continente e a Terra foi dividida em várias partes.

Este processo, admitido pela ciência e para o qual ela atribui milhões de anos e que chama de deriva continental , ocorreu de forma rápida, como se pode depreender da cronologia bíblica e de um texto específico.

Na época remota a que nos referimos era costume colocar-se o nome aos recém-nascidos caracterizando-os com a lembrança de algum fato marcante ou extraordinário que o associasse ao nascimento da criança. Ora, dificilmente poder-se-ia imaginar um fato mais extraordinário do que o rompimento da imensa placa continental e a sua separação em vários continentes.

Tal acontecimento deve ter provocado um inconcebível impacto aos seus contemporâneos, fato aproveitado por Eber, tetraneto de Noé, para dar o nome a seu filho, Pelegue, ou Faleque, cuja origem hebraica significa divisão . Está escrito, da cronologia dos descendentes de Noé: "E a Eber nasceram dois filhos: o nome dum foi Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a Terra..." (Gênesis 10:25).

O volume O Planeta Terra, da série Ciência e Natureza, editada conjuntamente pela Editora Abril e Time-Life, ao questionar sobre se existem provas da deriva continental ou separação dos continentes, declara: "Muitas pequenas evidências sustentam a crença de que os continentes pertenceram a uma só massa gigantesca que mais tarde se rompeu e se separou. O indício mais óbvio é o encaixe quase perfeito das costas de continentes distantes, tais como a América do Sul e a África, sugerindo que essas massas de terra já estiveram interligadas. Outras provas aparecem nos fósseis: restos idênticos de determinadas espécies vegetais e animais foram encontrados em continentes separados hoje por oceanos. Também os minerais contribuem com essa demonstração: depósitos de carvão na Antártida, por exemplo, mostram que existiram nos continentes climas que não seriam possíveis em suas localizações atuais. Prova adicional da deriva continental advém de formações rochosas semelhantes, nos dois lados do Atlântico, que caem abruptamente em uma costa e reaparecem sob forma idêntica na margem oposta" (Ob. cit., pag. 26).

A mesma fonte acrescenta: "Os conhecidos caracóis de jardim vivem em ambos os lados do Atlântico, uma massa de água que não poderiam atravessar por sua conta. Os geólogos acreditam que esses habitats afastados estiveram um dia lado a lado . Fósseis de samambaias Glossopteris e de répteis Lystrosaurus, Mesosaurus e Cynognathus estão espalhados por vários continentes, demonstrando que os continentes já estiveram ligados. Os oceanos atuais teriam impedido que esses habitantes terrestres migrassem" (Ibidem).

Segundo as Sagradas Escrituras o clima de toda a Terra, antes do dilúvio, era uniforme e agradável, não existindo as grandes variações de temperatura que hoje se verificam, especialmente entre as regiões polares e os trópicos e o equador. Não havia intempéries e a Palavra de Deus afirma que não havia chuva, mas um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da Terra (Gênesis 2:7). Isto está em harmonia com inúmeros fatos aparentemente inexplicáveis e que somente podem ser esclarecidos através do dilúvio universal e suas conseqüências, como os depósitos de carvão na Antártida, referidos na citação anterior.

No Alasca e na Sibéria, regiões hoje extremamente geladas descobriram-se cemitérios de mamutes que foram subitamente congelados. Restos de alimentos que somente existem em climas tropicais foram encontrados entre seus dentes, testemunhando que a glaciação foi um fato súbito e que o clima em que viviam era ameno. Nas mesmas regiões foram encontrados outros animais que somente poderiam sobreviver nesse tipo de clima, como leões, veados etc.

Recentemente foi lançado um filme em que é aventada esta possibilidade da glaciação repentina. O filme, denominado "O Dia Depois de Amanhã" , explora a possibilidade de as alterações atualmente verificadas no clima e o grande desequilíbrio que ameaça a vida, a ecologia e o meio-ambiente do planeta possam provocar os efeitos a que nos referimos acima.

Na foz de rios do Ártico e da Antártida foram encontrados, nas camadas mais profundas, sedimentos que comprovam que aquelas regiões já tiveram climas amenos e tropicais.

Causam assombro os monumentos da Ilha da Páscoa, no Pacífico. Situada a mais de três mil quilômetros da costa do Equador, aqueles obeliscos são testemunho silencioso de que uma grande calamidade interrompeu a sua construção.

Incontáveis estátuas permaneceram inacabadas e inúmeras outras apenas foram iniciadas. Mas permanecem dois fatos: somente seres de estatura avantajada poderiam lidar com objetos daquele porte e os imensos blocos monolíticos de pedra não poderiam ser transportados do continente. A catástrofe diluviana interrompeu aquelas obras e a separação dos continentes explica a questão da matéria-prima para sua confecção.
"Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 25:27). As palavras de Jesus mostram claramente como será a Sua vinda gloriosa a este mundo. Um relâmpago, ao cortar o firmamento, ilumina o céu e chama vivamente a atenção de quem o contempla. Nada pode ser comparado ao esplendor da glória do Senhor.

João afirma ser o rosto de Jesus resplande­cente como o sol: "... e o Seu rosto era como o sol, quan­do na sua força resplande­ce" (Apocalipse 1:16). O ful­gor da presença do Senhor é tão intenso que o profeta afirma não haver necessidade da luz do sol para ilumi­nar a Nova Jerusalém e a Nova Terra: "E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia e reinarão para sempre" (Apocalipse 22:5).

Pode-se, então, imaginar o espetáculo gran­dioso que será a vinda do Senhor Jesus, em poder e grande glória, com milhões dos Seus anjos: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da Terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajun­tarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mateus 24:30-31).

Os céus se enrolarão como um perga­minho. As montanhas tremerão, as ilhas sairão dos seus lugares, à aproximação do Grande Deus. Os grandes edifícios ruirão e multidões desespe­radas procurarão esconder-se da espantosa presença do Salvador a Quem rejeitaram.

É a própria Palavra de Deus que afirma: "E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das mon­tanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?" (Apocalipse 6:14-17).

O coro dos anjos encherá o firmamento. Ao som da trombeta de Deus os túmulos se abrirão em toda a extensão da Terra. Multidões dos resgatados ao poder da sepultura serão trazidas nos braços dos anjos até aos seus familiares e ami­gos que não experimentaram a morte. Um frêmito percorrerá a todos estes, ao sentirem, num ins­tante, num piscar de olhos, a transformação do seu corpo mortal no corpo glorioso semelhante ao de Jesus, com o qual viverão para sempre. A inexprimível alegria do reencontro com os entes queridos ressuscitados somente será su­perada pela contemplação da face de Jesus.

Os resgatados cantarão sua incomparável felicida­de, pela realização do seu mais acalentado sonho. E naquele dia se dirá: "Eis que este é o nosso Deus, a Quem aguardávamos, e Ele nos salvará. Este é o Se­nhor, a Quem aguardávamos; na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos" (Isaías 25:9).

Para os que rejeitaram a Jesus e a salvação, entretanto, o espetáculo da Sua vinda é algo terrível, e somente muito tarde estarão reconhecendo que a pregação da Sua vinda, que desprezaram e escarne­ceram, não era uma fábula tola.

O fogo consumi­dor que é a presença do Deus Todo-poderoso abra­sará e consumirá todos os que não foram transfor­mados e capacitados para esta hora: "Nuvens e obs­curidade estão ao redor dEle; justiça e juízo são a base do Seu trono. Adiante dEle vai um fogo que abrasa os Seus inimigos em redor. Os Seus relâmpagos alumiam o mundo; a Terra viu e tre­meu. Os montes se derretem como cera na pre­sença do Senhor, na presença do Senhor de toda a Terra. Os céus anunciam a Sua justiça, e todos os povos vêem a Sua glória" (Salmo 97:3-6).

Os ímpios, portanto, serão mortos pelo es­plendor de Sua vinda, pois não poderão suportar o fogo consumidor que é a glória da presença do Senhor. Está escrito: "Por causa da ira do Senhor dos Exércitos a Terra se escurecerá, e será o povo como pasto do fogo... Mas julgará com justiça os po­bres, e repreenderá com equidade os mansos da Terra; e ferirá a Terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio . Eis que o nome do Senhor vem de longe ardendo em Sua ira, e lançando espesso fumo; os Seus lábios estão cheios de indignação, e a Sua língua é como fogo consumidor" (Isaías 9:19, 11:14 e 30:27).

A linguagem utilizada por todos os profetas, no Antigo e Novo Testamentos, é uma lin­guagem que causa forte impressão e não deixa margem a qualquer dúvida, a respeito da terrível solenidade do extraordinário acontecimento. Che­gou o momento em que a violência, a impiedade e corrupção do mundo deverão sorver a taça da retribuição de tudo que plantaram. O dia do ajus­te de contas finalmente chegou. A paciência e longanimidade divinas, que por tantos milênios retardaram os juízos sobre um mundo impeniten­te, finalmente são removidas.

A Palavra de Deus declara os seus resultados, ma­nifestos no dia do Senhor: "Porque a indignação do Se­nhor está sobre todas as na­ções, e o Seu furor sobre todo o exército delas; Ele as des­truiu totalmente, entregou-as à matança. E os seus mortos se­rão arremessados, e com o seu sangue os montes se derrete­rão. E todo o exército dos céus se gastará, e os céus se enro­larão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide, e como cai o figo da figueira" (Isaías 34:2-4).

"Todas as advertências da Palavra de Deus serão cumpri­das nesse dia. Nenhuma delas faltará. Porque será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela luta de Sião. E os ribeiros se transformarão em piche, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em piche ardente . Porque eis que o Senhor virá em fogo, e os Seus carros como um torvelinho, para tornar a Sua ira em furor, e a Sua repreensão em chamas de fogo. Porque com fogo e com a Sua espada entrará o Senhor em juízo com toda a carne; e os mortos do Senhor serão multiplicados. Os que se santificam, e se purificam nos jar­dins uns após outros, os que comem carne de por­co, e a abominação, e o rato, juntamente serão con­sumidos, diz o Senhor" (Isaías 34:8-9 e 66:15-17).

Os textos seguintes da Palavra de Deus não deixam margem a dúvidas a respeito da ressurrei­ção dos justos, na volta de Jesus, quando os ímpios moradores da Terra serão castigados: "Os teus mor­tos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os seus mor­tos . Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra des­cobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos" (Isaías 26:19 e 21).

Este texto foi transcrito do capítulo 13 do título "A Volta de Jesus", disponível neste site, sob a indicação de "SÉRIE O TERCEIRO ANJO".
Esta matéria está sendo editada em consideração a um comentário postado na seção "NISTO CREMOS", tema: MORDOMIA, constante deste site e disponível na seção "TEMAS POLÊMICOS". -


A palavra dízimo, segundo o novo dicionário AURÉLIO da língua portuguesa em sua 3ª. Edição revista e atualizada é assim definida: [Do lat. decimu.] S.m. 1. A décima parte.

A Wikipédia – A Enciclopédia livre da internet manifesta-se sobre a origem bíblica da expressão da seguinte forma: Origem do Dízimo Religioso:

“O Dízimo nas religiões Abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos. Também o dinheiro era usado para assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Depois da destruição do Templo no ano 70 DC a classe sacerdotal e os sacrifícios foram desmantelados, assim os rabinos passaram a recomendar que os judeus contribuissem em obras caritativas.” (Wikipédia - A Enciclopédia livre da Internet).

É um ponto praticamente unânime em todos os credos religiosos e em qualquer círculo pertinente que a palavra dízimo, realmente, significa a décima parte. Não parece existir qualquer dúvida em ser este um ponto pacífico, universalmente aceito.

Mas esse assunto, não raro, é objeto de polêmicas, debates e contradições. Muitos são os que discutem a sua validade, obrigatoriedade e significado nos dias modernos, em especial pela voracidade demonstrada por alguns movimentos inescrupulosos que fazem do assunto motivo de obtenção de ganho e vantagens pessoais, injustas e indevidas.

Muitas vezes chega-se ao assédio de pessoas menos esclarecidas, pressionando-as, oprimindo-as e até enganando-as. Aproveitando-se de sua simplicidade e credulidade praticam o que podemos chamar de “estelionato da fé”.

A PROMESSA

O Deus Altíssimo e nosso Pai Querido afirma clara e categoricamente: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do Céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos venha a maior abastança. E por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide do campo vos não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10-12).

Estão em vigor ainda estas promessas e as bênçãos delas advindas? Ora, no mesmo capítulo, por meio do mesmo profeta, apenas um pouquinho antes de proferi-las, Ele, o Deus da Lei e da graça, o Deus da justiça e do amor proclama em palavras que até hoje estremecem os homens de fé: “Porque Eu, o Senhor, não mudo...” (Malaquias 3:6).

E acrescenta: “Honra ao Senhor com a tua fazenda, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e transbordarão de mosto os teus lagares”. (Provérbios 2:9 e 10).

Para não deixar nenhuma dúvida o Pai Querido declara a todos os Seus filhos: “Deus não é homem para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria Ele e não o faria? Ou falaria e não confirmaria?” (Números 23:19).

A PROPRIEDADE DE TODAS AS COISAS

Existem hoje, aliás como sempre existiram, pessoas, famílias e mesmo impérios possuidores de riquezas incalculáveis. Existe, mesmo nos nossos dias, uma revista americana – Forbes – que cataloga e “ranqueia” ou estabele um “rancking” das maiores fortunas atualmente existentes em nosso planeta.

Nela são citadas em ordem decrescente os nomes de pessoas e instituições que detêm as maiores riquezas, influência e poder. Mas tudo não passa de mera ilusão. Na verdade estas pessoas e instituições têm uma duração efêmera e passageira. A vida é tão curta, como uma flor que murcha ou uma nuvem que passa, no contexto do tempo, no infinito.

A Palavra Sagrada declara: “O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.” (Salmos 144:4).

Assim, as pessoas não são as donas das fortunas que ilusóriamente supõem possuir. Morrendo elas para quem ficam? Sua posse, domínio e – quem sabe? – proveito têm duração ínfima. Na verdade não são elas possuidoras dos bens que imaginam ter. Por um breve espaço de tempo elas simplesmente administram estes bens.

Os homens envelhecem e ainda assim não perdem sua avidez e seu apego às riquezas materiais. Por enorme que sejam as fortunas, não podem os seus possuidores comer mais, dormir mais ou viver mais do que as pessoas comuns ou normais. Parecem acreditar inconsciente e loucamente que jamais irão morrer e deixar para outros os seus bens.

A Palavra de Deus é clara a este respeito, esclarecendo e advertindo: “Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate deles (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes); por isso tão pouco viverá para sempre ou deixará de ver a corrupção (ou a morte). Porque vê que os sábios morrem, que perecem igualmente o louco e o bruto, e deixam a outros os seus bens. O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais que perecem.” Salmos 49:6-12).

Quem é então, na realidade o dono de todas as coisas? A resposta não poderia ser mais clara. Diz o Senhor e Criador: “Minha é a prata, e Meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos.” (Ageu 2:8). “Porque Meu é todo o animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes e minhas são todas as feras do campo.” (Salmos 50:10 e 11).

Ora, tudo, todas as coisas, animadas e inanimadas, todos os corpos celestes, todas as galáxias, todo o universo pertencem ao Senhor e foram por Ele criados. Por qual razão haveria Êle, então, de instituir o dízimo como se fôra um tributo, ou um imposto, ainda que de natureza sagrada? Que necessidade teria Ele pois dessa fatia dos bens dos homens?

Os bens mais valiosos como o ar, a água e até mesmo a terra, são de domínio universal. Não são propriedade exclusiva de ninguém. Seus possuidores detêm apenas o direito temporário de uso.

AS NECESSIDADES DA CASA E DA OBRA DE DEUS

O Senhor poderia valer-Se somente de Seu poder ou dos Seus anjos para levar avante a obra de redenção da humanidade. A ajuda do homem, o grande beneficiário do sacrifício da cruz e objeto de valor inestimável aos olhos do Pai querido e Todo-Poderoso poderia ser de todo dispensável e prescindível. No entanto, o Senhor, para benefício do próprio homem, preferiu contar com ele para executar Sua obra.

Assim, foi criada a Igreja primitiva, onde rudes, simples e pobres pescadores se uniam a sábios, ricos e importantes homens na pregação do Evangelho Eterno, o anúncio quase impossível de propagar como Deus e Salvador da humanidade Alguém condenado, como criminoso, à mais infamante, humilhante, degradante e dolorosa de todas as mortes. A morte no madeiro, na cruz, que fazia maldito, pela lei vigente, aquele que dela fosse vítima.

Desde então pessoas passaram a dedicar-se integralmente a essa obra. Por esta razão a Palavra de Deus afirma: “Digno é o obreiro do seu salário”. (Lucas 10:7). Ao analisarmos o conceito do dízimo fornecido pela Wikipédia, no início desta explanação, parece haver implícito nele um entendimento de que o dízimo deixou de ser exigido dos filhos de Deus por ocasião da destruição de Jerusalém, no cerco romano de 70 DC.

Isto não é verdade. O dízimo não foi estabelecido apenas para um povo, uma raça, uma nação. O dízimo existia antes que existisse o povo judeu (Gênesis 14:18-20). A instituição do dízimo extende-se por todo o período de tempo em que o Evangelho Eterno for pregado a toda a nação e tribo e língua. Isto é, a todos os povos da terra, para todos os que aceitam a Jesus como seu salvador.

A pregação do Evangelho Eterno demanda custos e despesas. Não apenas de caráter de custeio ou administrativo. Mas, e principalmente, de avanço e propagação até aos confins da terra, onde a Palavra de Salvação ainda não pôde ser pregada. É por meio do dízimo – divinamente instituído – que o homem, toda a humanidade tem o privilégio de participar desta obra magnífica e celestial.

Tenha no dízimo – a décima parte do que o Senhor Lhe dá - e nas ofertas voluntárias, espontâneas, de coração, um motivo de satisfação íntima e sentimento do privilégio sagrado que é colaborar com Jesus na Sua obra de resgatar os Seus filhos para o Seu reino eterno, onde não haverá mais morte, nem dor, nem lágrimas e nem pobreza. Lá nós seremos príncipes, filhos do Rei. E Ele não Se esquecerá de como reagimos e respondemos ao Seu apêlo quando, para isso, aqui nos chamou.

OBRIGAÇÃO OU PRIVILÉGIO?

Se tudo no universo pertence ao Senhor resta indiscutível o fato de que Ele não necessita de coisa alguma, de ninguém. Quando Jesus enalteceu a dádiva de uma pobre viúva equivalente a alguns centavos de hoje, Ele não considerou como importante a quantidade ou o valor da dádiva. A viúva dera tudo quanto possuía. Em contrapartida Ele desprezou, como insignificantes, grandes ofertas dadas com grande alarde por grandes doadores. Os ricos davam daquilo que não lhes faria absolutamente falta alguma. Ela dera tudo o que tinha.

Deus nos dá tudo com a vida, nosso bem maior. Conhecedor da natureza egoísta e avara de todo ser humano Ele concebeu normas para nos livrar desses males. Assim, caso Ele quizesse haveria abundância provida diretamente por Ele ou por meio de Seus anjos, para a manutenção da pregação de Sua Palavra Sagrada, do Evangelho Eterno, no anúncio da salvação gratuita aos homens.

Mas Ele preferiu contar com Seus filhos. Deu a eles a suprema honra de demonstrar com sua obediência e com parte dos bens que Ele lhes provera, para contribuirem, serem participantes na grande obra encetada por Seu Filho Amado, no Seu incompreensível sacrifício da cruz. Como um Pai amantíssimo Ele legou a Seus filhos não uma pesada e dura obrigação, mas um grande e incomparável privilégio. E com promessas. E com desafios. “Provai-me nisso”, disse Ele.

Faço um pequeno parêntesis para contar uma pequena história que bem pode ilustrar o quanto é nocivo o egoísmo, a inveja, o ciúme, a avareza, dentre outros frutos da carne: “Certo rei, muito rico e poderoso, chamou dois de seus milhares de súditos e lhes propôs o seguinte: um dos dois iria fazer-lhe um pedido. O que este pedisse receberia, mas o outro receria o mesmo, mas somente que em dobro. Despedindo-os para refletir sobre seus pedidos, voltaram no dia seguinte com as olheiras profundas denunciando a noite sem dormir, a pensar na proposta real".

"Durante a noite meditavam: Se um pedisse um valor equivalente e dez milhões de reais o outro receberia vinte milhões. Se uma rica fazenda abarrotada de gado o outro receberia duas. E assim por diante".

"Assim, diante do rei e de uma multidão expectante e ansiosa o rei apontou para um deles, aleatoriamente e perguntou-lhe o que havia escolhido para si. E ele, sem titubear, respondeu: “Quero que mandes me arrancar um dos olhos, majestade!´”

Esta é apenas uma fábula mas bem que poderia testemunhar de não poucas pessoas que prefeririam sofrer um revés, um prejuízo do que contemplar o sucesso do seu próximo. Isto é fruto do pecado. Por esta razão o Pai querido instituiu como uma sagrada obrigação a devolução da décima parte das rendas daqueles que O reconhecessem como Pai, na forma do dízimo sagrado.

Apenas uma condição Ele impôs: o dízimo deve ser um ato de amor e de gratidão, uma dádiva que represente com alegria, percentualmente, a prosperidade de quem é ele exigido.

E aqueles que se dizem filhos de Deus e não atentam para este fato estão a enganar-se a si próprios, antes de enganar a Deus. Muitos há que, para sua perda, roubam a Deus e a si próprios das bênçãos que lhes é destinada e prometida: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós Me roubais, e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Com maldição sois amaldiçoados, porque Me roubais a Mim, vós toda a nação.” (Malaquias 3:8 e 9).

DUAS HISTÓRIAS PESSOAIS E VERÍDICAS

PRIMEIRA:

“Quando meu filho mais velho tinha cerca de quatro anos de idade, já compreendendo certas coisas do ambiente familiar, ele me fez um pedido, com muita timidez e muito constrangimento, tal era a intensidade do desejo de ganhar aquilo que tinha em mente me pedir".

"Ocorre que ele havia ouvido diálogos entre mim e sua mãe, em que comentávamos o momento de dificuldade de natureza financeira por que passávamos. Então, entendendo que as coisas não iam bem, resolveu me pedir: “-Papai, eu sei que o senhor está ‘apertado’, mas será que o Senhor poderia comprar pra mim um ovinho de páscoa, o menorzinho que tiver?

"Era tempo de páscoa, esqueci-me de dizer. Então, a maneira hesitante, quase tímida de expressar seu tão grande desejo de receber o que pedira, encheu meu coração de ternura e da ansiedade de satisfazer-lhe o pedido".

"Apenas decidi fazer de maneira diferente do que ele me pedira. Fui a um supermercado vizinho e enquanto ele me esperava no carro com sua mãe fui e comprei o maior e melhor ovo de páscoa que havia no estabelecimento. Enquanto me dirigia para eles com a compra escondida nas costas podia ver sua expectativa".

"Então, ao entregar-lhe o presente que jamais imaginara que fosse receber, sua expressão de júbilo e intensa e incontida alegria inundaram meu coração de prazer. Era muito mais do que ele esperava. E muito mais feliz fiquei ao receber suas palavras de agradecimento: “-Papai, a melhor parte eu vou dar para o senhor!”

"A melhor parte a que ele se referia era o recheio do ovo. Desnecessário é dizer da minha indizível alegria por seu reconhecimento e gratidão. Além do recheio ele quase me fez comer a maior parte do chocolate."

SEGUNDA:

A segunda história me foi contada pelo meu filho protagonista da história anterior. Agora adulto, já casado e pai de dois filhos, sendo o mais velho, na ocasião do que vai ser narrado, da mesma idade que ele tinha por ocasião da primeira história.

"Residindo, trabalhando e estudando nos Estados Unidos da América ele ficou por nove anos na terra dos chicletes. Lá existem chicletes de toda forma, tamanho, qualidade, gosto. Ele presenteara meu netinho com uma caixa de um tipo muito especial de chicletes, o que o deixou na maior das alegrias. A caixa era enorme e a quantidade inusitada".

"Então meu filho pediu a seu filho que lhe desse certa quantidade do chiclete com que lhe presenteara. Depois de um momento de hesitação, em sua simplicidade e inocência ele respondeu para o meu filho: “- Mas, papai, se eu lhe der este tanto o meu chiclete vai acabar!´”.

"Notaram onde quero chegar? Meu netinho no momento não podia compreender que se o seu chiclete acabasse seu pai, que lhe presenteara com aquela caixa, poderia comprar-lhe um sem número de outras caixas, que a parte que ele desse a ele jamais iria lhe fazer falta".

Assim costuma ser muitas vezes nossa relação com Nosso Pai Querido, que é o Criador, mantenedor e doador de todas as boas dádivas de que desfrutamos. Assim como nós, pais terrestres nos sentimos com relação à reação e gratidão de nossos filhos, Ele também Se sente em relação a nós, quanto à nossa resposta que Lhe damos com relação às Suas dádivas.

CONCLUSÃO:

O homem é a coroa da criação. É a obra-prima do Arquiteto do Universo. Ele foi criado à imagem e Semelhança do Seu Autor. Um ser perfeito, livre, dotado de inteligência e livre arbítrio, com liberdade absoluta de escolher qualquer caminho e destino que lhe aprouvesse. Não foi criado como um robô ou um brinquedinho teleguiado.

Por sua própria escolha e culpa perdeu o dom da vida eterna e feliz com que fora concebido. O Criador permitiu que o pecado e a desobediência frutificassem por quase seis milênios. Mas Deus não tolerará para sempre o pecado, a maldade, a violência e a corrupção que imperam hoje, como imperavam por ocasião da destruição da terra pelo dilúvio e das cidades de Sodoma e Gomorra.

Assim como o Senhor interveio naquelas ocasiões Ele intervirá agora, de maneira definitiva, para extirpar de forma cabal todo o mal causado pelo pecado, para destruir Satanás e Seus anjos rebeldes e todo aquele que rejeitar o único remédio contra a morte: A vida de Jesus Cristo e a Sua Justiça.

O projeto maravilhoso de Deus não foi colocado de lado. Agora já está patenteado para todos os seres do universo quem tem razão no Grande Conflito e os resultados da rebelião e da apostasia. Seu propósito será restabelecido e o homem voltará ao primeiro domínio, como era antes do pecado.

Cada um tem o direito de escolher o caminho a trilhar. Não existe uma terceira via. O tempo urge. Os sinais que Jesus deixou sobre o fim estão por demais patentes na natureza, na política, nas tragédias, nos noticiários. Escolha hoje a quem seguir: A Cristo, o Pai Querido e Verdadeiro, para a vida. Ou Satanás, o pai da mentira, o grande rebelde, para a destruição e morte eterna, da qual não haverá ressurreição.

Escolhendo a Jesus não se esqueça que Ele o elegeu para ser um colaborador Seu. Inclusive nos dízimos e nas ofertas voluntárias, segundo os ditames de seu coração.

E não se esqueça: não seja mesquinho ao tratar com Deus, o Doador da vida e de todos os bens. Creia com toda a certeza que você jamais sairá no prejuízo com Ele. Pelo contrário, faça prova dEle e comprove se realmente as janelas do céu irão se abrir prá você ou se são palavras vãs de um Deus que não cumpre o que promete. Certamente você não ficará sem resposta. Amém.

EM TEMPO:

Para que não seja suscitada qualquer forma de dúvida com relação a esta matéria o autor deseja esclarecer que nunca, de nenhuma forma aceitou ou aceitará qualquer ajuda de natureza financeira, de quem quer que fosse ou que seja. Toda literatura que oferece é absolutamente gratuita, não sendo cobradas nem mesmo as despesas postais decorrentes das doações efetuadas. Faz-se necessário esse esclarecimento para que não paire nenhuma dúvida quanto ao objetivo ou finalidade desse trabalho.

O Senhor dos Exércitos determina onde e de que forma deve ser feita a entrega do dízimo de cada um de Seus filhos: A CASA DO TESOURO, isto é, a Igreja da qual faça parte ou em que congregue, exatamente para que não faltem recursos ali ou alhures, para a pregação do Evangelho Eterno, as boas novas da salvação.

sábado, 13 de março de 2010

Os recentes escândalos envolvendo a Igreja Católica, e até mesmo o ataque ao Papa Bento XVI na noite de Natal, ganharam uma explicação do exorcista-chefe do Vaticano: "o demônio está instalado no coração da Igreja", concluiu o padre Gabriele Amorth, exorcista há 25 anos.

Para o religioso, há sinais de que o Anti-Cristo está vencendo a batalha contra a Santa Sé. De acordo com Amorth, as evidência são irrefutáveis. Ele ainda disse que, na alta hierarquia Católica, "há cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demônio".

"O demônio mora no Vaticano e você pode ver as consequências disso", disse o padre, de 85 anos. "Ele pode se esconder, ou falar diversas línguas, ou até aparecer para ser solidário. Às vezes ele ri de mim. Mas sou um homem feliz com o meu trabalho".

A tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981 e as recentes revelações de violência e pedofilia cometidas por sacerdotes que trabalham na educação de crianças também são obras do demônio que se instalou na Igreja, segundo o italiano. Durante uma entrevista a uma radio em 2006, o padre, que serviu o exército italiano durante a II Guerra Mundial, disse que os nazistas estavam possuídos e eram uma prova de que o demônio existe.

Apesar de exisitir uma certa "resistência e confusão" a respeito do exorcismo entre os católicos, o padre Amorth garantiu ao jornal La Repubblica que o Papa Bento XVI não tem dúvidas da eficiência desta técnica. "Sua Santidade acredita de todo o coração na prática do exorcismo. Ele tem encorajado e parabenizado nosso trabalho", afirmou o padre. Ao exemplificar como são feitos os exorcismos, o italiano disse que o filme O Exorcista (1973) se aproxima muito da realidade, acrescentando que quem está possuído pelo demônio profere blafêmias, vomita cacos de vidro e pedaços de ferro.'

Fonte: Veja (negritos meus para destaque)
Transcrito do blog DIÁRIO DA PROFECIA

Exorcista-chefe diz que há bispos ligados ao Diabo

Em entrevista ao diário La Repubblica, o padre Gabriele Amorth, que comanda o departamento de exorcismo em Roma há 25 anos, disse que o ataque ao papa Bento 16 na noite de Natal e os escândalos de pedofilia e abuso sexual envolvendo sacerdotes seriam provas da influência maléfica do Demônio na Santa Sé e que "é possível ver as consequências disso". O sacerdote, de 85 anos, disse ainda que há, na Igreja, "cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao Demônio". Amorth, que já teria realizado o exorcismo de 70 mil possuídos, publicou um livro no mês passado, chamado Memórias de um Exorcista, em que narra suas batalhas contra o mal. A série de entrevistas que compõe o livro foi realizada pelo jornalista Marco Tosatti, que conversou com o programa de rádio Newshour da BBC. Tosatti disse que o Diabo atua de duas formas. Na primeira, a mais ordinária, "ele te aconselha a se comportar mal, a fazer coisas ruins e até a cometer crimes". Na segunda, "que ocorre muito raramente", ele pode possuir uma pessoa. Tosatti disse que, de acordo com Amorth, Adolf Hitler e os nazistas foram possuídos pelo capeta.

O exorcista católico conta em suas memórias que, durante as sessões de exorcismo, os possuídos precisavam ser controlados por seis ou sete de seus assistentes. Eles também eram capazes de cuspir cacos de vidro, "pedaços de metal do tamanho de um dedo, mas também pétalas de rosas", segundo o sacerdote.

Amorth defende que a tentativa de assassinato do papa João Paulo 2º em 1981, assim como o ataque ao atual papa no Natal passado e os casos de abuso sexual cometidos por padres são exemplos de que o Diabo está em guerra com a igreja.

Em entrevista ao La Repubblica, o exorcista contou que o Demônio "pode permanecer escondido, ou falar diferentes línguas, ou mesmo se fazer parecer simpático".

Para Tosatti, não há nada que se possa fazer quando o Diabo está apenas influenciando as pessoas, em vez de estar possuindo-as. [...]

(Estadão)

Nota: É muita ingenuidade achar que o diabo pode ser intimidado com água benta e crucifixos. O que esses exorcistas fazem, na verdade, é desviar o foco do verdadeiro combate: "Sujeitai-vos a Deus, mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7). A única maneira de vencer o inimigo de Deus é se sujeitando a Deus, o que implica em obedecer à Sua Palavra e aos Seus mandamentos. Duas coisas transparecem nas entrelinhas dessa matéria: (1) parece que querem jogar sobre o diabo toda a culpa dos casos de pedofilia na igreja; (2) é muito estranho Tosatti dizer que não há nada a ser feito em caso de "simples" influência demoníaca (e não possessão). Claro que há! Primeiro, punir os pedófilos (de qualquer igreja, religioso ou não) e quebrar o silêncio. Segundo, orar e se humilhar diante de Deus, buscando a verdadeira santificação. Pior que isso, só mesmo os "exorcistas" neopentecostais que brincam com o diabo como se fossem grandes amigos.[MB]

Texto de Michelson Borges, Blog CRIACIONISMO

A Lei Moral de Deus expressa nos dez mandamentos não se originou , como muitos supõem, no Monte Sinai, na ocasião em que Moisés recebeu as tábuas de pedra escritas com o próprio dedo de Deus. Ela é eterna, como o Seu Autor, tão duradoura quanto Seu reino. É a expressa transcrição do Seu caráter e representa a união entre a sabedoria, a justiça e o amor.


A Lei Moral não pode ser confundida com nenhuma outra representação, judaica ou não, existente na Bíblia Sagrada ou fora dela. Quando a palavra “LEI” é citada nas Escrituras do Antigo ou do Novo Testamento dando uma conotação de ab-rogação, mudança, cumprimento ou de anulação, certamente não se refere à Lei Moral dos dez mandamentos. A palavra TORAH, de onde se origina grande parte das palavras traduzidas por “lei” abrange todo o sistema religioso dos hebreus, chamado muitas vezes de “lei mosaica”.


Ela é representada pelo Pentateuco, ou o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia Sagrada, de autoria de Moisés, contendo todos os preceitos, de natureza civil, cerimonial, sanitária ou moral, estabelecidos por Deus. Alguns foram determinados especificamente para os judeus, como as leis civis e cerimoniais e outros para todos os homens, para toda a humanidade, como as leis de saúde e a lei de mandamentos morais do Decálogo.

A Palavra de Deus define claramente o que é o pecado. Segundo ela, “o pecado é a transgressão da Lei” (I João 3:4). Ora, daí se pode depreender, então, que é impossível existir pecado se não existir a Lei.

O primeiro transgressor da Lei foi Lúcifer, antes mesmo de ter sido criado o homem. A mesma Escritura confirma que não pode existir pecado ou transgressão se não existir, também, a Lei, conforme está escrito:

“... porque onde não há lei também não há transgressão” (Romanos 4:15). Portanto, é fato plenamente estabelecido e logicamente aceito que a Lei existe anteriormente ao pecado, pela simples razão de que não poderia haver pecado se não houvesse a Lei que pudesse ser quebrada ou transgredida.

Não deve permanecer nenhuma dúvida de que a Lei Moral existe antes do Sinai. Além das razões já apresentadas, poder-se-ia citar o fato, mencionado nas Sagradas Escrituras, de que Abraão foi obediente, guardando a Lei de Deus (Gênesis 26:5). Também antes do Sinai existe a clara evidência de que os hebreus, recém saídos do Egito, guardavam o mandamento que estabelecia o dia de sábado como repouso.

A experiência da colheita do “pão dos céus”, o maná, milagrosamente provido por Deus revela com clareza este fato. O relato de Êxodo 16:4 a 30 cita o fato de que diariamente deveria ser colhido o maná. Todos os dias colhia-se uma medida, que deveria ser consumida no mesmo dia, sob pena de, ficando para o dia seguinte, criar bichos, perder-se. Mas na sexta-feira era ordenado que se colhesse o dobro, para que o mesmo não fosse colhido no sábado.

E, milagrosamente, este excesso não apodrecia, como se dava nos outros dias em que fosse colhido com sobra. As pessoas que no sábado saíram para o colher, não o acharam, por que no sábado o Senhor não o enviava. Estas pessoas foram severamente advertidas e repreendidas por Deus por causa de sua obstinação e desobediência na observância da Sua Lei, com referência ao santo dia de repouso.

Antes de proferir as palavras que continham os Seus mandamentos, o Senhor expressou ao Seu povo o Seu extremo cuidado e amor para com ele, revelando-Se de maneira solene, ao mesmo tempo repleta de ternura: “Eu Sou o Senhor teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êxodo 20:2).

Na seqüência o Senhor revelou, um após outro, todos os mandamentos de Sua Santa Lei Moral. Era um momento tão terrível e de tal solenidade que o povo, não suportando, retirou-se para longe, suplicando a Moisés: “Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êxodo 20:19). “Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta” (Êxodo 19:19).

O ensurdecedor sonido da buzina, os trovões, relâmpagos e o monte fumegando pela presença do Deus Eterno era um espetáculo por demais impressionante e terrível. Mas as palavras do Senhor não foram impositivas e sim condicionais. Se o povo O aceitasse como o seu Deus, que o tirara da escravidão, então seria obediente aos Seus mandamentos, por amor a Ele.

Eis os mandamentos da Lei Eterna, que depois foram escritos com o próprio dedo do Criador, em duas tábuas de pedra:

I

“Não terás outros deuses diante de Mim”

(Êxodo 20:3)

II

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás. Porque Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos”

(Êxodo 20:4-6)

III

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão”

(Êxodo 20:7)

IV

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”

(Êxodo 20:8-11)

V

“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”

(Êxodo 20:12)

VI

“Não matarás”

(Êxodo 20:13)

VII

“Não adulterarás”

(Êxodo 20:14)

VIII

“Não furtarás”

(Êxodo 20:15)

IX

“Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”

(Êxodo 20:16)

X

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”

(Êxodo 20:2-17)

O que desejamos considerar, agora, é se esta Lei Moral foi ou pode, de alguma maneira, ser mudada por Deus, em harmonia e conformidade com a Sua justiça e Palavra, ou pelo homem, com a Sua aprovação.

Ao examinar estes mandamentos nota-se claramente que eles estão hoje modificados e não mais são obedecidos e ensinados pelos professos seguidores de Cristo. Se eles foram dados com tanta solenidade e de maneira tão expressiva, que exigiu o cuidado do Criador em inscrevê-los com o Seu próprio dedo em tábuas de pedra, poder-se-ia esperar igual tratamento em caso de mudança de algum dos Seus mandamentos.

Tal não se verificou. Mas o Criador Todo-Poderoso e presciente previu estas mudanças e as anunciou aos Seus servos, os profetas e apóstolos. Através de Daniel o Senhor mostrou, séculos antes, que um poder religioso e político, em nome de Jesus Cristo, dizendo-se seu vigário ou substituto, intentaria contra a Lei Eterna.

Falando desse poder anticristão que dominou absoluto por 1.260 anos, o Senhor profetizou a seu respeito: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a Lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (Daniel 7:25).

O apóstolo Paulo, falando desse mesmo poder, chama o seu detentor, através da série de pessoas que o ocupam, de o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (II Tessalonicenses 2:3-4). As contundentes e irrefutáveis provas e testemunhos históricos que revelam “o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca, e aniquilará pelo esplendor da Sua vinda” (verso 8), estão no capítulo sétimo desta série, intitulado “A História de Roma e o Anticristo”.

A profecia inspirada é infalível, porque é a própria Palavra de Deus anunciando os acontecimentos históricos antes que os mesmos aconteçam. O Senhor, que é o “Alfa e o Omega”, o “Princípio e o Fim”, Onisciente, conhecendo o passado, o presente e o futuro, antecipou aos Seus profetas os horríveis crimes que esse poder blasfemo e anticristão perpetraria contra os Seus verdadeiros servos, por Ele chamados de “Santos do Altíssimo”, perseguidos, humilhados, torturados e mortos em nome da religião e de Cristo, como hereges. Levados ao calabouço e à fogueira, perdendo tudo, até mesmo a vida por amor de Cristo e à Sua verdade, seu sangue clama aos Céus pela justiça que a infalível Palavra de Deus anuncia para breve.

Esse poder assentado em Roma, usurpando a autoridade do próprio Deus, não se satisfazendo em transgredir a Sua Lei Moral, perverteu todos os límpidos princípios do Cristianismo, misturando-os com os do paganismo idólatra. E o que é pior, dizendo-se infalível e com autoridade para tal, cometeu o supremo sacrilégio de subverter a própria Lei do Senhor. A subversão da Lei Eterna acarreta ainda mais terríveis conseqüências do que a sua transgressão.

A igreja assentada em Roma, chamada pela Bíblia Sagrada de “Grande Prostituta” e denunciada como “a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra” (Apocalipse 17:1 e 5) tem um domínio mundial e já dominou absoluta, no passado, sobre reis e imperadores. O profeta do Apocalipse mostra a condenação “da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas” esclarecendo que “as águas, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações e línguas”. E completa: “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra” (Apocalipse 17:15 e 18).

Identificado este poder, veja-se a nova lei que, segundo ele, deveria substituir a Lei de Deus. Eis os seus mandamentos, modificando a verdadeira e eterna Lei do Senhor dos Exércitos:

I

“Amar a Deus sobre todas as coisas”.

II

“Não tomar Seu santo nome em vão”.

III

“Guardar domingos e festas”.

IV

“Honrar pai e mãe”.

V

“Não matar”.

VI

“Não pecar contra a castidade”.

VII

“Não furtar”.

VIII

¨Não levantar falso testemunho”

IX

“Não desejar a mulher do próximo”.

X

“Não cobiçar as coisas alheias”.

Ao se fazer uma comparação entre as duas leis, a de Deus e a de Roma, pode-se notar as modificações verificadas e a intenção e astúcia do usurpador poder anticristão e os seus propósitos e motivação nas referidas mudanças.

O primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de Mim”, foi simplesmente retirado da Lei e substituído por outro: “Amar a Deus sobre todas as coisas”.

É óbvia a intenção de tal mudança, pois os milhares de deuses que eram adorados pelo paganismo romano foram substituídos pelos milhares de santos do catolicismo romano. O papa, sobrepondo-se ao Deus Altíssimo, arrogando-se a si a prerrogativa blasfema de julgar, salvar e santificar, por decretos seus determinava as pessoas que deviam ser consideradas “santas” e colocadas no céu.

A estas, que eram “canonizadas”, ou seja, legalmente declaradas santas e que na sua maioria eram pessoas ímpias, mas importantes, pertencentes a famílias da aristocracia dominante, dever-se-ia prestar culto e veneração. São muitos milhares os pequenos “deuses” ou santos fabricados por decretos papais.

Estas pessoas, pretensamente santas, adquiriam o dom e o poder da onipotência, pois passavam a ter a capacidade de fazer milagres.

Adquiriam, também, a capacidade de estar em muitos lugares ao mesmo tempo e de atender simultaneamente a inumerável quantidade de pessoas, separadamente, ou seja, a onipresença.

Finalmente é-lhes atribuído o terceiro dom que somente o Criador pode ter: a onisciência, que os romanistas alegam ser atribuição e qualidade inerentes a estes “santos”. Como poderia, então, permanecer na Lei um mandamento que proibia a existência de outros deuses, se o poder papal “criava”, quase que diariamente, inumerável quantidade de deuses ou “santos” para substituir os antigos deuses do paganismo?

Na segunda mudança, o poder apóstata e anticristão simplesmente excluiu o segundo mandamento da Lei de Deus, retirando dela o preceito que condenava de maneira absolutamente positiva e clara a idolatria e a adoração de imagens.

Isto porque quando o Cristianismo deixou de ser perseguido pelos imperadores romanos e transformou­-se em religião oficial do império, as práticas pagãs foram incorporadas à que deveria ser a religião de Cristo. Dentre estas práticas, a mais comum e abominável era a idolatria, a adoração de imagens.

Preferindo o favor do mundo, a igreja prostituiu-se, abandonando a pureza apostólica, a pobreza, em troca das riquezas, das honrarias e do poder que o “dragão” lhe oferecia. Era, portanto, necessário retirar da lei o mandamento que condenava a sua apostasia, a idolatria explícita.

Em seguida o poder anticristão mudou o dia de guarda estabelecido por Deus desde o Éden, quando, ao terminar a Sua obra de criação, santificou o dia de sábado, deixando-o para todos os homens – Adão e a sua descendência – como uma lembrança e memorial do Seu poder criador.

Por qual ou quais razões ele intentou em mudar este dia? A resposta é simples: primeiro, porque o primeiro dia da semana, então chamado dies solis ou dia do sol, era o dia oficial de guarda do império e das religiões pagãs, de um modo geral e da sua maior expressão, o mitraísmo, de modo particular.

Depois, porque o quarto mandamento da Lei de Deus traz o nome do Legislador Eterno, indicando, ainda, o selo de autenticidade, a “assinatura” do Seu Autor, a Sua condição e prerrogativa de Criador e Governante e a jurisdição e abrangência de todo o Seu domínio: “... porque em seis dias fez (CRIADOR – CRIOU) o Senhor (SEU NOME: JEOVÁ, O SENHOR DOS EXÉRCITOS) os céus e a terra, o mar e tudo que neles há (TODAS AS COISAS, O UNIVERSO INFINITO, O SEU REINO ETERNO).

Assim, para justificar a sua pretensa autoridade – arrogantemente assumida – para mudar a Lei de Deus, era necessária a mudança do dia de guarda, do sétimo, que as Escrituras chamam de “o sábado do Senhor teu Deus” para o primeiro, o dies solis, hoje chamado “domingo” (“Sunday” – dia do sol, na língua inglesa e em muitos outros idiomas).

A justificativa hoje apresentada, sem nenhum argumento bíblico que lhe dê substância, é que este dia pretende comemorar a ressurreição de Jesus. Segundo as Sagradas Escrituras a comemoração da ressurreição de Cristo é a que é lembrada hoje pelo batismo por imersão. Está escrito: "De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" (Romanos 6:4). E, mais: "Sepultados com Ele no batismo, nEle também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que O ressucitou dentre os mortos" (Colossenses 2:12).

O dia de sábado não poderia realmente permanecer na Lei, enquanto este poder dominasse, porque lembrava a “aliança” de Deus com sua “esposa”, a igreja e seus filhos e era referido como um “sinal” eterno entre o Criador e o Seu povo, como está escrito, a seu respeito: “Entre Mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo descansou e restaurou-se”. “E também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles; para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (Êxodo 31:17 e Ezequiel 20:12).

A mulher, prostituída e idólatra, retirou a aliança do esposo, Cristo, retirando-O do seu nome. Em seu lugar colocou o nome e a aliança do seu amante, Roma, o mesmo assassino do seu ex-marido, por ela traído. Assim, o nome de Igreja Cristã deu lugar ao nome de Igreja Romana.

A quarta mudança foi com relação ao sétimo mandamento, que determina: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). Ora, sendo manifesta a sua condição de adúltera, não poderia permitir que este mandamento permanecesse como uma acusação contínua a seu estado deplorável e criminoso.

Colocou em seu lugar um mandamento ambíguo e evasivo: “Não pecar contra a castidade”. Então, o que vem a ser castidade? Pecar contra a castidade de quem? Efetivamente esta mudança atendeu a um propósito espúrio e mal-intencionado.

Finalmente, com a exclusão do segundo mandamento, o que proíbe as imagens de escultura, ficaram apenas nove, o que em absoluto conviria aos propósitos desse poder apóstata. Como resolver este problema? Simples! Era bastante proceder-se a uma alquimia e, judiciosamente, dividir o décimo mandamento em dois, para que o seu número se completasse.

Assim foi feito. O mandamento que proibia que se cobiçasse qualquer coisa do próximo – sua mulher, seus bens, enfim, tudo que lhe pertencesse – foi repartido em dois. O nono passou a proibir que se cobiçasse a sua mulher; o décimo, as outras coisas.

A hipocrisia desta atitude e o sucesso na sua implantação somente podem ser explicados em nome da superstição, ignorância e do profundo temor que este poder infligia às consciências. De um lado, ele ameaçava com as chamas de um inferno eterno, aos que o desobedecessem. De outro, com as chamas das fogueiras da inquisição, estas mais reais e tangíveis.

Mas a promessa da Palavra de Deus é que esta afronta aos Céus não ficará impune e terá a sua justa retribuição no dia do ajuste de contas, antes do qual Suas verdades e Sua Lei Eterna serão restauradas à sua dignidade e pureza originais.


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