Sim, pode! Pelo menos é o que pretende um poder religioso que dominou absoluto também na esfera civil por mais de um milênio, arrogando-se a autoridade não apenas de mudar a Lei do Todo Poderoso, mas também de perdoar pecados, declarar santificadas e dignas de receber culto e veneração pessoas canonizadas por um decreto seu. Além disso, declara-se infalível, representante de Deus na terra, juiz até mesmo dos anjos.


O papa João Paulo II alguns anos antes de sua morte assombrou o mundo chamado cristão ao declarar-se o intermediário único entre Deus e o homem. Ele afirmou enfática e claramente: "Enganam-se os que imaginam poder dirigir-se diretamente a Deus sem a intermediação do Bispo de Roma". É por pretender ser representante ou vigário de Jesus Cristo que a igreja que dirige tem como um de seus principais cânones o seguinte: FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO!


E o mais impressionante é que a imensa maioria das pessoas em todo o mundo acatam, defendem, praticam ou pelo menos são indiferentes a este poder blasfemo e anticristão, ao qual as Sagradas Escrituras, referindo-se ao seu dirigente maior, há dois mil anos o chama de "o Homem do Pecado, o Filho da Perdição, que será destruido na breve volta de Jesus, aniquilado pelo esplendor da Sua vinda. (II Tessalonicenses 2:3 e 8).


Por sua suprema arrogância em supor-se com autoridade para modificar as leis do Eterno Deus e, ainda, reafirmar esta autoridade pelo fato de que mesmo os chamados "protestantes" a observam e obedecem, sendo isto SINAL inequívoco desta autoridade, é que trazemos a todos as considerações a seguir:


O Deus Eterno e presciente, infinito em sabedoria e justiça, não seria Autor de uma lei imperfeita, que estivesse sujeita a ser modificada, por qualquer razão, em qualquer tempo. A negação desta sagrada verdade, firmemente estabelecida em Sua Palavra, constitui-se num sacrilégio e quem, pervertendo os seus claros ensinamentos assim entender e ensinar, certamente não deverá ser considerado inocente diante do Eterno Legislador.


Eis as categóricas afirmações da Palavra do Senhor, a este respeito: “A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...” Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos”. “As obras de Suas mãos são verdade e juízo; fiéis todos os Seus mandamentos”. “Todos os Seus mandamentos são verdade...” “A Tua justiça é uma justiça eterna, e a Tua Lei é a verdade (Salmos 19:7-8; 111:7; 119:86 e 119:142).


Se o próprio Legislador afirma claramente que Sua Lei é perfeita e que os Seus mandamentos, todos, são retos, puros, fiéis e verdadeiros, haveria alguma possibilidade de serem mudados? É claro que não. A Lei é eterna, imutáveis todos os seus mandamentos, conforme os testemunhos de todos os profetas, salmistas, apóstolos, e do próprio Salvador.


Diz, ainda, a Palavra do Senhor: Para sempre, ó Senhor, a Tua Lei permanece no céu”. “Acerca dos Teus testemunhos soube, desde a Antigüidade, que Tu os fundaste para sempre”. “A Tua Palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos mandamentos dura para sempre (Salmos 119:86, 152 e 160).


A mais categórica e impressionante prova de que a Lei não pode ser mudada é o sacrifício da cruz. Se houvesse alguma maneira de preservar a dignidade da determinação de Deus a respeito da transgressão, em harmonia com a Sua justiça, não seria necessário o supremo sacrifício de Jesus, cujo alcance, em todas as suas conseqüências, sempre permanecerá incompreensível para mentes humanas.


O mais exaltado Ser de todo o Universo, Criador de todas as coisas e adorado pelos anjos e por todas as Suas criaturas, não deixaria o trono do Universo, substituindo o homem em sua natureza, para receber a condenação da transgressão da Lei – o pecado – na forma da mais terrível, dolorosa e humilhante das mortes.


É o próprio Senhor Jesus Quem afirma a eternidade de Sua Santa Lei. Ele diz, categoricamente: “Não cuideis que vim destruir a Lei e os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido”. “O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não hão de passar” (Mateus 5:17-18 e 24:35).


Para não deixar qualquer dúvida, Ele completa: É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei” (Lucas 16:17). Ora, é impossível ser mais claro do que o foi Jesus, nestas afirmações. Se mesmo assim persistirem dúvidas, é bastante apropriada a afirmação que diz que o pior cego é aquele que não quer enxergar. Mas, com o intuito de esclarecer ainda mais este tão importante assunto, vamos analisar outros detalhes que estão com o mesmo relacionados.


A palavra ab-rogar, usada por Jesus, parece uma palavra de difícil compreensão, e talvez não seja entendida por boa parte das pessoas que a tenham lido. Eis o conceito que lhe dá o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa: ab-rogar: [Do lat. Abrogare] 1. Por em desuso; anular, suprimir, revogar, derrogar. 2. Jur. Fazer cessar a existência ou a obrigatoriedade de uma lei em sua totalidade. (Destaques acrescentados).


A clara afirmação de Jesus, portanto, fica ainda mais fácil de ser entendida. Ele não veio por a Lei em desuso, não veio anular ou suprimir nenhum mandamento, e nem revogar qualquer de suas determinações. Enfim, Ele não veio fazer cessar a existência ou a obrigatoriedade de Sua Lei, em sua totalidade.


Por mais esclarecida que esteja a questão da eternidade da Lei, ela não se esgota com os argumentos já citados. A contribuição dos apóstolos não pode deixar de ser mencionada, quando muitos têm crido, afirmado e ensinado que os seus escritos, de alguma forma, sancionam alguma mudança, por causa da fé, na Eterna Lei.


Paulo, a respeito de sua anulação é categórico e taxativo: “Anulamos, pois, a Lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a Lei (Romanos 3:31). Portanto, fica claro que a fé em Jesus e na Sua graça não anula a Lei, mas, pelo contrário, estabelecem com maior firmeza, se possível, os seus princípios. E ele mesmo dá as razões para isso, afirmando: “E assim a Lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Romanos 7:12).


Outro apóstolo, Tiago, chama esta mesma lei de Lei perfeita da liberdade e Lei real, através da qual todos deverão ser julgados, afirmando, ainda, a obrigatoriedade na observância de todos os seus mandamentos, sob pena de, transgredindo apenas um, ser culpado da transgressão de todos.


Eis as suas palavras, inspiradas pelo Espírito do Senhor: “Aquele, porém, que atenta bem para a Lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventura­do no seu feito”. “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a Lei real: amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redargüidos pela Lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a Lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. (Tiago 1:25 e 2:8)

Em seguida ele identifica de maneira inquestionável a qual lei ele se refere: “Porque Aquele que disse: não adulterarás, também disse: não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da Lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela Lei da liberdade” (Tiago 2:11 e 12).


Existe, ainda, um outro argumento na Palavra de Deus que, por si só, seria suficiente para legitimar a afirmação da eternidade da Lei Moral do Senhor Jeová dos Exércitos e é relatado pelo apóstolo e profeta da Revelação, João, o discípulo amado.


Quando foram-lhe mostrados pela Inspiração os acontecimentos futuros do juízo, teve ele uma visão do santuário de Deus, no céu. Eis as suas palavras: “E abriu-­se no céu o santuário de Deus, e a arca da Sua aliança foi vista no Seu santuário...” (Apocalipse 11:19).


A Bíblia Sagrada afirma e reitera, várias vezes, o fato de que o próprio Deus instruiu a Moisés a respeito da construção do santuário terrestre e de todos os seus objetos, os quais deveriam fielmente reproduzir os modelos mostrados, existentes no céu. Dentre todos os objetos do santuário, a arca, que ficava no lugar santíssimo, era o mais significativo e ao qual foi dado maior destaque.


A arca, repetimos, construída segundo as instruções de Deus, era uma cópia perfeita e fiel da que existe no Céu, pois foi o Senhor mesmo Quem assim instruiu: “Conforme tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos (ou objetos), assim mesmo o fareis. Também farão uma arca de madeira de cetim”. “Depois porás na arca o testemunho, que Eu te darei”. “E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte de Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”. “E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas” (Êxodo 25:9-­10 e 16; 31:18, 32:16).


Séculos depois, a mesma Palavra confirma o que permanecia dentro dessa arca: “Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel...” (I Reis 8:9).


Agora, perguntamos: o que havia dentro da arca que João viu na visão de Deus no santuário celestial? Certamente que a Sua Santa Lei. Conjuramos, pois, pelo Deus vivo e eterno a todas as pessoas que leiam estas palavras, que respondam com toda a sinceridade de seu coração a esta pergunta: qual a lei que está na arca do santuário de Deus, no Céu? As tábuas da Lei original, confeccionadas por Deus e escritas pelo Seu próprio dedo, ou a lei espúria, falsificada pelo “Homem do Pecado”, “o iníquo”, o “Filho da Perdição” que se auto-intitula “Vigário do Filho de Deus”, “Substituto de Jesus Cristo”? Desta resposta podem advir conseqüências eternas.


É interessante lembrar que ao tempo em que o apóstolo recebeu esta visão não se haviam, ainda, verificado essas mudanças, porque o poder que as haveria de promover somente se manifestaria alguns séculos depois.



A estreia mundial da superprodução cinematográfica 2012 que trata do fim do mundo foi tema de capa da revista VEJA, matéria de autoria do jornalista André Petry, mencionado em nosso comentário anterior.

Ele se refere ao apocalipse como se fosse profundo conhecedor da matéria, quando na verdade nada conhece sobre o livro sagrado, como já deu prova em outros assuntos tratados e que tinham como assunto temas bíblicos.

A palavra APOCALIPSE não significa "fim do mundo", como ele deixa patente em seu comentário. O termo enfocado deriva de dois vocábulos gregos, com significados antagônicos: APO significa "ocultamento" e CALIPSE, "revelação".

Assim é que o último livro da Bíblia Sagrada, que em vários idiomas é chamado de "REVELAÇÃO" tem a seguinte introdução: REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO, A QUAL DEUS LHE DEU PARA MOSTRAR A SEUS SERVOS AS COISAS QUE EM BREVE DEVEM ACONTECER.

O livro sagrado é uma revelação de Jesus PARA OS SEUS SERVOS, como está claramente enfatizado. Ele não se destina àqueles que não são seus servos, para os quais realmente é um livro reputado com as características que ele mencionou, citando várias referências em sua matéria: "delírios de um maníaco" e "inventário das visões de um drogado".

A Bíblia Sagrada afirma que "os sábios entenderão, mas os ímpios não entenderão e permanecerão impiamente até ao fim". Na realidade as teorias humanas, a tradição, as superstições e a mídia têm dado ao termo apocalipse uma conotação de fim do mundo.

Na realidade o fim virá, e a situação em que vive o mundo dá claro testemunho disto, mas o próprio Jesus Cristo afirmou que ninguém teria autoridade para marcar-lhe o dia. Ele deu, sim, sinais inequívocos, a maioria dos quais já acontecidos e que são tema de comentários jocosos do jornalista citado. O grande terremoto de Lisboa, a queda dos meteoros e o escurecimento do sol e da lua são fatos históricos, já ocorridos e que deram ênfase e credibilidade à mensagem da breve volta de Jesus a esta terra, iniciada antes da metade do século dezenove.

Se alguém ler nos evangelhos o sermão profético de Jesus, quando questionado por Seus discípulos sobre o fim do mundo, terá a impressão que as palavras proferidas há cerca de dois mil anos parecem ter sido pronunciadas nos dias atuais.

O livro do apocalipse foi escrito em símbolos e é como um grande e perfeito quebra-cabeças, cujas partes se unem e formam um todo perfeito e completo. Não fosse assim e não seria o livro da Revelação, mas o livro da confusão, como o é para muitos, inclusive para o debochado jornalista.

O livro do Apocalipse trata da história de Roma, desde a época imperial até à época papal. Menciona os principais fatos políticos, religiosos e históricos da humanidade a partir da época em que foi escrito. Por ser um livro que aponta a ignomínia, a perversão, o anticristianismo dos poderes que dominavam e dominariam o mundo foi escrito em símbolos.

Se denunciasse a corrupção e crueldade dos governantes - imperadores e papas - certamente seria perseguido com muito maior ênfase e ardor do que o foi no transcorrer dos séculos da era cristã.

A profecia de Deus não pode ser confundida com fábulas dos homens, nem os profetas hebreus com filósofos pagãos, gregos, persas ou babilônios. A Bíblia é um todo harmônico e perfeito. Aqueles que não a conhecem fariam melhor se permanecessem calados. Quando o senhor Petry fala de economia, política e asuntos correlatos fala do que lhe é pertinente. Quando se imiscui em assuntos de religião e ciência especula sobre o que não conhece. O resultado é um desastre que, guardando as proporções, se compara aos acontecimentos de que tratam o citado filme.

Sob o título acima comentamos a matéria do jornalista mencionado no título desta explanação, publicada pela revista VEJA há vários meses, por ocasião do sesquicentenário da teoria darwiniana do evolucionismo, explorada por ele.

Na época sua coluna, muito apreciada, discorria sobre temas variados. Há algum tempo foi ele remanejada pela revista como correspondente em Nova York. É de sua autoria o assunto principal, matéria de capa, que a edição 2137, de 04 de novembro deste ano, traz sob o título "O FIM DO MUNDO".

Antes de comentar sua matéria, nosso próximo assunto, julgamos pertinente repetir nosso comentário feito à época, a fim de ilustrar, como preâmbulo, o perfil do seu autor, que às vezes se aventura em temas que, como bem expressam, ele não domina.

Eis o texto em questão:


Sou um dos milhares de assinantes da revista Veja uma das maiores e mais conceituadas publicações semanais em todo o mundo. Dentre seus inúmeros colaboradores destaca-se o jornalista ANDRÉ PETRY, a quem admiro e aprecio. Entretanto, sua coluna editada na penúltima edição da revista pode ser taxada no mínimo de equivocada.

Jamais irei contestar a capacidade jornalística do senhor Petry. Mas não me consta que dentre suas qualificações exista qualquer relacionada com a ciência, propriamente dita. Acredito, também, não ser ele versado em temas como religião. Dessa forma sua opinião manifesta de forma contundente no artigo LEMBRA-TE DE DARWIN reveste-se de duas conotações principais: primeira, ele manifesta uma opinião pessoal, subjetiva, discricionária, que certamente irá influenciar em maior ou em menor grau milhares de pessoas que o lerem. Segunda, a maneira satírica, quase jocosa ou irreverente com que ele intitula sua matéria.

Ao intitular sua matéria com a expressão LEMBRA-TE DE DARWIN ele focaliza, intencionalmente ou não, o cerne do que foi, é e será o tema da maior controvérsia da história da humanidade: a natureza do homem e a Lei de Deus.

O quarto mandamento do Decálogo, entregue a Moisés e escrito, segundo as Sagradas Escrituras, pelo dedo do próprio Deus inicia-se assim: LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO, PARA O SANTIFICAR. E, de maneira expressiva, manifesta enfaticamente a razão: POIS EM SEIS DIAS FEZ O SENHOR O CÉU, E A TERRA, O MAR E TUDO O QUE NELES HÁ...

Ora, deliberadamente ou não, o jornalista trouxe à baila um assunto grandemente polêmico: a teoria da evolução e o criacionismo. Na ferrenha defesa da primeira ele chegou ao ponto até de ridicularizar o segundo, o que não é nem sábio, nem justo e nem ético. Falta-lhe legitimidade e mesmo autoridade para, da forma com que o fez, sentenciar com um veredicto tão contundente algo que absolutamente esteja definitivamente consolidado entre os próprios cientistas.

As opiniões se dividem entre eles. Estatísticas recentes e antigas comprovam esse fato. Ora, a teoria de Darwin, como é chamado o evolucionismo nada mais é do que o que nela está expresso: uma teoria. Uma teoria científica, mas jamais ciência, enquanto não provada experimentalmente.


Ciência é a busca experimental de respostas encontradas em laboratórios e incansáveis pesquisas. Enquanto um cientista se limita e se restringe a sua área, pode ele ser corretamente chamado de cientista. Quando envereda em assuntos teóricos manifestando opiniões é como o jornalista que mencionei no princípio. Um teórico.

Tornando ao senhor Petry não é possível se conformar com a manifestação de que o criacionismo é uma fábula encantadora, mas não é ciência. É uma mentira a sua afirmação de que em biologia vale o evolucionismo de Darwin. Segundo ele, Darwin foi um gênio, o que constitui outra grande mentira. A verdadeira biografia desse inglês pode ser estudada nesse site, no tópico CRIAÇÃO OU EVOLUÇÃO, na série O Terceiro Anjo.

O mais absurdo de todas as considerações da matéria destacada é o seu enfoque principal: “É inaceitável dar criacionismo em aula de biologia. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência”.

A maior verdade que ele escreveu está insuspeitamente declarada ao final de sua matéria: “CONFUNDIDO COM CRIACIONISMO, DARWIN PARECE UM MACACO TOLO”.

O homem, ao sair das mãos do Seu Criador, era perfeito e mantinha com Ele íntima e perfeita comunhão. Por causa do pecado este privilégio foi perdido. Ao longo dos séculos foi perdendo o vigor físico, mental e espiritual. Quanto mais se afastava do tempo da sua inocência, mais se enfraquecia e degenerava. Depois de milênios de convivência com o pecado, chegou ele à situação de debilidade em que se encontra hoje, tão dife­rente da condição que recebera ao ser criado à imagem do Seu Criador e conforme à Sua seme­lhança, como está escrito: “E disse Deus: ‘Faça­mos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança...’” “E criou o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou” (Gênesis 1:26-27).

Esta mesma condição que detinha ao ser criado será novamente restabelecida no dia da volta de Jesus. Naquele dia os mortos justos ressuscitarão transformados e os que estiverem vi­vos e forem salvos serão, também, num instante, transformados, a fim de que possam resistir à es­pantosa presença da glória do Criador.

Somente por causa desta transformação é que poderão sub­sistir na presença de Deus. Os que não forem transformados serão fulminados pelo esplendor desta presença. Para ensinar esta verdade é que Paulo escreveu: “E ago­ra digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção” (I Coríntios 15:50).

A experiência de um ex­traordinário homem de Deus no passado bem pode ilustrar a impossibi­lidade de o homem – a carne e o sangue – na sua condição atual, suportar a presença de Deus, sem perecer. Moisés era uma pessoa extraordinária, qualidade esta reconhecida pela Bíblia Sagrada e pela História Universal.

Eis o que diz, a seu res­peito, a Palavra de Deus: “E, falava o Senhor a Moisés cara a cara, como qualquer fala com o seu amigo...” (Êxodo 33:11). E, mais, ela reconhe­ce a grandeza de Moisés, expressa através da mansidão do seu caráter: “Ora, Moisés era ho­mem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3).

Ao se fazer um retrospecto no tempo e na História constata-se que, dentre todos os outros deuses de todos os povos e civilizações, apenas o Deus dos hebreus Se relacionava de maneira racional e inteligente com o Seu povo, fato este reconhecido pela História Universal: “Outras na­ções tinham os seus deuses, a quem pediam auxílio e proteção, mas o Deus dos Hebreus era o único a fazer promessas ao Seu povo (A Histó­ria do Homem nos últimos Dois Milhões de Anos. Editado por Seleções do Reader’s Digest, p. 85).

Esta mesma História afirma ser Moisés um dos per­sonagens mais extraordinários que viveram neste mundo: “Os judeus foram finalmente liberta­dos da escravidão do Egito por Moisés, uma das mais extraor­dinárias figuras da História” (Idem, destaques acrescentados).

O mesmo Moisés, exalta­do por Deus e lembrado pela História, em certa ocasião desejou intensamente, do fundo da sua alma, poder contemplar a glória de Deus e suplicou a Ele, com Quem se comunicava boca a boca: Rogo-Te que me mostres a Tua glória” (Êxodo 33:18). A resposta do Senhor não poderia ser outra: “Não poderás ver a Minha face, porquanto homem nenhum verá a Minha face, e viverá” (Êxodo 33:20). No en­tanto, após a transformação a ser operada no dia da volta de Jesus, esta impossibilidade deixará de existir, conforme sua clara promessa: “Bem-­aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5:7).

Qual a razão da impossibilidade de um ho­mem, mesmo como Moisés, contemplar a glória de Deus? O próprio Senhor responde a esta indagação: “Porque o Senhor teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso” (Deuteronômio 4:24).

A glória de Deus, incompreensível e inimaginável, é comparada a um fogo consumi­dor: “E habitava a glória do Senhor sobre o mon­te de Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nu­vem. E o parecer da glória do Senhor era com um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel” (Êxodo 24:16-17).

Outros textos confirmam esta verdade de ser a presença espantosa do Senhor, um fogo que consome, diante da qual o homem não pode subsistir: Sabe, pois, hoje que o Senhor teu Deus, que passa diante de ti, é um fogo que consome, e os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o Senhor te tem dito (Deuteronômio 9:3). Todas as pessoas, todos os povos que não tiverem sido antes transformados, serão destruídos por esse fogo que consome, que é a presença do Senhor: E os povos serão como os incêndios de cal; como espinhos cortados arderão no fogo” (Isaías 33:12).

Assim, quem poderá prevalecer nesse dia terrível, ou quem poderá conviver e permanecer na presença desse fogo consumidor? O profeta pergunta e ele mesmo responde a respeito da ques­tão de quem poderá subsistir diante do fogo con­sumidor e com ele conviver no Reino eterno: Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem den­tre nós habitará com as labaredas eternas?” (Isaías 33:14).

O ci­dadão do reino de Deus, que ha­bitará na Sua presença e com Ele conviverá desfrutando de Sua íntima comunhão, será transfor­mado. Ele é retratado na conti­nuação das palavras do profeta: “O que anda em justiça, e o que fala com retidão; o que arremes­sa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue, e fecha os seus olhos para não ver o mal”. “Este habitará nas alturas: as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão cer­tas”. “Os teus olhos verão o Rei na Sua formosura, e verão a terra que está longe” (versos 15 a 17).

Muitos outros textos da palavra de Deus não deixam dúvidas a respeito das afirmações sobre a glória da presença de Deus: Porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:29). “Virá o nosso Deus e não Se calará; adiante dEle um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dEle. Chamará os céus, do alto, e a terra, para julgar o Seu povo” (Salmo 50:3-4).

Os textos seguintes estabelecem com absolu­ta clareza o fato de que somente a transformação por que passarão os filhos de Deus, é que os habilitará a estar de pé no dia do Senhor, no dia espantoso e terrível de Sua volta a este mundo. Esta transfor­mação devolverá à raça humana a mesma condição que tinha antes do pecado, condição vivida por Adão e Eva, no Éden: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele: porque assim como é O veremos” (I João 3:2).

Todos os que herdarem a salvação receberão um novo corpo imortal, como está escrito: “Eis aqui vos digo um mistério: Na ver­dade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se re­vista da imortalidade” (I Coríntios 15:51-53).

Ao ser transformado, o homem poderá contemplar e suportar a glória da presença visível de Jesus, no dia de Sua volta. Assim transformado, poderá ele então conviver pelos séculos intérminos da eter­nidade na companhia e comunhão com Deus.

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